sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Em casa, Lyon perde de virada para o Rennes

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi




O Lyon segue distante da hegemonia de anos atrás no Campeonato Francês. Na abertura da 14ª rodada da Ligue 1, a equipe perdeu, de virada, por 2 a 1 para o Rennes, em pleno estádio de Gerland. O revés custou o quarto lugar do OL na tabela, ultrapassado pelo próprio Rennes, que subiu uma posição na tabela.

O primeiro gol saiu aos 36 minutos do primeiro tempo, com Ederson. Após cobrança de escanteio, Källström encheu o pé da entrada da área e o brasileiro deu um leve desvio, tirando o goleiro Costil da jogada.

Três minutos depois, Pitroipa empatou. O atacante recebeu na meia-lua e invadiu a área, tocando na saída de Lloris. O gol da vitória, por fim, saiu aos oito minutos da segunda etapa. Yann M’Vila aproveitou erro na saída de jogo para roubar a bola e passar para Kembo-Ekoko, sozinho, balançar as redes.

FONTE: Trivela
FOTOS: olweb / L'Equipe



OS GOLS DA PARTIDA:



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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

[LIGUE1 – 11/12] 14ª Rodada - Lyon x Rennes

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTOS: olweb.fr e Facebook.com/olympiquelyonnais


Duelo de times que lutam pelo topo da tabela. À pedidos do próprio Lyon, a partida que teoricamente seria no fim de semana foi antecipada para esta sexta. O motivo? O time de Rémi Garde joga contra o Ajax, na próxima terça-feira, pela Liga dos Campeões. Na visão da direção do OL, a antecipação do jogo seria ideal para o time descansar e se preparar para enfrentar os holandeses.

Para a partida de amanhã, o Lyon tem os retornos de Michel Bastos, Clément Grenier e principalmente de Lisandro Lopéz. O argentino volta aos gramados depois de três meses de lesão e viver um momento instável, de indecisão sobre a sua lesão.

Ambos os times vivem situação semelhante na Ligue1. Disputam posições pela ponta da competição e essa 14ª rodada acaba se tornando um confronto direto.



LYON:

GOLEIROS: Hugo LLORIS e Mathieu VALVERDE;
LATERAIS: Anthony RÉVEILLÈRE, Aly CISSOKHO, Samuel UMTITI e Timothée KOLODZIEJCZAK;
ZAGUEIROS: Bakary KONÉ e CRIS;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Sidy KONÉ, Gueïda FOFANA e Kim KÄLLSTRÖM;
MEIAS: Michel BASTOS, Yoann GOURCUFF, EDERSON e Clément GRENIER;
ATACANTES: Jimmy BRIAND, Bafétimbi GOMIS, LISANDRO Lopéz e Alexandre LACAZETTE;
TÉCNICO: Rémi GARDE;
DESFALQUES: Rémy VERCOUTRE, Mouhamadou DABO, Dejan LOVREN, John MENSAH, Yannis TAFER, Anthony LOPES e Jérémy PIED


RENNES:

GOLEIROS: Benoît COSTIL e Abdoulaye DIALLO;
LATERAIS: Romain DANZÉ, Yassine JEBBOUR e Chris MAVINGA;
ZAGUEIROS: Jean-Armel KANA-BIYKI e Kévin Théophile-CATHERINE;
VOLANTES: Yann M'VILA, Alexander TETTEY, Vincent PAJOT, Georges MANDJECK e Tongo DOUMBIA;
MEIAS: Cheik FANTAMADY DIARRA, Julien FÉRET e Jonathan PITROIPA;
ATACANTES: Jirès KEMBO EKOKO, Youssouf HADJI e Víctor MONTAÑO;
TÉCNICO: Frédéric ANTONETTI;
DESFALQUES: Razak BOUKARI, Abdou Kader MANGANE, Onyekachi APAM, Yacine BRAHIMI e John Boye.


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Michel Bastos, um passo de cada vez

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi




Até alguns meses atrás, o Lyon se preparava para encarar uma temporada difícil. Todos os indícios de um 2011/12 cheio de armadilhas se apresentavam ao clube francês: técnico novo e pouco experiente na profissão, presença discreta no mercado de transferências, três anos sem conquistar títulos e adversários que investiram pesado em contratações.

Após três meses de bola rolando, porém, o time se consolidou nas primeiras colocações do Campeonato Francês, segue na corrida pela classificação aos mata-matas da Liga dos Campeões da UEFA e já garantiu presença nas quartas de final da Copa da Liga Francesa. E o principal: está jogando bem. Graças sobretudo a Michel Bastos.

Em grande fase, apesar de atualmente estar afastado dos gramados por três semanas devido a uma contusão na coxa, o brasileiro voltou a atuar no nível que o transformou em titular absoluto da Seleção até a Copa do Mundo da FIFA 2010. E embora não tenha sido convocado após a troca de Dunga por Mano Menezes, ele garante que não desistiu de voltar a vestir a camisa canarinho.

Do seu novo papel de líder no Lyon à ambições com a Seleção Brasileira, passando pelos encantos do país-sede do próximo Mundial, o versátil Michel Bastos tinha muito a conversar com a equipe do FIFA.com.

FIFA.com: Individualmente, você estreou muito bem no Campeonato Francês com o Lyon. Na França se fala muito de Javier Pastore, Nenê e Eden Hazard, mas talvez o melhor jogador do campeonato seja o Michel Bastos...

Michel Bastos: (risos) Não sei se estou entre os melhores jogadores, mas recuperei muito da qualidade do meu futebol. Estou me sentindo bem e acho que ajudo a equipe. Mas eu diria que o Pastore é mais eficiente. Ele marca muitos gols, faz muitas assistências, em suma: é mais decisivo. Mas o meu objetivo não é ser o melhor, é render o máximo possível e ajudar o time. Estou contente com o meu início de temporada. Tomara que continue assim.

No meio do ano, o Lyon anunciou que 2011/12 seria uma temporada de transição. Depois desse bom início de campanha, porém, a meta continua sendo "sobreviver" ou vocês estão mirando mais alto?

Não queremos esconder o jogo, mas, no começo da temporada, não éramos favoritos ao título. Existem equipes que estão na nossa frente. Mas sabemos o que precisamos fazer. Qualidade para chegar o mais alto possível a gente tem. O objetivo é fazer o máximo para continuar na briga até o fim. Não somos favoritos, mas nem sempre é o favorito que ganha. Nos anos anteriores, éramos favoritos e não ganhamos.

Com a renovação do elenco e a escolha de apostar nos jovens da base, você agora é um dos jogadores mais experientes do Lyon. Gosta desse papel?

Sou antigo no time, tenho 28 anos, mas sempre gostei de brincar, de levar um pouco de descontração ao vestiário. Mas com a minha idade e a minha experiência, preciso dar o exemplo aos mais jovens, aos jogadores que até poucos meses ou anos estavam no juvenil e tinham os profissionais como modelo. Hoje tento ajudar ao máximo. Existem vários jogadores com esse papel a desempanhar no grupo — Cris, Kim Kallström, Anthony Reveillère, Remy Vercoutre —, que estão lá para orientar pelo discurso e pelo comportamento mais profissional possível. É um papel que me agrada, que me dá mais responsabilidades.

É frustrante para você ter chegado ao Lyon quando o clube era o melhor da França e não ter ganhado nada desde então?

Tenho a impressão que sou pé frio! (risos) Até o momento, o destino não sorriu para mim. Mas sei que estou no lugar certo. Tenho o clube e as qualidades necessárias para conquistar títulos. Talvez inclusive este ano. Espero de verdade ganhar alguma coisa, porque sei que temos muita qualidade no grupo. Isso é o mais frustrante. O que decepciona não é não ganhar, mas saber que temos tudo que é preciso para ganhar e não conseguir chegar lá. Se não tivéssemos condições, diríamos que é normal e que simplesmente perdemos contra o mais forte que nós. Mas quando olhamos o time que temos, sabemos do valor da equipe e não conseguimos aproveitar. Isso é ainda mais doloroso.

Você já jogou em todas as posições do setor esquerdo. Mas, sendo canhoto, muitas vezes também joga pela direita, como o Lionel Messi no Barcelona ou o Arjen Robben no Bayern de Munique. Gosta da posição?

É verdade que mudei muitas vezes, e que também mudo de posição no decorrer da partida. Depende do adversário, do esquema tático, do andamento do jogo. Os outros atacantes e eu gostamos de inverter para tentar surpreender o adversário. Em algumas partidas, essa minha versatilidade e as inversões nos ajudaram muito. Quando estou na direita, tenho a possibilidade de entrar com o pé esquerdo, para chutar com a perna mais forte ou abrir o jogo para o lateral atrás de mim. Do outro lado, tenho mais chances de tabelar e de me concentrar em fazer bons cruzamentos. Tudo depende da partida, onde posso ser mais útil para o time. Mesmo assim, prefiro atuar na minha posição de origem, no lado esquerdo.




Você é um dos últimos brasileiros do Lyon, ao lado de Cris e Ederson. O que você e os seus antecessores, jogadores como Sonny Anderson, Juninho, Cláudio Caçapa, Fred e Nilmar trouxeram para o clube?

A maioria desses jogadores marcou o clube. O que os brasileiros trouxeram para o Lyon é antes de mais nada a cultura da vitória, a vontade de deixar uma marca na história do clube. Quero fazer o mesmo, conquistar algo importante. O melhor exemplo é o Juninho, que ganhou tudo aqui, deu tudo para transformar o Lyon num grande clube. A maioria dos brasileiros que passaram pelo Lyon deixou uma marca. Também quero conseguir deixar.

Falemos de Seleção Brasileira. Na era Dunga, você ganhou o seu lugar na equipe e passou um ano com o elenco. Que lembranças guarda desse período?

Ótimas lembranças! Eu estava no melhor momento da minha carreira. Todas as vezes em que fui convocado, joguei, ganhei a minha vaga como titular, tive a possibilidade de disputar uma Copa do Mundo... E ainda não acabou! Estou trabalhando para voltar, mesmo sabendo que vai ser difícil porque a concorrência é grande. Se eu conseguir boas atuações no Lyon, as portas da Seleção Brasileira podem voltar a se abrir. Não é mais um sonho, porque o sonho era um dia jogar na Seleção e isso eu já consegui, mas, em todo caso, continua sendo um objetivo.

Com a chegada do Mano Menezes, você perdeu espaço na Seleção. Conversou com ele sobre isso?

Encontrei com ele em Paris quando o Brasil veio jogar um amistoso com a França. Ele me disse que precisou fazer escolhas e que tinha ideias sobre o elenco, e que se eu voltasse à Seleção seria na minha posição atual, na meia esquerda. Mas se ele precisar me convocar para jogar de novo como lateral, também não me incomoda. O essencial é estar na equipe. Atualmente ele está tentando montar o grupo. Respeito as escolhas dele e, até agora, foram as escolhas certas. Mas tudo isso ainda pode mudar, sabemos que as coisas acontecem rápido. No momento, o André Santos e o Marcelo estão na minha frente porque são jogadores que atuam realmente na lateral esquerda nos seus clubes, posição em que não jogo mais desde que vim para a França. Mas a minha vontade seria ter uma chance na minha verdadeira posição.

O Brasil foi eliminado prematuramente da Copa do Mundo da FIFA 2010. Passado um ano, acalmados os ânimos, como você explica essa decepção?

Na verdade, tudo deu certo até o segundo tempo contra a Holanda. Estávamos bem até ali, inclusive fizemos um excelente primeiro tempo naquele dia — sem dúvida a nossa melhor atuação desde o início do torneio. Mas, depois, é impossível explicar o que aconteceu. Jogamos mal, nos perdemos no segundo tempo e pagamos muito caro por isso. No fim das contas, houve muitas coisas positivas na nossa campanha e algumas negativas, mas as pessoas só lembram do que não funcionou. Pessoalmente, tento guardar os aspectos positivos para continuar evoluindo. Mas é preciso encarar a verdade: tive a oportunidade de ser campeão do mundo e deixei passar... Tento tirar as lições desse fracasso para seguir em frente. Mas a Copa do Mundo foi um momento que jamais vou esquecer.

O próximo Mundial não está tão longe, e será justamente no Brasil. É o grande sonho de todo jogador brasileiro, e seu também?

Tenho consciência de que será difícil, porque terei quase 32 anos em 2014. Isso não faz parte dos meus objetivos atualmente. O meu objetivo, no curto prazo, é finalmente conquistar um título no Lyon e manter o meu nível o mais alto possível para realizar a melhor carreira possível. Se continuar assim até 2014, se eu ainda estiver em forma, pode acontecer... Todo mundo sonha em jogar ou voltar a jogar uma Copa do Mundo, mas atualmente essa não é a meta principal da minha carreira. Mesmo que ainda falte tempo, será difícil por causa da idade. Por outro lado, sinto que estou no meu melhor momento física e tecnicamente. Portanto, se continuar assim daqui a três anos, por que não?

Todo mundo conhece os clichês sobre o Brasil. O que as pessoas que visitarem o país em 2014 vão descobrir?

As pessoas que nunca visitaram o Brasil vão descobrir acima de tudo a simpatia das pessoas. É algo que marca todo mundo na primeira vez. Depois, embora sejam clichês, é a verdadeira realidade do Brasil: alegria, festa, praia, mulher bonita, samba, futebol. Não é pouco! O que as pessoas precisam saber é que tudo que se diz sobre o Brasil é verdade! Elas serão muito bem recebidas e vão apreciar tudo que faz a beleza do nosso país. As pessoas vão ao Brasil para conhecer isso. É importante que elas descubram aquela alegria de viver que temos e que sabemos transmitir.



FONTE: FIFA.com
FOTOS: olweb.fr



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domingo, 6 de novembro de 2011

O bom Boudebouz

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


Lyon joga melhor, teve mais posse de bola, mas não soube converter isso ao seu favor. Enquanto isso, o camisa 10 do Sochaux foi certeiro e decisivo pra vitória de seu time.




Mais um tropeço frente ao Real Madrid e mais uma vez uma tentativa de reação pela Ligue1. Dessa vez não era clássico, mas envolve uma situação inusitada. Dois meias do Sochaux despertam o interesse da diretoria do Lyon desde o início da temporada: Marvin Martin e Ryad Boudebouz. Além de tudo, uma ótima oportunidade para acompanhar os dois jogadores mais de perto.

O treinador dos donos da casa, Baždarević, tinha apenas um desfalque. Modibo Maïga era a ausência, enquanto o brasileiro Carlão, voltando de uma lesão na coxa, já estava disponível no banco de reservas. A principal arma do time amarelo são justamente os dois meias já citados. Muita visão de jogo e muita técnica. Veja o time abaixo:




Pelo Lyon, 10 desfalques. Entre eles, jogadores importantes como Lovren, Michel Bastos, Lisandro e Grenier. Titular na última partida contra o Real, o brasileiro Ederson, dessa vez, começava no banco de reservas, dando lugar ao jovem Lacazette. Na zaga, substituindo o croata, Bakary Koné foi a opção de Rémi Garde. A escalação do OL encontra a seguir:




De maneira branda, o Lyon começou a partida sem assustar. Era tranquilo até demais e dava muito espaço ao Sochaux. Dentro de casa, o FCSM não titubeou para tentar abrir o placar logo de cara. Dito e feito. Aos 9’, após cobrança de escanteio, o zagueiro Damien Perquis conseguiu desviar a bola. No meio do caminho, Cissokho se embolou e acabou mandando para o próprio gol. Réveillère, que estava ao lado da trave, ainda tentou tirar, mas não conseguiu.

Quando parecia que o Sochaux estaria perto do segundo gol, com o Lyon adotando a mesma postura do início, o time de Rémi Garde atacou pela primeira vez e marcou o empate. Gomis arrancou pela direita. Passou por Corchia e colocou na cabeça de Lacazette. O jovem atacante não teve dificuldades para finalizar. 1 a 1, com 13’ de partida. O jogo começou bastante movimentado.

A estratégia do Sochaux era concentrar as jogadas em Marvin e Boudebouz. Assim que um dos meias pegavam na bola, Bakambu já se deslocava em velocidade para surpreender os defensores do OL. Conseguiu por duas vezes. Isso prejudicava a posse de bola dos donos da casa, mas criava chances. A princípio parecia ser a única arma do treinador Baždarević.

Enquanto isso, a estratégia do Lyon era tentar puxar Gomis um pouco mais pra trás, chamando a marcação, enquanto Lacazette e Briand afunilavam pelo meio na tentativa de se livrar da marcação. Na saída de bola do Sochaux, o OL marcava em cima, mas sem muita pressão. Mas dificultava a troca de passes do adversário.

Antes do término do primeiro tempo, o Sochaux foi pra cima. Boudebouz, primeiramente assustou ao dar um lindo drible em Källström, mas finalizando mal. Em seguida, aproveitou a saída errada de Cris e só não marcou devido a um milagre operado por Lloris. No lance seguinte, dessa vez o argelino conseguiu o que queria. Dentro da área foi derrubado por Cissokho e o árbitro Pascal Vileo marcou pênalti. O mesmo Boudebouz cobrou, com extrema categoria e colocou os donos da casa novamente na frente.

Na segunda etapa, os times voltaram os mesmos. Mas o ritmo era diferente. Ambos começaram de maneira alucinante. Nos três primeiros minutos, outros três lances de perigo. Dois do OL e um do Sochaux. Mesmo fora de casa, o Lyon ia pra cima em busca da vitória. Ainda mais com o Montpellier jogando no mesmo instante e perdendo, gerando assim um ótimo resultado para os Gones em caso de vitória contra o FCSM.

O Lyon parava de tentar realizar jogadas pelo meio e agora se arriscava pelas pontas. Muitas bolas alçadas na área e poucas chances reais de gol. Com Gomis puxando a marcação, era ele mesmo quem abria pelas pontas para tentar achar alguém na área. Foi dessa forma que saiu o gol do OL, mas já não funcionava mais. O time precisava de um gás novo. Ederson e Belfodil eram bons nomes no banco que poderiam fazer esse diferencial. Gourcuff e Källström muito apagados na partida.

A primeira troca só aconteceu aos 22’ da segunda etapa. Gourcuff saiu e entrou Ederson, pelo Lyon. Já no Sochaux, Baždarević preferiu recuar. Entrou Mikari no lugar de Bakambu. A melhor válvula de escape do FCSM.

A melhor chance do OL no segundo tempo foi com Gomis. O atacante saiu em contra-ataque, frenta a frente com Richert, mas na hora de finalizar, Befé chutou forte, mas em cima do goleiro do Sochaux, que evitou aquele que seria o gol do empate.

Faltando 12’ para o término da partida, mais duas mudanças. No Lyon, Belfodil entrou no lugar de Gomis, enquanto Butin saiu para dar vaga a Privat, no Sochaux. Mas o panorama não se alterava. O OL tinha mais posse de bola, e continuava sem assustar. O Sochaux mantinha uma defesa segura e não deixa o adversário chegar, e quando chegava, sempre havia jogadores em impedimento.

A verdade é que o Sochaux conseguia administrar o resultado. Tinha a sabedoria de, mesmo ficar sem a bola, conseguir marcar o Lyon com certa segurança. Quando tinha as bolas aos pés tentava buscar Boudebouz ou Martin, que tinham a paciência e a inteligência para sair jogando, ou segurar mais um pouco.

Rémi Garde sofria com a escassez de opções no seu banco de reservas. Ederson e Belfodil até tentavam, mas não conseguiam fazer uma diferença no time. É nesses momentos que nomes como de Grenier, Lisandro e Michel Bastos fazem faltas. São pontos importantes que podem fazer diferença lá na frente do campeonato. Se sabe que Garde monta um time para o futuro. Usa jogadores novos até demais e os prepara para ganharem experiência. Mas depender única a exclusivamente deles se torna algo perigoso, até mesmo para o psicológico dos próprios atletas.

No fim da partida, o Lyon até esboçou aquela pressão final. Baždarević precisou retirar Boudebouz para colocar o volante Carlão. Mas talvez a falta de experiência, aliada aos desfalques que o time possui nesse momento, o OL não conseguiu sair com pontos nessa noite no Auguste Bonal. É preciso que os diretores busquem reforços no mercado de inverno. Isso é necessário.

Agora, em casa, o Lyon precisa vencer um adversário direto na ponta da tabela. OL x Rennes, dia 19 de novembro, sábado, às 16h de Brasília.




FOTOS: olweb.fr / L'Equipe / Ligue1.com


OS MELHORES MOMENTOS:



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sábado, 5 de novembro de 2011

[LIGUE1 – 11/12] 13ª Rodada - Sochaux x Lyon

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: olweb.fr

O Lyon entra em campo neste domingo e pode ultrapassar o Lille. Os atuais campeões franceses tropeçaram frente ao Évian neste sábado e abriu a porteira para o OL, e talvez Rennes e Toulouse, que também estão na cola e jogam amanhã. Em caso de vitória, o Lyon também pode alcançar o Montpellier, que joga no mesmo horário, contra o Saint-Étienne.

O time de Rémi Garde encontra-se bastante desfalcado. Ao todo, o treinador do Lyon não poderá contar com 10 jogadores. Veja abaixo a lista de jogadores relacionados para a partida.



LYON:

GOLEIROS: Hugo LLORIS e Mathieu VALVERDE;
LATERAIS: Anthony RÉVEILLÈRE, Aly CISSOKHO, Samuel UMTITI e Timothée KOLODZIEJCZAK;
ZAGUEIROS: Bakary KONÉ e CRIS;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Sidy KONÉ, Gueïda FOFANA e Kim KÄLLSTRÖM;
MEIAS: Yoann GOURCUFF, EDERSON e Alassane PLÉA;
ATACANTES: Jimmy BRIAND, Ishak BELFODIL, Bafétimbi GOMIS e Alexandre LACAZETTE;
TÉCNICO: Rémi GARDE;
DESFALQUES: Rémy VERCOUTRE, LISANDRO Lopéz, Mouhamadou DABO, Dejan LOVREN, Michel BASTOS, John MENSAH, Clément GRENIER, Yannis TAFER, Anthony LOPES e Jérémy PIED



SOCHAUX:

GOLEIROS: Teddy RICHERT e Pierrick CROS;
LATERAIS: Yassin MIKARI, Sébastien CORCHIA e David SAUGET;
ZAGUEIROS: Damien PERQUIS e Mathieu PEYBERNES;
VOLANTES: CARLÃO, Kévin ANIN e Vincent NOGUEIRA;
MEIAS: Sébastien ROUDET, Ryad BOUDEBOUZ, Marvin MARTIN, Abdou CAMARA e Loïc POUJOL;
ATACANTES: Sloan PRIVAT, Édouard BUTIN e Cédric BAKAMBU;
TÉCNICO: Mehmed BAŽDAREVIĆ;
DESFALQUES: Modibo MAÏGA


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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Juninho fala sobre o Lyon antes de rodada da Liga dos Campeões

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi

Antes da partida contra o Real Madrid, na última quarta-feira, o site Globoesporte.com entrevistou o maior ídolo da história do Lyon: Juninho Pernambucano.

O jogador falou um pouco sobre o time e apontou o Real Madrid como favorito para o confronto. Além de dizer que um dia ainda voltará a trabalhar no Lyon

Informações sobre Juninho são sempre bem-vindas. Vale a pena ver o vídeo!




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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Lisandro: a lesão é mais grave do que se imagina

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi

Colaborou na tradução:
Malu Iubel e Alexandre Massi


Argentino do Lyon não tem prazo de retorno e médicos se dizem preocupados com estado do atacante




A última partida de Lisandro Lopéz foi no dia 27 de agosto. Na oportunidade, o Lyon venceu o Montpellier por 2 a 1. Licha precisou abandonar a partida, deixando seu time com um a menos, já tinha as três alterações já tinham sido realizadas. Depois daquele dia, durante a semana, o argentino se queixou de dores e desde então não jogou mais. A princípio, os médicos afirmaram que era apenas uma torção no tornozelo e que em quatro semanas ele já estaria liberado.

Dois meses já se passaram e Lisandro não dá nem sinais de retorno. O principal atacante do Lyon continua sentido dores e a situação é extremamente preocupante nos bastidores do clube. Essa semana, antes da partida contra o Real Madrid, a equipe médica soltou uma nota que não tranquilizou em nada os torcedores.

No documento assinado pelo Dr. Emmanuel Orhant, ele afirma que Lisandro continua fazendo seus trabalhos físicos normalmente, mas que sua lesão é muito mais séria do que se esperava. Além da entorse no tornozelo, o ligamento também foi afetado. Isso gerou uma lesão na articulação, que por sua vez inflamou e gerou um edema ósseo. E isso preocupa até os médicos do clube.

Em seus trabalhos diários, Licha não suporta a repetição de atividades com bola. Trabalhos como corrida e musculação ele consegue fazer, mas quando utiliza a bola, as coisas não ficam bem. O impacto com o chute causa dores na articulação e no osso.

Não existe uma prévia de retorno do atacante. Diariamente a equipe médica faz exames e analisam o estado clínico do atleta. O prazo inicial de 4 semanas já não existe mais (até porque, como já foi dito, já se passaram dois meses e a situação só piorou). Tudo indica que até o fim do mês o edema no osso possa sofrer uma melhora, mas as previsões são rasas, sem muita certeza.

Sendo assim, me pergunto: será que temos aqui um caso de erro médico? Afinal de contas, como é que uma torção vira um edema ósseo? Não posso julgar a situação, até mesmo por não viver na França e desconhecer como é o dia-a-dia do Dpto médico do OL. Mas de fato, é uma situação estranha. Soa como um descaso no tratamento ao jogador. A única coisa que podemos fazer é esperar uma boa recuperação de Lisandro Lopéz e que ele volte aos gramados o quanto antes.



FOTOS: olweb.fr


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