quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Em exibição apática, Lyon sofre empate contra o Limassol nos acréscimos

Filipe Frossard Papini
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Comandados de Bruno Génésio tiveram poucas oportunidades e só não perderam o jogo por causa de um pênalti despretensioso ao seu favor




GSP Stadium. Este foi o palco da estreia do Lyon na Liga Europa 2017/18. O adversário era o modesto Apollon Limassol, que apesar de não ter muita tradição em competições internacionais, tinha um elenco recheado de brasileiros. A missão do OL era invadir o Chipre e voltar com uma vitória, mantendo seu favoritismo no Grupo E e tentar sair ileso de um grupo em que precisa fazer valer sua força e buscar uma primeira colocação com fortes adversários como Atalanta e Everton.

Para o duelo de hoje, quatro brasileiros como titulares no elenco cipriota. O lateral direito João Pedro, o esquerdo Jander, o volante Alef e o meia – considerado o craque do time, Alex. Para o time da casa, um empate simples, somando qualquer ponto contra o Lyon dentro de sua casa, já seria considerado uma vitória. Nem por isso, se colocou de forma recuada. Entrando no 4-2-3-1 e propondo um jogo de igual para igual, o Sofronis Avgousti armou seu elenco da seguinte maneira:




Pelo lado do Lyon, Bruno Génésio apareceu com duas novidades no time principal. A primeira delas foi a opção por Ferri começar jogando no lugar herdado por Sergi Darder, que saiu na última janela. Na partida contra o Guingamp, o jovem Martins-Pereira pegou a vaga e hoje, sequer, foi relacionado. N’Dombélé, que poderia também assumir o posto, começou no banco. A segunda novidade foi sacar o burkinabé Bertrand Traoré dentre os titulares, o ex-Ajax foi preterido por Maxwell Cornet. Veja como ficou escalado:




Com o palco completamente vazio, o Apollon Limassol não se acovardou. Com uma formação tática bastante similar a do OL, o time da casa começou o jogo tomando seus espaços e fazendo valer seu fator casa. Prejudicado, obviamente, pela falta de qualidade técnica do elenco e diversos erros de passes, o elenco cipriota só não conseguiu ser superior ao Lyon no começo por causa de suas limitações.

Nos primeiros 20’ de jogo, nenhuma grande jogada de perigo foi construída pelos dois times. O Lyon parecia se omitir e tentava, a todo custo, um espaço pelo lado direito, sempre buscando explorar Cornet, Fekir que também caia por ali, e as incursões de Rafael, que era forçado a ajudar o ataque. Ainda assim, faltava efetividade. Por sorte, os rivais tinham bastante dificuldades para explorar os espaços que se criavam quando o OL não tinha a bola.

Somente aos 24’ de jogo, uma primeira clara oportunidade de gol foi criada na partida. E, novamente, com o Lyon tentando pelo lado direito. O brasileiro Rafael conseguiu chegar até a linha de fundo, cruzou a meia altura, e Mariano Díaz, pressionado, e tentando se antecipar a marcação, até conseguiu finalizar de cabeça, mas a bola passou ao lado esquerdo do goleiro português Bruno Vale.

Depois da tentativa de Mariano Díaz, o Limassol acabou tendo duas oportunidades em sequência para buscar abrir o placar. Na primeira, em cobrança de falta, o brasileiro Alex colocou no ângulo esquerdo de Lopes, que se esticou todo e fez uma plástica defesa para evitar o gol. Logo depois, Maglica aproveitou um recuo mal feito de Marcelo e disputou com o mesmo Lopes e, novamente, o goleiro do Lyon levou a melhor.

O Lyon tinha muita dificuldades para evitar as subidas do Limassol. Quando o time da casa subia para atacar, o OL deixava espaços demais e somente por falta de qualidade técnica, eles não conseguiram ser mais eficientes no primeiro tempo. A segunda oportunidade real de gol do Lyon só ocorreu próximo aos 40’, quando Mariano Díaz recebeu na entrada da área e, meio caindo, arriscou dali mesmo, quase encobrindo Bruno Vale, que buscou bem.

Antes do intervalo, o OL tentou uma ou duas vezes em jogadas pelas pontas e continuou sem ser eficiente no seu ataque. Mais uma partida em que o time de Bruno Génésio mostrava ser totalmente defasado taticamente e dependia do brilho individual de seus atacantes. Em dias de apagão, como hoje, o torcedor acende as velas e rói todas as unhas na expectativa de um milagre.

Para o segundo tempo, mesmo necessitando de uma mexida, Bruno Génésio não mexeu em nada e voltou com a mesma escalação. Por sorte, em um lance quase despretensioso do ataque do Lyon, a bola rebateu na mão do defensor cipriota e o árbitro Miroslav Zelinka apontou para o pênalti. Na cobrança, Memphis Depay afastou a zica e abriu o placar para o Lyon no jogo: 1 a 0!

Com um gol de vantagem, parecia que o Lyon iria querer gostar um pouco mais do jogo. Teve duas oportunidades em sequência. A primeira, criada por Fekir, exigiu do meia do Lyon carregar a bola desde trás e uma tabela com Memphis para depois desperdiçar em finalização por cima do gol. Logo depois, quem perdeu chance foi Mariano Díaz. O espanhol ficou no mano a mano com o defensor e contou com a boa defesa de Bruno Vale para evitar o segundo do OL.

A resposta do Limassol, que certamente não se mostrava morto no jogo, apareceu aos 27’ da etapa final e não entrou por pouco. Em falta cruzada na área, o bom Alex, brasileiro referência no meio de campo do time da casa, tentou cruzar a bola, por muito pouco, não balançou as redes de Lopes. Foi um cruzamento que passou por todos na zaga e enganou até o goleiro. Por sorte do OL, foi para a linha de fundo.

Faltando um pouco menos de 15’ para o término da partida, o Lyon perdeu Ferri após uma dividida. Saiu contundido. Tanguy N’Dombélé entrou em seu lugar, fazendo sua estreia com a camisa do Lyon. No mesmo momento, Mariano Díaz deixava o gramado para dar lugar a Bertrand Traoré. Com as duas trocas, o OL ganhava um pouco mais de qualidade no passe no meio de campo e mais velocidade no ataque.

Com o Limassol buscando mais o jogo e com a partida também se aproximando do fim, a troca de Génésio foi sábia. O time cipriota, naturalmente, acabava deixando mais espaços e, com a velocidade de Traoré, o OL conseguiu ligar alguns bons contra-ataques. Em um deles, Fekir foi derrubado dentro da meia lua da entrada da área e, na bola parada, Memphis Depay colocou no ângulo de Bruno Vale que, surpreendentemente, conseguiu buscar em belíssima defesa.

Na casa dos 40’ da etapa final, Sofronis Avgousti fez sua segunda alteração, colocando Zelaya no lugar de Schembri. O Limassol buscou fazer uma pressão na base do abafa e, aos 47’, conseguiu chegar ao empate. Maglica cruzou na área e Sardinero completou. A bola desviou antes de entrar. 1 a 1! Um castigo ao péssimo jogo da equipe de Génésio, que fez sua pior partida na temporada até então.

Agora é pedreira e duelo de gigantes. O Lyon foca-se totalmente no confronto peso-pesado contra o Paris Saint-Germain, no próximo domingo (17), às 16h do horário de Brasília. A partida será no Parc des Princes e válida pela 6ª rodada da Ligue 1. Até lá!

FOTOS: olweb.fr / L'Equipe


OS GOLS DA PARTIDA:

0-1 Memphis


1-1 Sardinero


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[LIGA EUROPA 17/18] Grupo E - Apollon Limassol x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: leaguelane

Depois de liminar o Midtjylland, o Apollon Limassol se credenciou para disputar a fase de grupos da Liga Europa e caiu justamente no Grupo E, onde o Lyon também faz parte. E a estreia dos dois times na competição internacional em 17/18 será no Estádio GSP, casa do time cipriota. Com um time recheado de brasileiros desconhecidos, como Jander, Alex, Alef, Allan e João Pedro, o clube pretende surpreender o OL da mesma forma que o APOEL fez na Liga dos Campeões em 2012.

Já Bruno Génésio terá um grande trunfo para este duelo. Pela primeira vez, a recém contratação Tanguy N'Dombélé aparece entre os relacionados e pode até começar jogando ao lado de Tousart na dupla de volantes. Quem fica de fora para esse confronto, por decisão do treinador, são os volantes Pape Cheikh Diop, Christopher Martins-Pereira e o zagueiro Mapou Yanga-M'Biwa.

Apollon Limassol e Lyon se enfrentam nesta quinta-feira (14), às 14h (horário de Brasília). No Brasil, a ESPN+ irá transmitir a partida ao vivo. Abaixo, saiba quem foram os jogadores relacionados pelos dois treinadores.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN, Dorian GRANGE e Anthony LOPES;
LATERAIS: RAFAEL, Fernando MARÇAL, Ferland MENDY e Kenny TETE;
ZAGUEIROS: Jérémy MOREL, Mouctar DIAKHABY e MARCELO;
VOLANTES: Lucas TOUSART, Tanguy N'DOMBÉLÉ e Jordan FERRI;
MEIAS: Houssem AOUAR, Clément GRENIER e Nabil FEKIR;
ATACANTES: Maxwel CORNET, MEMPHIS Depay, MARIANO Díaz, Bertrand TRAORÉ e Myziane MAOLIDA;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Nenhum


APOLLON LIMASSOL:

GOLEIROS: Bruno VALE e Anastasios KISSAS;
LATERAIS: JANDER, Marios STYLIANOU e Giorgos VASILIOU;
ZAGUEIROS: Valentin ROBERGE, Héctor YUSTE, Leonidas KYRIAKOU e Angelis ANGELI;
VOLANTES: Esteban SACHETTI, ALLAN, Konstantinos MAKRIDIS, Andrei PITIAN, Antonio JAKOLIS, Alastair REYNOLDS e ALEF;
MEIAS: Nicolás MARTÍNEZ, ALEX, Giannis CHATZIVASILIS, JOÃO PEDRO e Evdoras SILVESTROS;
ATACANTES: Fotis PAPOULIS, Adrián SARDINERO, André SCHEMBRI, Emilio ZELAYA, Ioannis PITTAS e Anton MAGLICA;
TÉCNICO: Sofronis AVGOUSTI;
DESFALQUES: (?)


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domingo, 10 de setembro de 2017

No sufoco, Lyon bate Guingamp e volta a vencer na Ligue 1

Filipe Frossard Papini
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Resultado foi importante para a sequência do calendário, que terá estreia na Liga Europa e o PSG na sequência do Campeonato Francês



O Lyon começou bem a Ligue 1. Emplacou duas vitórias consecutivas, mas depois tropeçou. Empatou, em casa, contra o Bordeaux e não conseguiu ultrapassar os Canários, em Nantes, também ficando com um ponto. A corrida pelo topo será acirrada nesta temporada e tropeços custarão caro logo mais. Por isso, a torcida cobra e exige bastante. Neste domingo, diante do Guingamp, no Groupama Stadium, era a oportunidade de deixar os erros pra trás e fazer seu resultado diante do torcedor. O OL tinha essa rodada do Campeonato Francês para se preparar, já que quinta-feira (14) já começa a Liga Europa e esta competição é prioridade para o clube.

A vantagem de Bruno Génésio para essa partida é que entrava em campo sem qualquer desfalque. Se deu ao luxo de sequer relacionar nomes como o zagueiro Diakhaby e do meia Grenier. Além disso, duas novas contratações que chegaram nos últimos momentos da janela também ficaram de fora: Diop e N’Dombélé. A grande novidade na escalação desta rodada foi a estreia como titular do jovem Christopher Martins-Pereira. O volante, que também joga na zaga, foi muito bem pela Seleção Luxemburguesa e ganhou a confiança de Génésio para suprir a saída de Darder. Abaixo, veja como ficou escalado o OL:




Por outro lado, o time visitante não contava com algumas peças. Antoine Kombouaré não tinha Jonathan Martins-Pereira (que não é parente do estreante do Lyon), o lateral esquerdo Franck Tabanou e o bom meia Yannis Salibur, que era a ausência mais sentida. Contudo, o Guingamp ainda tinha duas boas opções na frente. Contando com a ativação da “Lei do Ex”, Jimmy Briand era o homem de referência do ataque. Além dele, o EAG também tinha Marcus Thuram, filho do lendário lateral da Seleção Francesa, Lilliam Thuram. Marcus tem passagem por todas as seleções de base da França, do sub-17 ao sub-20 e, com 20 anos, é uma das promessas do time de Kombouaré. Abaixo, veja o time titular:




Mesmo com o Groupama Stadium praticamente tomado em sua parte inferior, o Lyon teve dificuldades desde o começo do jogo. Nos primeiros minutos, quem atacava e pressionava era o Guingamp. Antes mesmo dos dez minutos de jogo, chegaram por três oportunidades, sendo a principal delas uma infiltração de Deaux, que saiu sozinho frente ao goleiro Lopes que conseguiu se esticar e evitar a abertura precoce do placar.

Naquele momento do jogo, o problema maior nem era a pressão que o Guingamp exercia, mas sim a falta de manejo da partida que o OL construía. Não conseguia passar do meio de campo e, a tática de Génésio em escalar dois volantes de marcação parecia falha. Enquanto o Lyon saia com chutões, apertados pela pressão na saída de bola que o EAG fazia, o Guingamp chegava cada vez com mais ímpeto e fazendo a defesa dos Gones bater cabeça.

Quando Briand quase abria o placar em chute venenoso de fora da área, o Lyon conseguiu criar a sua primeira oportunidade em rápida resposta. Mariano Díaz recebeu em velocidade contra a defesa desarmada do EAG, continuou avançando e quando chegou perto da entrada da área, bateu colocado, sem muita força, mas com muita qualidade, no canto esquerdo de Johnsson que não conseguiu chegar. 1 a 0!

Após o gol, o Lyon melhorou bastante no jogo. Começou a chegar, coisa que não tinha feito nos primeiros 20’ de partida. Isso também foi influenciado pelo próprio Guingamp, que sentiu o golpe e não assimilou o injusto gol sofrido. Mariano Díaz criaria mais duas oportunidades. A primeira em cobrança de falta de muito longe que levou bastante perigo e depois uma cabeçada depois de cruzamento de escanteio.

Aos 36’ de jogo, o Lyon teve a sua melhor oportunidade do primeiro tempo para tentar ampliar o placar. Em cobrança de falta com 31 metros de distância, Fekir mandou direto pro gol, a bola desviou na barreira e por muito pouco não encobriu o goleiro Johnsson, que chegou a tocar nela, antes de acertar o travessão. Era a segunda ótima oportunidade do OL no jogo em bola parada.

Até o intervalo do jogo, o Lyon conseguia ter controle do jogo, apesar de ainda ter problemas na construção de jogadas e armação. Fekir precisava recuar bastante para puxar o jogo, ou até mesmo Traoré ter que sair do lado direito para vir até o centro para condução de bola. Memphis Depay, praticamente inativo, só serviu para puxar a marcação em boa parte do jogo. Mesmo indo para o segundo tempo com a vantagem no placar, o resultado ainda era perigoso e era preciso uma melhor na postura.

Na etapa final, assim como no começo do jogo, o Lyon começou sonolento e dando espaços para o Guingamp. Nos primeiros minutos, Deux parou novamente em ótima defesa do atento Lopes. Na sequência, foi a vez de Thuram quase surpreender o português em chute que passou à direita do goleiro. Sentindo a pressão, Bruno Génésio mexeu com cinco minutos, tirando o amarelado Martins Pereira e colocando Ferri.

Antoine Kombouaré viu que poderia impor mais pressão no Lyon e antes dos 20’ do segundo tempo mexeu duas vezes. Tirou o lateral Rebocho e colocou o zagueiro Eboa Eboa. Também tirou Camara a para a entrada de Marcus Coco. O time saia do 4-3-3 e iria pro 3-5-2 (com a bola), buscando avançar mais pelos lados e, ainda assim, preenchendo o meio de campo. Do outro lado, Génésio colocava Kenny Tete no lugar de Rafael em uma alteração protocolar.

O que parecia inevitável aconteceu. Aos 25’ de jogo, o Guingamp teve duas jogadas de bola levantada na área. A primeira, vinda de escanteio, Deaux colocou na cabeça de Marcus Thuram que acertou a finalização e parou em uma defesa elástica de Lopes, que acabou devolvendo a bola para Deaux. Na segunda tentativa, o volante colocou de novo na cabeça de Thuram que, dessa vez, colocou com categoria no ângulo, também de cabeça. 1 a 1 !

A resposta do Lyon apareceu de imediato. Logo na saída de bola, o time se colocou pra frente no ímpeto de desempatar o jogo. Fekir chamou a responsabilidade, recebeu de Memphis, carregou a bola na intermediária, se livrou de dois na marcação e quando parecia que o próprio Memphis Depay iria atrapalhar o lance, o mesmo Fekir finalizou, sem chances de defesa para Johnsson que já saia do gol para evitar. 2 a 1. Uma resposta em tempo recorde!

Kombouaré tinha pouco tempo e queria arrancar algum ponto. Logo tirou Étienne Didot e colocou Ludovic Blas. Já perto do fim, Génésio também queimou sua última troca e colocou Maxwell Cornet no jogo, tirando Bertrand Traoré, que fez sua partida mais apagada com a camisa do OL até então na temporada. OL cozinhava o jogo na esperança do relógio passar mais rápido e deixava o adversário impaciente.

Com quatro minutos sofridos de acréscimos, o Lyon tocava a bola e não permitia incursões e espaços para o adversário. O Guingamp, querendo o empate, já havia pressionado com mais ímpeto no decorrer do jogo e simplesmente assistia o OL fazer uma roda de bobinho no meio de campo. Por mim, o relógio jogou contra os visitantes e deu ao Lyon o retorno às vitórias na Ligue 1.

A Ligue 1 agora fica um pouco de stand-by e o time do Lyon se foca na Liga Europa. O primeiro jogo do Grupo E já acontece na próxima quinta-feira (14), às 14h. O adversário será o Limassol e a partida será no Tsirion Stadium, no Chipre. Até lá!

FOTOS: olweb.fr / L'Equipe


MELHORES MOMENTOS:



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sábado, 9 de setembro de 2017

Novo Lyon: com oito contratações, time não aposta mais tanto na base como antes

Filipe Frossard Papini
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Um elenco que outrora era recheado de promessas da base, agora conta com poucos nomes da casa e muito talento vindo de fora




Há alguns posts atrás, prometi que falaria um pouco mais sobre o mercado de transferências que o Lyon fez e encerrou na semana passada. Como descrito no título, Jean-Michel Aulas não mediu esforços e trouxe oito peças para o elenco, praticamente um time inteiro. O OL, que até algumas temporadas atrás, apostava fortemente em sua força vinda das categorias de base, agora se reforça com nomes de peso para conseguir dar conta do recado na Ligue 1 e, finalmente, conseguir validar um título de competições internacionais.

Mas há dois motivos para o presidente mudar um pouco essa filosofia. O primeiro deles é o alto nível competitivo que o Campeonato Francês desenvolveu nos últimos anos, principalmente impulsionado pelo dinheiro de PSG e Monaco, a organização do Nice e a grandeza do Olympique de Marseille. Um time que se abdicar de investir, naturalmente vai acabar ficando pelas tabelas e não vai abocanhar nenhuma vaga para Liga Europa ou Liga dos Campeões. O sarrafo vai subindo e ninguém quer ficar de fora, por isso é arriscado contar só com sua força interna. Buscar nomes fortes de fora tem sido a única saída plausível para, pelo menos, dar um respaldo de competitividade ao torcedor.




No caso do Lyon, especificamente, há outro fator em jogo. Desde quando acompanho o time (2006) e, consequentemente, me tornei torcedor pouco tempo depois, lia e ouvia as histórias que o clube poupava dinheiro para a tão sonhada construção do seu novo estádio próprio. E isso aconteceu da melhor maneira possível. O OL é o único clube francês que tem um estádio erguido por recursos próprios e isso começa a trazer um retorno financeiro de imediato, não só pelos lucros de renda de jogos, mas também pelos naming rights – vendido à seguradora Groupama – como também por não ter mais que segurar o cheque visando o investimento que já está de pé. Em outras palavras: o Lyon agora tem dinheiro e pode ir às compras.

Considerando tudo isso, somando as vendas que também efetuou na janela, o Lyon saiu mais rico do que entrou, mesmo pesando as oito compras. Isso se deve às 12 vendas efetuadas pela presidência, somando um total de €119,25 milhões, sendo que cinco delas foram a zero custo. Somando as oito compras realizadas, o OL gastou um total de €59,5 milhões, praticamente a metade do dinheiro que entrou em caixa. Isso significa que o Lyon pode voltar às compras em janeiro, caso o atual time não dê liga ou então entrar mais pesado ainda no término da atual temporada.

Com todo o contexto já explicando, vamos às mudanças:

SAÍDAS:
Mathieu Valbuena – 1,5 milhão de euros + 1 de bônus por desempenho (Fenerbahçe)
Corentin Tolisso – 41,5 milhões de euros + 6 de bônus por desempenho (Bayern de Munique)
Maciej Rybus – 1,75 milhão (Lokomotiv Moscou)
Emmanuel Mammana – 16 milhões de euros + 20% da próxima venda (Zenit)
Alexandre Lacazette – 53 milhões de euros + 7 de bônus por desempenho (Arsenal)
Maxime Gonalons – 5 milhões de euros (Roma)
Jordy Gaspar – zero custo (Monaco)
Rachid Ghezzal – zero custo (Monaco)
Chritopher Jallet – zero custo (Nice)
Fahd Moufi – zero custo + 20% da próxima venda (Tondela)


JOGADORES QUE FORAM EMPRESTADOS:
Nicolas N’Koulou – 0,5 milhão (Torino) – com opção de compra (não deve retornar)
Sergi Darder – zero custo (Espanyol) – com opção de compra (não deve retornar)
Maxime D’Arpino – zero custo (Órleans) – sem opção de compra
Aldo Kalulu – zero custo (Sochaux) – sem opção de compra
Olivier Kemen – zero custo (Gazélec Ajaccio) – sem opção de compra
Jean-Philippe Mateta – zero custo (Le Havre) – sem opção de compra
Gaëtan Perrin – zero custo (Orléans) – sem opção de compra
Romain Del Castillo – zero custo (Nîmes) – sem opção de compra




ENTRADAS:
Mariano Díaz (atacante) – 8 milhões de euros + 35% da próxima venda + opção de recompra durante os próximos dois anos (Real Madrid)
Pape Cheik Diop (volante) – 10 milhões de euros + 4 de bônus por desempenho + 15% da próxima venda (Celta)
Marcelo (zagueiro) – 7 milhões de euros (Besiktas)
Fernando Marçal (lateral esquerdo) – 4,5 milhões de Euros (Benfica/Guingamp)
Ferland Mendy (lateral esquerdo) – 5 milhões de euros + 1 de bônus por desempenho (Le Havre)
Kenny Tete (lateral direito) – 4 milhões de euros + 15% da próxima venda (Ajax)
Bertrand Traoré (atacante) – 10 milhões de euros + 15% da próxima venda (Chelsea/Ajax)
Tanguy N’Dombélé (volante) – 2 milhões de euros por empréstimo com opção de compra de 8 milhões + bônus de valores não divulgados (Amiens)


RETORNO DE EMPRÉSTIMO:
Clément Grenier (segundo volante/meia) – Roma
Louis N’Ganioni (lateral esquerdo) – Brest (para o Lyon B)




PROMOVIDOS DEFINITIVAMENTE DAS CATEGORIAS DE BASE E/OU TIME B:
Christopher Martins-Pereira (zagueiro/volante) – 20 anos
Houssem Aouar (meia) – 19 anos
Amine Gouiri (atacante) – 17 anos
Myziane Maolida (atacante) – 18 anos


TIME BASE:




CRISE INTERNA
Já recebi algumas perguntas questionando a saída de inúmeros nomes importantes do elenco, como Lacazette, Tolisso, Gonalons, Valbuena, etc. A grande verdade é que houve, sim, um racha no elenco do time não declarado publicamente. Com exceção de Lacazette e Tolisso que saíram devido às propostas irrecusáveis, boa parte dos demais não tinham mais ambiente dentro do clube – em especial o ex-capitão Gonalons – e ambas as partes optaram por uma rescisão. Ao que tudo indica, parte dos jogadores não gostariam da permanência do técnico Bruno Génésio no comando e, com a efetivação do professor, acabaram chegando a um acordo em busca de um futuro em outro clube.

Outra bronca dos líderes do time era uma suposta falta de ambição da diretoria, que ao longo da última temporada se contentava em não brigar pela terceira colocação, aceitando passivamente e publicamente a supremacia de Monaco, Nice e PSG.


BASE?
Do elenco atual, o Lyon conta com apenas 11 jogadores da base. São eles:

Os três goleiros, Mocio, Gorgelin e Lopes; o zagueiro Diakhaby; os volantes Martins-Pereira e Ferri; os meias Grenier, Fekir e Aouar; e os atacantes Maolida e Gouri.

Do time considerado titular, apenas Lopes, Ferri e Fekir são oriundos da base. O que soa incoerente com um Lyon que até poucos anos já conseguiu colocar, em alguns momentos da Ligue 1, um time inteiro formado em casa dentro de campo.




PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Com quatro rodadas do Campeonato Francês, o que já deu pra perceber é uma solidez defensiva muito maior em relação ao time anterior. Marcelo parece trazer mais equilíbrio no miolo de zaga e a lateral esquerda, seja com Marçal ou Mendy, já teve uma sonora melhora. Tete defende bem e já traz um entrosamento com o ponta direita Traoré desde os tempos de Ajax. O meio de campo ainda é uma incógnita. Não se sabe se Ferri segura a titularidade e Diop e N’Dombélé podem pedir passagem (ambos ainda não estrearam). Já na frente, Traoré e Mariano Díaz são excelentes surpresas e poderiam fazer um estrago se Lacazette ainda estivesse no elenco.

Esse time não é o melhor do Campeonato Francês, mas tem espírito aguerrido, é jovem, forte e tem muito potencial. Se for bem treinado e conseguir um entrosamento maior, pode trazer boas expectativas para o torcedor.

FOTOS: olweb.fr / Media 365 / Iconsport

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[Ligue1 17/18] 5ª rodada - Lyon x Guingamp

Filipe Frossard Papini
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FOTO: eaguingamp.com

Depois da pausa para a data Fifa, o Lyon retorna aos gramados do Campeonato Francês para a disputa da 5ª rodada da competição. Tentando se recuperar de dois empates que são considerados tropeços - diante de Bordeaux e Nantes, respectivamente - o time novamente terá o Groupama Stadium e o apoio do seu torcedor para tentar reencontrar as vitórias, já que o confronto da próxima semana será contra o temido PSG e qualquer tropeço neste domingo pode dar uma sequência bastante negativa a ao time.

Bruno Génésio terá a volta do brasileiro Marçal, que retorna aos relacionados. Mas, por enquanto, Diop e N'Dombélé, as duas novas contratações, não aparecem entre os relacionados neste primeiro momento. A imprensa francesa reforça o nome de Chris Martins-Pereira, que poderá ganhar chances com o treinador.

Do outro lado, o Guingamp, que vem de uma vitória diante do Strasbourg, quer continuar vencendo e vem com três desfalques apenas: Jonathan Martins-Pereira (que não tem parentesco com o volante do OL), o lateral esquerdo Tabanou e o meia-atacante Salibur. No ataque, o ex-Lionês, Jimmy Briand, é a arma do técnico Antoine Kombouaré para tentar fazer valer a lei do ex e buscar gols na casa do visitante.

A partida entre Lyon e Guingamp acontece neste domingo (10/09), às 12h do horário de Brasília. No Brasil, o SporTV 2, promete transmissão, ao vivo, do duelo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Fernando MARÇAL, Ferland MENDY, Kenny TETE e RAFAEL;
ZAGUEIROS: Jérémy MOREL e MARCELO;
VOLANTES: Christopher MARTINS-PEREIRA, Jordan FERRI e Lucas TOUSART;
MEIAS: Houssem AOUAR e Nabil FEKIR;
ATACANTES: Maxwel CORNET, MEMPHIS Depay, Myziane MAOLIDA, Bertrand TRAORÉ e Mariano DÍAZ;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Nenhum


  
GUINGAMP:

GOLEIROS: Denis PETRIC e Karl-Johan JOHNSSON;
LATERAIS: Jordan IKOKO e Pedro REBOCHO;
ZAGUEIROS: Jérémy SORBON, Christophe KERBRAT e Feliz EBOA EBOA;
VOLANTES: Lebogang PHIRI, Ludovic BLAS, Lucas DEAUX e Mustapha DIALLO;
MEIAS: Étienne DIDOT, Thibault GIRESSE, Abdoul CAMARA, Nicolas BENEZET e Marcus COCO;
ATACANTES: Sloan PRIVAT, Marchus THURAM e Jimmy BRIAND;
TÉCNICO: Antoine KOMBOUARÉ;
DESFALQUESJonathan MARTINS-PEREIRA, Franck TABANOU e Yannis SALIBUR


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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Le Podcast du Foot #67 – Rumo à Russia (?)

Filipe Frossard Papini
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Elenco francês se prepara para a Copa... Mas será? (Foto: Reprodução/Instagram (@EquipeDeFrance)

Líder do Grupo A das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo, a França está perto do Mundial da Rússia, em 2018. Só que os últimos dois jogos deixaram uma pontinha de dúvida na cabeça do torcedor: afinal, qual o real poder de fogo dos Bleus?

Diante de uma desesperada Holanda, que precisava do resultado para se manter viva na luta pela vaga na Copa, o selecionado francês, do técnico Didier Deschamps, se sobressaiu e goleou por 4 a 0, mas diante da inexpressiva seleção de Luxemburgo, fraquejou e empatou sem gols.

O cenário francês após essas duas partidas foi debatido na edição #67 de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira (do EuropaFootball) conduziu o programa, que contou com a minha participação e a do amigo Renato Gomes (do Centrocampismo).


OUÇA O MATERIAL NO DISPLAY ABAIXO:

Ouça a TODAS AS OUTRAS EDIÇÕES do podcast.

Comente também nos blogs do Eduardo Junior e na minha coluna do SporTV! Ahh... passe lá na fan page da Ligue1Brasil no Facebook também!

Passe aqui depois e me diga o que achou. Deixe seu pitaco, sua dica, sua reclamação e também a sua pergunta. Você pode ter seu nome lido no programa. Seja corneteiro. Faça parte do podcast!


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