Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais /
@FilipeDidi
Lille aproveita erros na partida, faz três gols e não deixa o OL jogar. Resultado agrada aos parisienses
Para fechar a 24ª rodada do Campeonato Francês, o Stade Gerland abria as portas para o embate entre Lyon e Lille, dois times recém-campeões da Ligue1. A partida era especial para o OL, que precisava diminuir a distância de seis pontos de diferença do líder Paris-Saint Germain. Por outro lado, o LOSC, desde algum tempo, tenta melhorar sua situação na tabela. Hoje, especificamente, tentava bater o Lyon para ultrapassar o Valenciennes na tabela, que venceu na rodada e, teoricamente, assumiria a 10ª colocação. No primeiro turno, na partida realizada no Grand Stade de Lille, o jogo terminou 1 a 1, com gols de Nolan Roux (Lille) e Lisandro Lopéz (Lyon).
E por falar em Lisandro, o argentino voltava ao time titular do OL nessa partida. Depois de sofrer uma lesão e também de se especulado em vários clubes na janela de transferências, Licha desbancava Bafé Gomis nos onze iniciais. Outro que começava jogando era Clément Grenier. O jovem Ghezzal, que vem se consolidando no grupo, ganhava mais uma chance pelo lado esquerdo do campo. Os desfalques do Lyon eram Briand (machucado), Lovren (suspenso) e Bakary Koné (disputando a final da Copa Africana de Nações). Para substituir Lovren, Umtiti compôs a zaga. Sendo assim, Dabo voltava para a lateral. Confira abaixo como ficou escalado o OL para a partida:

Também com três desfalques, o Lille tinha a missão de bater os heptacampeões fora de casa. Rio Mavuba (machucado), o capitão do time, era um dos principais desfalques. Outro que estava de fora por lesão era o cabo-verdiano Ryan Mendes, que voltou da CAN sentindo dores no tornozelo. O terceiro desfalque era o principal atacante do time, Nolan Roux (suspenso). Usando uma formação um pouco ousada para se atuar fora de casa, o treinador Rudi Garcia aplicou um 4-3-3 na sua equipe. Sem Roux, o responsável por fazer os gols dos Dogues acabou sendo Salomon Kalou. Abaixo você pode conferir a formação inicial do Lille para esse duelo contra o Lyon:
Com um frio muito intenso na cidade de Lyon e uma fina precipitação de neve no estádio, a partida começava “gelada”. Os times tocavam muito a bola. Pareciam se estudar antes de tentar qualquer jogada de perigo. Até os primeiros quinze minutos, nenhuma boa oportunidade de gol foi criada por ambos os lados.
A primeira chance de gol aconteceu aos 17’, quando Dimitri Payet passou como quis por Réveillère e Umtiti e avançou. Na hora de encarar Vercoutre, caprichou demais e finalizou pra fora. A bola passou rente a trave esquerda do goleirão do OL. O meia do LOSC tinha feito tudo certo, mas pecou na hora de arrematar.
Enquanto o OL tentava se organizar em campo, usando, principalmente, o lado esquerdo do campo, não conseguia explorar muito o ataque. Todo o setor ofensivo dos Gones era nulo. Até a metade do primeiro tempo, Lisandro e Lacazette, por exemplo, não não havim encostado na bola até então. Dessa forma, o LOSC usava o artifício de aproveitar o erro dos donos da casa para partir pra cima.
E como já diria o outro: a bola pune. E foi isso que aconteceu com o Lyon aos 28’ de jogo. Enquanto o Lille pressionava no ataque, e já na segunda sequência de escanteios, Balmont cobrou no meio da área e o capitão Chedjou, sem qualquer tipo de marcação, não precisou pular para cabecear e colocar com capricho no canto esquerdo de Vercoutre. Placar aberto no Gerland! 1 a 0.
O Lyon tentou responder em seguida. Réveillère carregou a bola no centro do campo e foi travado na entrada da área. Na sobra, Lisandro pegou firme e forçou boa defesa de Elana. No rebote, Malbranque, da entrada da área, ajeitou e na hora de bater, pegou mal e mandou por cima, até com certo perigo. Os Gones precisaram sofrer o gol para dar uma leve acordada na partida.
E no despertar do futebol do OL, o Lille se omitia na partida. Satisfazia-se com o único gol no placar, mas jogava no perigo. Os donos da casa começavam a gostar do jogo enquanto o LOSC se escondia e jogava, agora, bem recuado. Payet, por exemplo, que começou muito bem em campo, já não aparecia mais e o Lille perdia a sua ligação do campo de defesa até o setor ofensivo.
Entretanto, a forma de jogar do LOSC permanecia. Sempre esperando o erro do Lyon para tentar criar suas chances. E foi assim que saiu o segundo gol do jogo, mesmo já fazendo uma partida inferior a do OL. Lacazette perdeu a bola na direita, no meio de três marcadores, e permitiu um contra-ataque dos visitantes. A bola chegou até aos pés de Payet – que enfim reapareceu. Ele esperou a passagem de Balmont, que chegou do meio e bateu firme, no cantinho direito de Vercoutre. 2 a 0 e fim do primeiro tempo. OL deixava o campo sob vaias de sua torcida.
Na volta do intervalo, o Lyon, naturalmente, com uma postura mais ofensiva, em busca de marcar gols, começou a etapa até melhor. Grenier, inclusive, perdeu um gol logo nos primeiros minutos. Mas hoje, definitivamente, não era o dia do OL. Por jogar um pouco mais avançado, o Lyon acabou dando mais espaço para os Dogues jogarem. E exatamente dessa forma, o LOSC conseguiu chegar ao terceiro gol no jogo.
Salomon Kalou recebeu bola em profundidade, em posição legal, e avançou na velocidade. Na saída de Vercoutre, o goleiro do Lyon saiu bem, mas na sequência do lance, quando o Lille tentava alçar bola na área, Bisevac – sem intenção – colocou a mão na bola! Laurent Duhamel apontou para a marca de pênalti e amarelou o zagueiro do OL. Na cobrança, o mesmo Kalou cobrou e marcou. 3 a 0!
Após sofrer o terceiro gol, Remi Garde se moveu. Colocou imediatamente Gomis no lugar de Grenier e abandonou o 4-2-3-1. Agora, usando o 4-4-2, o time teria mais homens dentro da área e menos gente se movendo ao redor dela. E a troca surtiu efeito quase que instantâneo. No primeiro lance já com Gomis em campo, Licha caiu na área e pediu pênalti. Duhamel marcou e o próprio Lisandro converteu. Elana chegou a encostar nela, mas não conseguiu evitar o gol. 3 a 1.
Quando o OL fez o seu gol, partiu para cima com tudo. Agora, no 4-4-2, o time funcionava melhor, mas a larga vantagem dos adversários no placar fazia com que o time ficasse nervoso em campo. Depois que Lacazette deixou o campo para dar lugar a Benzia, o time ainda ganhou mais movimentação na frente, mas ainda assim, pecando em eficácia. Depois foi a vez de Fofana entrar no lugar de Malbranque, o que não alterou muita coisa.
O OL tentava até o fim, ao menos, fazer mais um gol para não ficar um resultado tão vexaminoso. Mas não conseguia. O time teve uma exibição apática nessa rodada, deixou o PSG escapar – agora com uma larga vantagem de diferença – e se não abrir o olho, pode sofrer outra goleada na quinta-feira.
Próximo adversário: Liga Europa – o Lyon enfrenta o Tottenham, da Inglaterra, pela segunda fase da competição. A partida será no White Hart Lane, às 18h05 da próxima quinta-feira, dia 14. Até lá.
FOTOS: L'Equipe / olweb.fr / Ligue1.com
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