quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Lyon passa apertado, mas avança na Copa da Liga

Filipe Frossard Papini
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OL bateu o Tours, da Ligue2, em casa. Beauvue marcou os dois gols dos Gones




Com a ausência de suas principais estrelas ofensivas, o Lyon entrou em campo hoje pelas oitavas de final da Copa da Liga Francesa. Enfrentando o Tours, adversário da Segunda Divisão do Campeonato Francês, o time acabou vencendo o jogo por 2 a 1 e avançou para as quartas de final da competição. O jogo marcou a despedida oficial do Stade Gerland, que não será mais casa do Lyon a partir do ano que vem. O estádio viveu 65 anos de história com o OL.

Com a bola rolando, Claudio Beauvue, substituindo Lacazette, abriu o placar aos 39 minutos de jogo, quando Rachid Ghezzal penetrou pelo lado direito e foi derrubado na área. Ele cobrou pênalti no canto esquerdo do goleiro e fez o primeiro. Aos 26 minutos do segundo tempo, em bola alçada na área, o atacante Ibrahima Tandia, do Tours, subiu entre Tolisso e Koné e conseguiu o empate. Contudo, já aos 40 minutos da etapa final, o mesmo Beauvue recebeu cruzamento da direita com a bola já quase saindo pela linha de fundo e conseguiu completar para as redes, desempatando o jogo e dando a vaga ao OL.

O time agora volta a campo no próximo domingo, no encerramento do primeiro turno da Ligue1. O adversário será o Gazeléc Ajaccio, fora de casa, pela 19ª da competição. O jogo será às 14h do horário de verão de Brasília. Até lá!




TOURS: Westberg - Gradit, Cillard, Miguel, Bouhours - Belkebla, Louvion, Khaoui (Malfleury 86') - Santamaria, Miracoli (Kouakou 12'), Bergougnoux (cap - Tandia 60').

LYON: Gorgelin - Jallet (Yanga-M'Biwa 46'), Koné, Morel, Tolisso - Ferri (Grenier 83'), Gonalons (cap.), Darder (Malbranque 63') - Cornet, Ghezzal, Beauvue.

FOTOS: Le Progrès


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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

[COPA DA LIGA 15/16] Oitavas de Final - Lyon x Tours (despedida oficial do Stade Gerland)

Filipe Frossard Papini
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FOTO: olweb.fr

O primeiro dia de jogos das oitavas de final da Copa da Liga Francesa já começaram nesta terça-feira. Dentre os principais confrontos, o Guingamp eliminou o Nice e o Toulouse bateu o Rennes fora de casa. Amanhã, quarta-feira, é vez do Bordeaux decidir contra o Mônaco, o Marseille enfrentar o Bourg-Péronnas (da Ligue2) e o PSG fazer um grande duelo contra o Saint-Étienne.

O Lyon também joga amanhã, em casa, recebe o Tours, da segunda divisão. O jogo terá três grandes personagens: o capitão do time visitante, Bryan Bergougnoux, que é cria da casa do OL e poderá reencontrar seu clube formador; o Stade Gerland, que terá, oficialmente, sua última partida sediando jogos do Lyon; e o jovem Gaëtan Perrin, que foi chamado pela primeira para disputar, quem sabe, uma partida entre os profissionais dos Gones.

A partida acontece na tarde de amanhã, (16/12), às 17h do horário de verão de Brasília. Nenhuma TV no Brasil irá transmitir quaisquer partidas desta fase da Copa da Liga Francesa. Abaixo, os relacionados para o confronto.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Jérémy MOREL, Christophe JALLET e Henri BEDIMO;
ZAGUEIROS: Mapou YANGA-M'BIWA e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Arnold MVUEMBA, Corentin TOLISSO, Sergi DARDER e Jordan FERRI;
MEIAS: Romain DEL CASTILLO, Clément GRENIER, Steed MALBRANQUE e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Maxwell CORNET, Gaëtan PERRIN e Claudio BEAUVUE;
TÉCNICO: Hubert FOURNIER;
DESFALQUES: RAFAEL, Milan BIŠEVAC, Samuel UMTITI, Mathieu VALBUENA, Nabil FEKIR, Alexandre LACAZETTE e Aldo KALULU



TOURS:
RELAÇÃO NÃO OFICIAL!

GOLEIROS: Quentin WESTBERG e Bingourou KAMARA;
LATERAIS: Samuel BOUHOURS e Jonathan GRADIT;
ZAGUEIROS: Bogdan MILOŠEVIĆ, Cyriaque LOUVION, Florian MIGUEL e Thibaut CILLARD;
VOLANTES: Haris BELKEBLA, Mohamed-Labib MAOUCHE, Laurent AGOUAZI e Baptiste SANTAMARIA;
MEIAS: Ibrahima TANDIA, Bryan BERGOUGNOUX e Saïf-Eddine KHAOUI;
ATACANTES: Luca MIRACOLI, Christian KOUAKOU, Geoffrey MALFLEURY e Alexy BOSETTI;
TÉCNICO: Marco SIMONE;
DESFALQUES: (?)


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domingo, 13 de dezembro de 2015

PSG passa o carro em cima do remendado Lyon

Filipe Frossard Papini
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Com vários desfalques, OL até conseguiu fazer um primeiro tempo justo. Mas sofreu muito na segunda etapa e deixou o líder do campeonato realizar um jogo-treino de luxo




Após resultado bem contestado contra o Angers no último final de semana, o Lyon tinha uma prova de fogo para reconquistar o torcedor e a própria direção – com o cargo do treinador Fournier na reta. Os dois jogos seguintes seriam importantes: o Valência, fora de casa, pela Liga dos Campeões (resultado positivo de 2 a 0) e hoje, diante do Paris Saint-Germain, também longe de Lyon. Com uma pitada de dificuldade, o OL tinha nove desfalques e ainda tinha que conviver sem duas três principais estrelas ofensivas, Lacazette, Fekir e Valbuena, todos machucados. Enquanto isso, o time parisiense defendia uma invencibilidade que já vem se arrastando desde o começo da competição e poderia entrar em campo com a tranquilidade de líder que está a 14 pontos de distância do concorrente seguinte.

Mesmo detendo essa vantagem, digamos, o treinador Laurent Blanc entrou em campo com força máxima. Seu único desfalque era o argentino Javier Pastore e isso significava um enorme poderio para enfrentar os Gones, que já não era favorito hoje e, com os desfalques, perdia ainda mais força diante dos bilionários de Paris. Adotando a já tradicional formação do 4-3-3, Blanc depositava esperanças na sua defesa basicamente compostas de brasileiros e seu ataque encabeçado por Ibrahimovic, Cavani e Di María. Abaixo, é possível ver como ficou o esquema do Paris Saint-Germain




Pelo lado do Lyon, a falta de opções forçou Fournier a praticamente jogar com o que tinha em suas mãos. Rafael voltando de lesão, assim como Yanga-M’Biwa, reforçavam a parte defensiva, que mais uma vez também dava chances para Morel atuar no setor. Utilizando-se do 4-3-3 que também deu certo contra o Valência, Fournier optou pelo meio de campo que jogou a última temporada praticamente toda como titular: Gonalons, Ferri e Tolisso. Na frente, Cornet, que brilhou no meio de semana, ganhava espaço entre os titulares mais uma vez, ao lado de Grenier e de Claudio Beauvue, que agora substitui Lacazette, pelo menos, até o final do ano. Abaixo, veja como ficou o time:




Não era de se esperar uma postura diferente de um Lyon combalido. Entrou em campo com uma postura defensiva bem cuidadosa e, quando tinha a bola aos pés, saia com poucos homens. O receio da diferença de qualidade dos elencos dentro de campo era fator fundamental para o OL se reprimir e tentar errar o menos possível. Essa postura nunca foi comum para o time. Mas, hoje, fazia-se necessário na visão de Fournier.

A cautela durou um pouco mais do que dez minutos. Foi o tempo necessário para o PSG abrir o placar em casa. A jogada começou com uma bola alçada na área por Thiago Silva. Nervoso, Yanga-M’Biwa fez o corte de cabeça e acabou entregando nos pés de Zlatan Ibrahimovic, que não teve muito trabalho de caminhar e finalizar para fazer o primeiro. Já era a sua segunda finalização e, nessa, ele não parou em Lopes. PSG 1 a 0.

Não demorou muito para o segundo gol sair. Para ser mais específico, cinco minutos. Em jogada de bola parada, cobrança de falta pela esquerda, o argentino Ángel Di María cobrou cruzado na área. O lateral Serge Aurier apareceu mais alto que todo mundo e quase sem marcação para empurrar para as redes em uma finalização fortíssima de cabeça. 2 a 0 e só com 16’ de partida.

Aos poucos, o OL tentava se soltar um pouco mais. Mas não podia se lançar com tudo ao ataque para não correr risco de levar uma goleada. Com poucos homens de frente, Rafael finalizou a primeira vez ao tabelar com Cornet e chegar pela direita. Fácil para Trapp. Seria fácil também a finalização de Ferri, aos 24’, do meio da rua ele arriscou forte. O chute altamente defensável se tornou complicado para o goleiro do PSG que, ao tentar evitar, acabou empurrando para o próprio gol, em uma falha gritante. Lyon diminuía para 2 a 1.

Já perto do fim da primeira etapa, o Lyon começou a querer gostar um pouco mais do jogo. Beauvue incomodava um pouco o já amarelado David Luiz e conseguia dar um fio de esperança aos torcedores dos Gones quando já começava atuar mais no campo de ataque. O time parisiense se assustou muito depois da falha do Trapp e começou a, misteriosamente, dar espaço para o OL jogar e começar a vislumbrar até mesmo um improvável empate.

Para a segunda etapa, o jogo retomava como havia terminado o segundo: o PSG com vantagem, ditando o jogo, mas com pouco poder de fogo com base naquilo que poderia e tinha condições de oferecer. O Lyon, por sua vez, quase como franco atirador, conseguia chegar e até assustar Kévin Trapp em alguns momentos, ousando buscar o empate e fazendo por onde para conseguir seu segundo gol.

Quem começou atacando no segundo tempo foi o próprio Lyon, em chute de fora da área de Beauvue. Contudo, nos dois lances seguintes, foi o PSG quem chegou. Primeiro com Di María em lance que Anthony Lopes se saiu muito bem para evitar o terceiro. Depois com David Luiz, em cobrança de escanteio do próprio Di María que fez o brasileiro chegar mais rápido e mais alto que todo mundo... mas errou o alvo por pouco.

Quando o OL tentava gostar um pouco mais do jogo, o castigo veio em mais um gol do time parisiense. E não tinha como ser diferente. Era muito mais eficiente do meio pra frente e assustava mais. Após duas tentativas de cruzamento, Di María, enfim, acertou o alvo e descobriu Edinson Cavani na área. Em uma finalização um pouco estranha, o uruguaio foi certeiro e Lopes, desta vez, nem apareceu na foto. 3 a 1.

Aos 24’ do segundo tempo, a primeira alteração do jogo aconteceu. Marco Verratti entrou no lugar de Adrién Rabiot, no PSG. Rabiot fez uma partida muito consistente e parecia ser somente uma rotação no plantel promovida por Laurent Blanc. Poucos minutos depois, o OL também mexeu, entrando Sergi Darder no lugar de Clément Grenier. Naquele momento, mesmo precisando de um resultado, Hubert Fournier tirava um meia e colocava seu quarto volante em campo. Medo de tomar uma goleada e bambear no cargo? Não saberemos...

Com vantagem no placar, o PSG voltava a dominar com total maestria, como acontecia lá no comecinho do jogo. Isso era fundamental para o time de Blanc criar sem medo e jogar o que sabe jogar. E quem sofria com isso era o Lyon, que agora voltava a apanhar muito de um time bastante superior, que agora goleava. Aos 32’, Ibrahimovic deu um rabo de vaca em Bedimo e caiu no gramado. O árbitro Ruddy Buquet viu pênalti e apontou pra marca da cal. O próprio Ibra cobrou, batendo no canto direito de Lopes que ainda tentou buscar. Em vão. 4 a 1 aos gritos de “olé”.

Após o quarto gol, o PSG se lançou ainda mais. O brasileiro Lucas entrou no lugar de Blaise Matuidi e dava ainda mais velocidade para os ataques parisienses. Fournier respondia com a saída de Maxwell Cornet e a entrada de Rachid Ghezzal. Perto do fim, entrava Marquinhos no lugar de Thiago Motta e Ferri dava vaga à Malbranque, na queima da última alteração dos treinadores. A essa altura do jogo, a alteração não mudava muita coisa. O cenário já estava traçado e o objetivo tornava-se não amargurar um resultado ainda mais negativo.

O que não aconteceu. Nos acréscimos, quando o Lyon tentava buscar mais um, com um chute de fora da área de Beauvue, o PSG puxou um contra-golpe fulminante com Cavani. Ele avançou muito rápido por todo o gramado enquanto Lucas passava pelo outro lado, na direita. No momento certo, o brasileiro foi acionado, continuou a avançar e finalizou na saída de Anthony Lopes, sacramentando o caixão do Lyon: 5 a 1. Um resultado que, apesar de ser possível, não era previsto. Ninguém prevê goleadas desse calibre. Mas, certamente, o OL continua precisando se reinventar.

O Lyon volta a campo na próxima quarta-feira, dia 16/12, na despedida oficial do Stade Gerland. A partida será contra o Tours, 13º colocado da Ligue2, em partida válida pelas oitavas de final Copa da Liga Francesa. Até lá!

FOTOS: PSG.fr / L'Equipe


OS GOLS DA PARTIDA:


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sábado, 12 de dezembro de 2015

[LIGUE1 15/16] 18ª rodada - PSG x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: olweb.fr

O Paris Saint-Germain lidera com folga o Campeonato Francês, com 45 pontos conquistados, e já venceu o título simbólico do primeiro turno, uma vez que já não pode mais ser alcançado pelo vice-líder Angers até o returno. Mas neste domingo, pela 18ª rodada, o time deverá encontrar alguma dificuldade, mesmo atuando no Estádio Parc dos Princes, em Paris. Isso porque vai receber o Lyon, que tem 26 pontos e deseja brigar por uma vaga nas próximas competições europeias.

Jogando em casa, o PSG projeta um duelo equilibrado, mas garante que vai buscar a vitória desde o primeiro momento e pretende pressionar o rival. “Temos por característica pressionar qualquer adversário em qualquer campo e em qualquer situação. Por isso mesmo não consigo ver como poderemos mudar agora”, apontou Laurent Blanc.

“Respeitamos o Lyon, que tinha condições inclusive de estar com uma pontuação melhor e tem grande qualidade. Mas vamos jogar em casa, com o apoio de nossa torcida, e não podemos cogitar a possibilidade de perder pontos. Tenho convicção de que os torcedores vão nos ajudar muito. Estou confiante que podemos obter o resultado que nos interessa”, concluiu o técnico do PSG.

FONTE: Gazeta Press

A partida acontece neste domingo (13/12), às 18h do horário de verão de Brasília. O SporTV transmite o confronto, ao vivo.


LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: RAFAEL, Jérémy MOREL e Henri BEDIMO;
ZAGUEIROS: Mapou YANGA-M'BIWA e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Arnold MVUEMBA, Corentin TOLISSO, Sergi DARDER e Jordan FERRI;
MEIAS: Romain DEL CASTILLO, Clément GRENIER, Steed MALBRANQUE e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Maxwell CORNET e Claudio BEAUVUE;
TÉCNICO: Hubert FOURNIER;
DESFALQUES: Christophe JALLET, Milan BIŠEVAC, Samuel UMTITI, Gueïda FOFANA, Mathieu VALBUENA, Nabil FEKIR, Alexandre LACAZETTE e Aldo KALULU



PSG:

GOLEIROS: Salvatore SIRIGU e Kevin TRAPP;
LATERAIS: Serge AURIER, MAXWELL, Layvin KURZAWA, Grégory VAN DER WIEL;
ZAGUEIROS: DAVID LUIZ, MARQUINHOS e THIAGO SILVA;
VOLANTES: Blaise MATUIDI, Adrien RABIOT, Benjamin STAMBOULI, THIAGO MOTTA e Marco VERRATTI;
MEIAS: Ángel DI MARÍA e LUCAS;
ATACANTES: Edinson CAVANI, Zlatan IBRAHIMOVIC e Ezequiel LAVEZZI;
TÉCNICO: Laurent BLANC;
DESFALQUES: Javier PASTORE


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Lyon se despede da UCL com vitória fora de casa

Filipe Frossard Papini
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Time bateu o Valência por 2 a 0 no Mestalla. Zenit e Gent acabaram avançando




Com apenas o Zenit classificado, o Grupo H da Liga dos Campeões da Europa viveu nesta quarta-feira a definição de sua outra vaga às oitavas de final. Valencia e Gent eram os que brigavam por ela, e no fim os belgas levaram a melhor, bateram o Zenit por 2 a 1, em casa, e ficaram com a classificação. Já os espanhóis decepcionaram, caíram em casa para o Lyon, por 2 a 0, e terão que se contentar com a Liga Europa.

Mesmo perdendo os 100% de aproveitamento, o Zenit passou às oitavas com a ponta da chave, com 15 pontos, seguido pelo Gent, que somou 10. A terceira colocação ficou com o Valencia, com seis pontos, enquanto o Lyon terminou na lanterna, com quatro, e só conquistou sua primeira vitória nesta quarta.

Para não depender do resultado da outra partida, o Gent foi para cima do Zenit e marcou o primeiro aos 17 minutos. Depoitre recebeu cruzamento da esquerda e desviou de cabeça para a rede. Mas o empate saiu no segundo tempo, aos 20 minutos, quando Dzyuba aproveitou confusão na área e bateu cruzado.

Com o resultado, o Gent dependeria da outra partida para saber se estava classificado ou não, mas as dúvidas dos belgas terminariam aos 32 minutos. Milicevic aproveitou sobra na entrada da área e encheu o pé para definir o triunfo dos anfitriões.

Já na Espanha, quem deu as cartas foi o Lyon. Mesmo sem qualquer chance de classificação, ou sequer de ir à Liga Europa, o time francês surpreendeu o Valencia do técnico recém-contratado Gary Neville.

O primeiro gol saiu ainda no primeiro tempo, e foi um golaço. Cornet recebeu pelo lado direito do ataque, cortou seu marcador e colocou no ângulo. Com o Valencia todo em cima na etapa final, os franceses aproveitaram para matar o jogo. Aos 30 minutos, Lacazette puxou contra-ataque, avançou sem marcação e bateu cruzado, para a rede.


FONTE: Estadão
FOTOS: olweb.fr / uefa.com


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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

[CHAMPIONS LEAGUE 15/16] 6ª rodada (fase de grupos) - Valência x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: olweb.fr

O ex-lateral inglês Gary Neville, que acabou de assumir o comando do Valencia, admitiu que sua vida está prestes a mudar, mas que se mantém calmo antes da estreia no comando da equipe espanhola na partida crucial contra o Lyon, pela Liga dos Campeões.

"Alguém falou que amanhá será o primeiro dia do resto da minha vida", brincou Neville nesta terça-feira, em coletiva de imprensa prévia ao importante duelo contra o Lyon. "Eu estou focado em permanecer calmo. É impossível passar tudo que você quer aos jogadores nas próximas 48 horas".

"Trabalhamos algumas coisas ontem e hoje de manhã, mas são as coias simples que eu espero poder ver em campo amanhã (quarta-feira)", continuou o novo treinador, que fez toda a carreira de jogador no Manchester United, e terá como auxiliar o irmão Phil, que já trabalhava sob as ordens do português Nuno Espírito Santo, demitido no último domingo.

Para avançar as oitavas de final da Champions pela primeira vez em três anos, o Valencia precisa vencer o Lyon e torcer para que o surpreendente Gent, da Bélgica, não derrote o Zenit russo.

"Nem tudo está nas nossas mãos, mas temos que nos concentrar no que podemos controlar", analisou Neville. "Se na outra partida o resultado que precisamos não acontecer, é a vida. O mais importante para nós é nos concentrarmos nos nossos jogadores e no nosso adversário".

Neville foi contratado pelo Valencia na semana passada, após uma série de resultados ruins acarretar na demissão do técnico Nuno Espirito Santo.

No sábado, Neville estava no camarote do estádio Mestalla, de onde assistiu um revigorado Valencia arrancar um significativo empate (1-1) com o atual campeão europeu, o Barcelona de Messi, Suárez e Neymar.

Neville já causou boa impressão nos torcedores do Valencia ao abrir os portões para o público durante o primeiro treino à frente da equipe, na segunda-feira.

"Era a coisa certa a se fazer, assim os torcedores têm a oportunidade de conhecer melhor os jogadores. Do ponto de vista dos jogadores, a intensidade do treino aumenta porque eles querem impressionar", explicou o ex-lateral do Manchester United e da seleção inglesa, que utilizará o duelo com o Lyon para conhecer melhor os jogadores.

"O duelo com o Lyon é um grande jogo, vai definir um patamar logo de cara. Me dará um entendimento imediato de nossa mentalidade", concluiu o treinador, que poderá contar a volta do atacante Álvaro Negredo, brigado com Nuno Espirito Santo, e que está recuperado de uma apendicite.

FONTE: AFP

A partida acontece nesta terça-feira (09/12), às 17h45 do horário de Brasília. Por ser a nova detentora dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões, a emissora Esporte Interativo irá transmitir o jogo. Mas será somente pela web, via EI PLUS. Abaixo, confira os relacionados pelos dois clubes.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN, Lucas MOCIO e Anthony LOPES;
LATERAIS: Henri BEDIMO, RAFAEL e Jérémy MOREL;
ZAGUEIROS: Milan BIŠEVAC, Mapou YANGA-M'BIWA e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Sergi DARDER, Maxime GONALONS, Corentin TOLISSO e Arnold MVUEMBA;
MEIAS: Clément GRENIER, Rachid GHEZZAL e Steed MALBRANQUE;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Claudio BEAUVUE e Maxwel CORNET;
TÉCNICO: Hubert FOURNIER;
DESFALQUES: Christophe JALLET, Samuel UMTITI, Gueïda FOFANA, Jordan FERRI, Mathieu VALBUENA, Nabil FEKIR e Aldo KALULU



VALÊNCIA:

GOLEIROS: Mathew RYAN e Jaume DOMÉNECH;
LATERAIS: João CANCELO e José Luis GAYÁ;
ZAGUEIROS: Aymen ABDENNOUR, Shkodran MUSTAFI e ADERLAN Santos;
VOLANTES: DANILO, Javi FUEGO, Dani PAREJO, Enzo PÉREZ e TROPI;
MEIAS: Rodrigo DE PAUL, Pablo PIATTI e Nacho GIL;
ATACANTES: Paco ALCÁCER, Álvaro NEGREDO e Santi MINA;
TÉCNICO: Gary NEVILLE;
DESFALQUES: DIEGO ALVES, Lucas ORBÁN, Antonio BARRAGÁN, Rúben VEZO, André GOMES, Sofiane FEGHOULI e RODRIGO


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sábado, 5 de dezembro de 2015

Gerland chora na sua despedida da Ligue1

Filipe Frossard Papini
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Angers dá um nó tático no Lyon, que não conseguiu chegar ao gol e ainda sofreu nas jogadas aéreas do grandalhão N'Doye




Sem dúvidas, a grande atração desta 17ª rodada era a partida entre Lyon e Angers. E não era pelo que iria acontecer dentro de campo e, sim, sobre o campo. O histórico Stade Gerland se despedia da Ligue1 após 65 anos e, hoje, a festa era ele. Dezenas de ex-jogadores estavam presentes na cerimônia e era a oportunidade de fazer uma festa digna. E, esta sim, dentro de campo e com a bola rolando. O time tinha a faca e queijo na mão para voltar a jogar o futebol vistoso da temporada passada e esquecer os maus resultados recentes.




Armado no 4-3-1-2, mas com várias mudanças, o Lyon entrava em campo com sérios desfalques: Rafael, Jallet, Yanga-M’Biwa, Umtiti, Gonalons (teve problemas gastrointestinais horas antes do jogo) Fofana, Fekir e Kalulu. Ainda tinha Beauvue, que depois da última partida – em que foi substituído após péssima exibição e nem cumprimentou o treinador – acabou ficando de fora da relação. As novidades ficavam por conta de Tolisso na lateral direita, Toussart começando entre os titulares, e Valbuena no ataque com Lacazette. Um conjunto que não havia sido testado antes. Confira como ficou:




O azarão da Ligue1, recém promovido da segunda divisão, entrava em campo sem maiores problemas. O time comandado pelo bom Stéphane Moulin se destaca por ter uma defesa quase intransponível. São somente nove gols sofridos até a entrada em campo hoje. Para se ter um efeito comparativo, o imbatível PSG sofreu somente um a menos: oito. E essa era a maior força do clube visitante, sua força de conjunto e sua enorme qualidade defensiva, que, inclusive, segurou o próprio Paris Saint-Germain na última rodada, em jogo que ficou 0 a 0, pela 16ª rodada. Abaixo, veja a formação:




Estádio em festa, torcida empolgada, ex-jogadores ídolos presentes. Tudo preparando para o espetáculo que poderia ser protagonizado pelo Lyon na despedida do lendário Stade Gerland, com 65 anos de história. A missão era bater a segunda melhor defesa do campeonato, montada pelos recém promovidos da Ligue2. Perfurar essa barreira, não era uma das missões mais fáceis. Mas, mesmo assim, o OL começava pressionando no início.

Logo aos 5’ de partida, o placar já poderia ter sido aberto em jogada construída por Valbuena, no lado direito do ataque dos Gones. Ele fez tudo certo e conseguiu descolar um cruzamento no segundo pau. Ali estava Lacazette, que finalizou muito bem e foi interpelado pelo goleiro Butelle. No rebote, Mvuemba até tentou uma outra finalização, mas foi interpelado pela defesa visitante.

Apesar do OL persistir na pressão e fazer por onde em busca do primeiro gol, a postura tática do Angers era impecável para um time tecnicamente inferior e jogando fora de casa. Eles esperavam a falha na troca de passes do Lyon para buscar algum lance surpresa, puxando um contra-golpe. Nos primeiros momentos, os contra-ataques não estavam funcionando, mas foi o próprio Angers quem abriu o placar.

Aos 17’, Cheikh N’Doye recebeu cruzamento de bola parada na área. Ele conseguiu subir muito alto e aparecer primeiro que os defensores do OL para colocar de cabeça no canto esquerdo de Anthony Lopes, que até tentou chegar, mas não conseguiu alcançar a potente finalização de cabeça. No lance, a marcação era feita por Bakary Koné, que meio sem tempo de bola, não conseguiu subir na mesma altura.

Faltando um pouco mais de 10’ para o fim do primeiro tempo, o Angers perdeu uma de suas peças e se viu na obrigação de fazer sua primeira troca. Mangani deixou o campo sentindo dores e deu lugar a Auriac. Isso não mudou muito o cenário do jogo. O Angers, apesar de ter somente 38% de posse de bola, controlava o jogo defensivamente e assustava muito mais do que o próprio OL, que não passava da intermediária.

Já perto do fim da primeira parte, o Angers poderia ter marcado por mais duas vezes. Primeiramente com N’Doye, autor do primeiro gol. Em jogada similar a este primeiro lance, ele subiu junto com Koné e antecipou de novo o defensor do OL. Desta vez, a bola foi pra fora.  Na jogada seguinte, foi a vez de Sunu aproveitar mais uma falha de Koné e tentar jogada individual pra cima de Morel. O defensor apertou, segurou e, ainda assim, Sunu chutou e forçou boa defesa de Anthony Lopes.

Na volta para o segundo tempo, o Lyon apresentou uma medida mais firme. Maxwell Cornet entrou no lugar de Arnold Mvuemba. A mudança apresentava muito mais que uma simples troca. O OL também alterava sua formação tática. Agora, iria para o 4-3-3, com Cornet, Lacazette e Valbuena na frente e Malbranque mais recuado. O Angers também mexia, e de novo por obrigação. Camara deixava o campo e entrava o mítico laociano, Billy Ketkeophomphone.

Definitivamente, o Lyon voltava melhor para a etapa final. A postura mudou completamente e as chances tornavam-se mais claras. Aos 9’, Valbuena se deslocou bem, já na grande área, e conseguiu ótimo clarão para finalizar. Batendo de primeira, ele tentou tirar do goleiro e acabou mandando no travessão. Tentou um rebote na sequência, mas foi prensado pela defesa. O OL, em pouco tempo, fazia mais duas trocas: Grenier e Darder entravam nos lugares de Tousart e Malbranque, respectivamente.

E força do OL continuava presente. Era mais incisivo e chegava com muito mais perigo. Não era nem sombra daquele time do primeiro tempo em que quase não fez o goleiro adversário suar. De todo modo, ainda faltava um pouco mais. O Angers estava na frente do placar e o OL precisava de, ao menos, dois gols para inverter o marcador. Lacazette teria conseguido aos 24’ do segundo tempo, em bela assistência de Grenier. Mas arbitragem anulou de forma certeira aquele que seria o tento de empate.

Já faltando 15’ para o fim do jogo, o Angers fez sua última troca. E, desta vez, foi por opção do técnico Stéphane Moulin. Ele tirou o seu centroavante Gilles Sunu e colocou Pierrick Capelle. Certamente, tentava ajeitar mais o seu meio de campo e buscava um pouco mais de recuo em função da crescente que o OL vinha desenvolvendo naquela etapa do jogo. Uma tentativa de acerto, com o placar na mão, praticamente.

No momento em que o Lyon conseguia se encontrar no jogo e buscava o seu gol de empate, o Angers surpreendia novamente. Na verdade, uma surpresa já conhecida: N’Doye. O grandalhão, mais uma vez, conseguiu subir mais alto que todo mundo – e também mais alto que Koné, sua marcação – e acabou colocando, mais uma vez, no canto de Lopes. Sem chances para o goleiro português. Era o Angers fazendo o segundo na partida e usando da mesma jogada. 2 a 0!

No final das contas, no apagar das luzes, o OL já não tinha nem mais vontade de reverter o resultado. E quem se aproveitou disso foi o Angers que, em duas oportunidades, quase ampliou o marcador e não emplacou uma goleada na despedida melancólica do Stade Gerland. Espera-se que no dia 16, pela Copa da Liga, o estádio receba uma despedida menos triste do que essa.

Lyon volta a campo no próximo dia 09/12. Agora pela Liga dos Campeões. Em jogo que não vale nada para o OL, já eliminado, pode decidir o futuro do Valência, time do novo treinador Gary Neville. A partida será na Espanha, às 18h do horário de Verão de Brasília. Até lá!

FOTOS: L'Equipe / olweb.fr


OS GOLS DA PARTIDA:


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