domingo, 10 de setembro de 2017

No sufoco, Lyon bate Guingamp e volta a vencer na Ligue 1

Filipe Frossard Papini
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Resultado foi importante para a sequência do calendário, que terá estreia na Liga Europa e o PSG na sequência do Campeonato Francês



O Lyon começou bem a Ligue 1. Emplacou duas vitórias consecutivas, mas depois tropeçou. Empatou, em casa, contra o Bordeaux e não conseguiu ultrapassar os Canários, em Nantes, também ficando com um ponto. A corrida pelo topo será acirrada nesta temporada e tropeços custarão caro logo mais. Por isso, a torcida cobra e exige bastante. Neste domingo, diante do Guingamp, no Groupama Stadium, era a oportunidade de deixar os erros pra trás e fazer seu resultado diante do torcedor. O OL tinha essa rodada do Campeonato Francês para se preparar, já que quinta-feira (14) já começa a Liga Europa e esta competição é prioridade para o clube.

A vantagem de Bruno Génésio para essa partida é que entrava em campo sem qualquer desfalque. Se deu ao luxo de sequer relacionar nomes como o zagueiro Diakhaby e do meia Grenier. Além disso, duas novas contratações que chegaram nos últimos momentos da janela também ficaram de fora: Diop e N’Dombélé. A grande novidade na escalação desta rodada foi a estreia como titular do jovem Christopher Martins-Pereira. O volante, que também joga na zaga, foi muito bem pela Seleção Luxemburguesa e ganhou a confiança de Génésio para suprir a saída de Darder. Abaixo, veja como ficou escalado o OL:




Por outro lado, o time visitante não contava com algumas peças. Antoine Kombouaré não tinha Jonathan Martins-Pereira (que não é parente do estreante do Lyon), o lateral esquerdo Franck Tabanou e o bom meia Yannis Salibur, que era a ausência mais sentida. Contudo, o Guingamp ainda tinha duas boas opções na frente. Contando com a ativação da “Lei do Ex”, Jimmy Briand era o homem de referência do ataque. Além dele, o EAG também tinha Marcus Thuram, filho do lendário lateral da Seleção Francesa, Lilliam Thuram. Marcus tem passagem por todas as seleções de base da França, do sub-17 ao sub-20 e, com 20 anos, é uma das promessas do time de Kombouaré. Abaixo, veja o time titular:




Mesmo com o Groupama Stadium praticamente tomado em sua parte inferior, o Lyon teve dificuldades desde o começo do jogo. Nos primeiros minutos, quem atacava e pressionava era o Guingamp. Antes mesmo dos dez minutos de jogo, chegaram por três oportunidades, sendo a principal delas uma infiltração de Deaux, que saiu sozinho frente ao goleiro Lopes que conseguiu se esticar e evitar a abertura precoce do placar.

Naquele momento do jogo, o problema maior nem era a pressão que o Guingamp exercia, mas sim a falta de manejo da partida que o OL construía. Não conseguia passar do meio de campo e, a tática de Génésio em escalar dois volantes de marcação parecia falha. Enquanto o Lyon saia com chutões, apertados pela pressão na saída de bola que o EAG fazia, o Guingamp chegava cada vez com mais ímpeto e fazendo a defesa dos Gones bater cabeça.

Quando Briand quase abria o placar em chute venenoso de fora da área, o Lyon conseguiu criar a sua primeira oportunidade em rápida resposta. Mariano Díaz recebeu em velocidade contra a defesa desarmada do EAG, continuou avançando e quando chegou perto da entrada da área, bateu colocado, sem muita força, mas com muita qualidade, no canto esquerdo de Johnsson que não conseguiu chegar. 1 a 0!

Após o gol, o Lyon melhorou bastante no jogo. Começou a chegar, coisa que não tinha feito nos primeiros 20’ de partida. Isso também foi influenciado pelo próprio Guingamp, que sentiu o golpe e não assimilou o injusto gol sofrido. Mariano Díaz criaria mais duas oportunidades. A primeira em cobrança de falta de muito longe que levou bastante perigo e depois uma cabeçada depois de cruzamento de escanteio.

Aos 36’ de jogo, o Lyon teve a sua melhor oportunidade do primeiro tempo para tentar ampliar o placar. Em cobrança de falta com 31 metros de distância, Fekir mandou direto pro gol, a bola desviou na barreira e por muito pouco não encobriu o goleiro Johnsson, que chegou a tocar nela, antes de acertar o travessão. Era a segunda ótima oportunidade do OL no jogo em bola parada.

Até o intervalo do jogo, o Lyon conseguia ter controle do jogo, apesar de ainda ter problemas na construção de jogadas e armação. Fekir precisava recuar bastante para puxar o jogo, ou até mesmo Traoré ter que sair do lado direito para vir até o centro para condução de bola. Memphis Depay, praticamente inativo, só serviu para puxar a marcação em boa parte do jogo. Mesmo indo para o segundo tempo com a vantagem no placar, o resultado ainda era perigoso e era preciso uma melhor na postura.

Na etapa final, assim como no começo do jogo, o Lyon começou sonolento e dando espaços para o Guingamp. Nos primeiros minutos, Deux parou novamente em ótima defesa do atento Lopes. Na sequência, foi a vez de Thuram quase surpreender o português em chute que passou à direita do goleiro. Sentindo a pressão, Bruno Génésio mexeu com cinco minutos, tirando o amarelado Martins Pereira e colocando Ferri.

Antoine Kombouaré viu que poderia impor mais pressão no Lyon e antes dos 20’ do segundo tempo mexeu duas vezes. Tirou o lateral Rebocho e colocou o zagueiro Eboa Eboa. Também tirou Camara a para a entrada de Marcus Coco. O time saia do 4-3-3 e iria pro 3-5-2 (com a bola), buscando avançar mais pelos lados e, ainda assim, preenchendo o meio de campo. Do outro lado, Génésio colocava Kenny Tete no lugar de Rafael em uma alteração protocolar.

O que parecia inevitável aconteceu. Aos 25’ de jogo, o Guingamp teve duas jogadas de bola levantada na área. A primeira, vinda de escanteio, Deaux colocou na cabeça de Marcus Thuram que acertou a finalização e parou em uma defesa elástica de Lopes, que acabou devolvendo a bola para Deaux. Na segunda tentativa, o volante colocou de novo na cabeça de Thuram que, dessa vez, colocou com categoria no ângulo, também de cabeça. 1 a 1 !

A resposta do Lyon apareceu de imediato. Logo na saída de bola, o time se colocou pra frente no ímpeto de desempatar o jogo. Fekir chamou a responsabilidade, recebeu de Memphis, carregou a bola na intermediária, se livrou de dois na marcação e quando parecia que o próprio Memphis Depay iria atrapalhar o lance, o mesmo Fekir finalizou, sem chances de defesa para Johnsson que já saia do gol para evitar. 2 a 1. Uma resposta em tempo recorde!

Kombouaré tinha pouco tempo e queria arrancar algum ponto. Logo tirou Étienne Didot e colocou Ludovic Blas. Já perto do fim, Génésio também queimou sua última troca e colocou Maxwell Cornet no jogo, tirando Bertrand Traoré, que fez sua partida mais apagada com a camisa do OL até então na temporada. OL cozinhava o jogo na esperança do relógio passar mais rápido e deixava o adversário impaciente.

Com quatro minutos sofridos de acréscimos, o Lyon tocava a bola e não permitia incursões e espaços para o adversário. O Guingamp, querendo o empate, já havia pressionado com mais ímpeto no decorrer do jogo e simplesmente assistia o OL fazer uma roda de bobinho no meio de campo. Por mim, o relógio jogou contra os visitantes e deu ao Lyon o retorno às vitórias na Ligue 1.

A Ligue 1 agora fica um pouco de stand-by e o time do Lyon se foca na Liga Europa. O primeiro jogo do Grupo E já acontece na próxima quinta-feira (14), às 14h. O adversário será o Limassol e a partida será no Tsirion Stadium, no Chipre. Até lá!

FOTOS: olweb.fr / L'Equipe


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sábado, 9 de setembro de 2017

Novo Lyon: com oito contratações, time não aposta mais tanto na base como antes

Filipe Frossard Papini
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Um elenco que outrora era recheado de promessas da base, agora conta com poucos nomes da casa e muito talento vindo de fora




Há alguns posts atrás, prometi que falaria um pouco mais sobre o mercado de transferências que o Lyon fez e encerrou na semana passada. Como descrito no título, Jean-Michel Aulas não mediu esforços e trouxe oito peças para o elenco, praticamente um time inteiro. O OL, que até algumas temporadas atrás, apostava fortemente em sua força vinda das categorias de base, agora se reforça com nomes de peso para conseguir dar conta do recado na Ligue 1 e, finalmente, conseguir validar um título de competições internacionais.

Mas há dois motivos para o presidente mudar um pouco essa filosofia. O primeiro deles é o alto nível competitivo que o Campeonato Francês desenvolveu nos últimos anos, principalmente impulsionado pelo dinheiro de PSG e Monaco, a organização do Nice e a grandeza do Olympique de Marseille. Um time que se abdicar de investir, naturalmente vai acabar ficando pelas tabelas e não vai abocanhar nenhuma vaga para Liga Europa ou Liga dos Campeões. O sarrafo vai subindo e ninguém quer ficar de fora, por isso é arriscado contar só com sua força interna. Buscar nomes fortes de fora tem sido a única saída plausível para, pelo menos, dar um respaldo de competitividade ao torcedor.




No caso do Lyon, especificamente, há outro fator em jogo. Desde quando acompanho o time (2006) e, consequentemente, me tornei torcedor pouco tempo depois, lia e ouvia as histórias que o clube poupava dinheiro para a tão sonhada construção do seu novo estádio próprio. E isso aconteceu da melhor maneira possível. O OL é o único clube francês que tem um estádio erguido por recursos próprios e isso começa a trazer um retorno financeiro de imediato, não só pelos lucros de renda de jogos, mas também pelos naming rights – vendido à seguradora Groupama – como também por não ter mais que segurar o cheque visando o investimento que já está de pé. Em outras palavras: o Lyon agora tem dinheiro e pode ir às compras.

Considerando tudo isso, somando as vendas que também efetuou na janela, o Lyon saiu mais rico do que entrou, mesmo pesando as oito compras. Isso se deve às 12 vendas efetuadas pela presidência, somando um total de €119,25 milhões, sendo que cinco delas foram a zero custo. Somando as oito compras realizadas, o OL gastou um total de €59,5 milhões, praticamente a metade do dinheiro que entrou em caixa. Isso significa que o Lyon pode voltar às compras em janeiro, caso o atual time não dê liga ou então entrar mais pesado ainda no término da atual temporada.

Com todo o contexto já explicando, vamos às mudanças:

SAÍDAS:
Mathieu Valbuena – 1,5 milhão de euros + 1 de bônus por desempenho (Fenerbahçe)
Corentin Tolisso – 41,5 milhões de euros + 6 de bônus por desempenho (Bayern de Munique)
Maciej Rybus – 1,75 milhão (Lokomotiv Moscou)
Emmanuel Mammana – 16 milhões de euros + 20% da próxima venda (Zenit)
Alexandre Lacazette – 53 milhões de euros + 7 de bônus por desempenho (Arsenal)
Maxime Gonalons – 5 milhões de euros (Roma)
Jordy Gaspar – zero custo (Monaco)
Rachid Ghezzal – zero custo (Monaco)
Chritopher Jallet – zero custo (Nice)
Fahd Moufi – zero custo + 20% da próxima venda (Tondela)


JOGADORES QUE FORAM EMPRESTADOS:
Nicolas N’Koulou – 0,5 milhão (Torino) – com opção de compra (não deve retornar)
Sergi Darder – zero custo (Espanyol) – com opção de compra (não deve retornar)
Maxime D’Arpino – zero custo (Órleans) – sem opção de compra
Aldo Kalulu – zero custo (Sochaux) – sem opção de compra
Olivier Kemen – zero custo (Gazélec Ajaccio) – sem opção de compra
Jean-Philippe Mateta – zero custo (Le Havre) – sem opção de compra
Gaëtan Perrin – zero custo (Orléans) – sem opção de compra
Romain Del Castillo – zero custo (Nîmes) – sem opção de compra




ENTRADAS:
Mariano Díaz (atacante) – 8 milhões de euros + 35% da próxima venda + opção de recompra durante os próximos dois anos (Real Madrid)
Pape Cheik Diop (volante) – 10 milhões de euros + 4 de bônus por desempenho + 15% da próxima venda (Celta)
Marcelo (zagueiro) – 7 milhões de euros (Besiktas)
Fernando Marçal (lateral esquerdo) – 4,5 milhões de Euros (Benfica/Guingamp)
Ferland Mendy (lateral esquerdo) – 5 milhões de euros + 1 de bônus por desempenho (Le Havre)
Kenny Tete (lateral direito) – 4 milhões de euros + 15% da próxima venda (Ajax)
Bertrand Traoré (atacante) – 10 milhões de euros + 15% da próxima venda (Chelsea/Ajax)
Tanguy N’Dombélé (volante) – 2 milhões de euros por empréstimo com opção de compra de 8 milhões + bônus de valores não divulgados (Amiens)


RETORNO DE EMPRÉSTIMO:
Clément Grenier (segundo volante/meia) – Roma
Louis N’Ganioni (lateral esquerdo) – Brest (para o Lyon B)




PROMOVIDOS DEFINITIVAMENTE DAS CATEGORIAS DE BASE E/OU TIME B:
Christopher Martins-Pereira (zagueiro/volante) – 20 anos
Houssem Aouar (meia) – 19 anos
Amine Gouiri (atacante) – 17 anos
Myziane Maolida (atacante) – 18 anos


TIME BASE:




CRISE INTERNA
Já recebi algumas perguntas questionando a saída de inúmeros nomes importantes do elenco, como Lacazette, Tolisso, Gonalons, Valbuena, etc. A grande verdade é que houve, sim, um racha no elenco do time não declarado publicamente. Com exceção de Lacazette e Tolisso que saíram devido às propostas irrecusáveis, boa parte dos demais não tinham mais ambiente dentro do clube – em especial o ex-capitão Gonalons – e ambas as partes optaram por uma rescisão. Ao que tudo indica, parte dos jogadores não gostariam da permanência do técnico Bruno Génésio no comando e, com a efetivação do professor, acabaram chegando a um acordo em busca de um futuro em outro clube.

Outra bronca dos líderes do time era uma suposta falta de ambição da diretoria, que ao longo da última temporada se contentava em não brigar pela terceira colocação, aceitando passivamente e publicamente a supremacia de Monaco, Nice e PSG.


BASE?
Do elenco atual, o Lyon conta com apenas 11 jogadores da base. São eles:

Os três goleiros, Mocio, Gorgelin e Lopes; o zagueiro Diakhaby; os volantes Martins-Pereira e Ferri; os meias Grenier, Fekir e Aouar; e os atacantes Maolida e Gouri.

Do time considerado titular, apenas Lopes, Ferri e Fekir são oriundos da base. O que soa incoerente com um Lyon que até poucos anos já conseguiu colocar, em alguns momentos da Ligue 1, um time inteiro formado em casa dentro de campo.




PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Com quatro rodadas do Campeonato Francês, o que já deu pra perceber é uma solidez defensiva muito maior em relação ao time anterior. Marcelo parece trazer mais equilíbrio no miolo de zaga e a lateral esquerda, seja com Marçal ou Mendy, já teve uma sonora melhora. Tete defende bem e já traz um entrosamento com o ponta direita Traoré desde os tempos de Ajax. O meio de campo ainda é uma incógnita. Não se sabe se Ferri segura a titularidade e Diop e N’Dombélé podem pedir passagem (ambos ainda não estrearam). Já na frente, Traoré e Mariano Díaz são excelentes surpresas e poderiam fazer um estrago se Lacazette ainda estivesse no elenco.

Esse time não é o melhor do Campeonato Francês, mas tem espírito aguerrido, é jovem, forte e tem muito potencial. Se for bem treinado e conseguir um entrosamento maior, pode trazer boas expectativas para o torcedor.

FOTOS: olweb.fr / Media 365 / Iconsport

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[Ligue1 17/18] 5ª rodada - Lyon x Guingamp

Filipe Frossard Papini
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FOTO: eaguingamp.com

Depois da pausa para a data Fifa, o Lyon retorna aos gramados do Campeonato Francês para a disputa da 5ª rodada da competição. Tentando se recuperar de dois empates que são considerados tropeços - diante de Bordeaux e Nantes, respectivamente - o time novamente terá o Groupama Stadium e o apoio do seu torcedor para tentar reencontrar as vitórias, já que o confronto da próxima semana será contra o temido PSG e qualquer tropeço neste domingo pode dar uma sequência bastante negativa a ao time.

Bruno Génésio terá a volta do brasileiro Marçal, que retorna aos relacionados. Mas, por enquanto, Diop e N'Dombélé, as duas novas contratações, não aparecem entre os relacionados neste primeiro momento. A imprensa francesa reforça o nome de Chris Martins-Pereira, que poderá ganhar chances com o treinador.

Do outro lado, o Guingamp, que vem de uma vitória diante do Strasbourg, quer continuar vencendo e vem com três desfalques apenas: Jonathan Martins-Pereira (que não tem parentesco com o volante do OL), o lateral esquerdo Tabanou e o meia-atacante Salibur. No ataque, o ex-Lionês, Jimmy Briand, é a arma do técnico Antoine Kombouaré para tentar fazer valer a lei do ex e buscar gols na casa do visitante.

A partida entre Lyon e Guingamp acontece neste domingo (10/09), às 12h do horário de Brasília. No Brasil, o SporTV 2, promete transmissão, ao vivo, do duelo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Fernando MARÇAL, Ferland MENDY, Kenny TETE e RAFAEL;
ZAGUEIROS: Jérémy MOREL e MARCELO;
VOLANTES: Christopher MARTINS-PEREIRA, Jordan FERRI e Lucas TOUSART;
MEIAS: Houssem AOUAR e Nabil FEKIR;
ATACANTES: Maxwel CORNET, MEMPHIS Depay, Myziane MAOLIDA, Bertrand TRAORÉ e Mariano DÍAZ;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Nenhum


  
GUINGAMP:

GOLEIROS: Denis PETRIC e Karl-Johan JOHNSSON;
LATERAIS: Jordan IKOKO e Pedro REBOCHO;
ZAGUEIROS: Jérémy SORBON, Christophe KERBRAT e Feliz EBOA EBOA;
VOLANTES: Lebogang PHIRI, Ludovic BLAS, Lucas DEAUX e Mustapha DIALLO;
MEIAS: Étienne DIDOT, Thibault GIRESSE, Abdoul CAMARA, Nicolas BENEZET e Marcus COCO;
ATACANTES: Sloan PRIVAT, Marchus THURAM e Jimmy BRIAND;
TÉCNICO: Antoine KOMBOUARÉ;
DESFALQUESJonathan MARTINS-PEREIRA, Franck TABANOU e Yannis SALIBUR


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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Le Podcast du Foot #67 – Rumo à Russia (?)

Filipe Frossard Papini
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Elenco francês se prepara para a Copa... Mas será? (Foto: Reprodução/Instagram (@EquipeDeFrance)

Líder do Grupo A das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo, a França está perto do Mundial da Rússia, em 2018. Só que os últimos dois jogos deixaram uma pontinha de dúvida na cabeça do torcedor: afinal, qual o real poder de fogo dos Bleus?

Diante de uma desesperada Holanda, que precisava do resultado para se manter viva na luta pela vaga na Copa, o selecionado francês, do técnico Didier Deschamps, se sobressaiu e goleou por 4 a 0, mas diante da inexpressiva seleção de Luxemburgo, fraquejou e empatou sem gols.

O cenário francês após essas duas partidas foi debatido na edição #67 de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira (do EuropaFootball) conduziu o programa, que contou com a minha participação e a do amigo Renato Gomes (do Centrocampismo).


OUÇA O MATERIAL NO DISPLAY ABAIXO:

Ouça a TODAS AS OUTRAS EDIÇÕES do podcast.

Comente também nos blogs do Eduardo Junior e na minha coluna do SporTV! Ahh... passe lá na fan page da Ligue1Brasil no Facebook também!

Passe aqui depois e me diga o que achou. Deixe seu pitaco, sua dica, sua reclamação e também a sua pergunta. Você pode ter seu nome lido no programa. Seja corneteiro. Faça parte do podcast!


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sábado, 26 de agosto de 2017

Mesmo criando chances, Lyon não saí do zero contra o Nantes em La Beaujoire

Filipe Frossard Papini
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Bertrand Traoré foi quem mais criou ocasiões, mas faltou mais criatividade e poder de finalização ao time de Génésio




Depois de um tropeço contra o Bordeaux, em um jogo que estava na mão – se não fosse a expulsão de Sergi Darder – o Lyon agora tentava reordenar suas peças em busca da invencibilidade que ainda mantinha. Para isso, precisava passar por um time que tem somente uma vitória na competição, esta que, inclusive, aconteceu na rodada passada em boa participação, fora de casa, diante do Troyes. O time de Claudio Ranieri tinha, também, as pretensões de fazer o seu dever de casa e apagar o começo ruim de campeonato.

Para o confronto contra o Lyon, o técnico italiano tinha novidades. Os laterais de hoje, Diego Carlos e Leo Dubois retornam de lesão. Voltando de suspensão, ele tinha disponíveis Pallois e Kacaniklic – mas só optou por relacionar o primeiro, e como titular. Outra novidade era a relação do jovem Kalifa Coulibaly, que não só foi chamado pela primeira vez, como também começou jogando. Armado no simples 4-4-2, e com o ex-Chape, Andrei Girotto de titular, confira como ficou o Nantes:




Já pelo lado do OL, as novidades eram menores, mas também havia mudanças em relação ao jogo de sábado passado. Na lateral esquerda, Ferland Mendy estreava em competições oficiais. Substituía o brasileiro Fernando Marçal, que se recupera de lesão. No meio, Ferri entrava no lugar de Sergi Darder, suspenso. No banco de reservas, duas outras novidades. Cristopher Martins-Pereira, recém-promovido da base, estava a disposição. E Mapou Yanga-M’Biwa, antes relegado ao time B, voltou a aparecer no principal. Memphis também começava no banco, preterido por Cornet – que pode ser vendido ainda esta semana. Diakhaby e Grenier foram cortados da relação. Abaixo, veja como ficou a escalação:




Com muita força ofensiva e impulsionado pela qualidade cerebral de Fekir, o Lyon começava o jogo de forma muito mais imponente. Criava mais oportunidades e ainda contava com Traoré e Mariano Díaz que buscavam movimentar bastante pelo lado direito do ataque do OL. A primeira grande oportunidade aconteceu aos 10’ de jogo, quando Fekir achou Traoré se infiltrando atrás do lateral. O burkinabé avançou até dentro da área e bateu cruzado. Tatarusanu fez uma defesa no limite e evitou a abertura do placar.

Até os 30’ de jogo, nenhuma outra grande oportunidade foi criada pelos dois times. O jogo se apertava demais no meio de campo e isso não permitia muitas trocas de passes. Chutes em “ligação direta” acabava sendo uma opção pelos dois lados. Depois do lance aos 10’, o OL só conseguiu impor um pouco de perigo aos 26’, quando Ferland Mendy dominou uma bola meio sem ângulo na esquerda e bateu em cima do gol de Tatarusanu.

O Lyon tentava, buscava jogo, e tinha um ataque bastante movimentado. Apesar de chegar pouco, o gol parecia querer amadurecer a cada tentativa. Diferentemente do time de Claudio Ranieri, que praticamente não conseguia chegar ao ataque e até mesmo tinha dificuldades de tocar a bola no meio de campo, errando passes infantis e perdendo oportunidades de reter a posse em busca de alguma tentativa de criação. Todas as poucas chegadas do Nantes foram ocasionadas por saídas de bola erradas do OL.

Percebendo a dificuldade de penetrar pelo meio de campo, Fekir comandou uma nova estratégia ao OL perto do fim do primeiro tempo. Concentrava mais as jogadas pelas pontas e com cruzamentos na área em busca de Mariano Díaz e quem mais aparecesse fechando. Bertrand Traoré começou a ser muito acionado pelo lado direito e, até certo ponto, funcionava. Só faltava a boa finalização em conclusão ao gol.

Com o relógio já quase estourando os 45’ do primeiro tempo, o Nantes parecia ter uma primeira grande oportunidade no jogo. Seria em bola parada em falta mal marcada por Tousart dentro da meia lua da área. Na bola, Leo Dubois até cobrou bem, mas a barreira do oL evitou o que poderia ser perigo. Fora esse lance, o time de Claudio Ranieri só se preocupou em defender (e errar passes) no primeiro tempo.

Analisando como foi o primeiro tempo, não seria uma alteração no intervalo que mudaria o panorama para o OL. A postura do time não era ruim, a defesa se portou de forma sólida, mas realmente o último passe é que estava em falta. Génésio corrigindo alguns poucos posicionamentos entre os homens da frente e liberando mais um pouco os dois laterais, poderia ajudar a transformar as pequenas oportunidades em chances reais de gol.

Na volta pro segundo tempo, quem mexeu foi Ranieri, pois este, sim, tinha que propor uma mudança geral no que aconteceu na primeira parte. Trocou duas vezes, colocando Najib Gandi e Samuel Moutoussamy nos lugares do estreante Kalifa Coulibaly e do brasileiro Andrei Girotto, que já havia recebido um cartão amarelo e só não foi expulso por bondade do árbitro no fim do primeiro tempo.

Com 10’ da etapa final, o Lyon já tinha chegado ao gol de Tatarusanu em duas oportunidades. Na primeira, Mariano Díaz recebeu de Ferri, sambou na frente de dois marcadores e, mesmo apertado, conseguiu uma bola finalização da entrada da área que passou à esquerda de Tatarusanu. Depois foi a vez de Cornet receber bom passe em profundidade de Tousart. Pressionado pela defesa, a finalização acabou não sendo das melhores.

Aos 28’ do segundo tempo, o Lyon teve suas duas melhores oportunidades seguidas. Bertrand Traoré recebeu na direita e sem dominar, bateu rasteiro em direção ao gol. Da ponta da área, acertou a trave do outro lado. Uma bela finalização. No rebote, Fekir dominou dentro da área, a poucos centímetros da pequena área e, no momento de finalizar, exagerou na força e mandou no travessão antes dela ir pra fora.

Pressionando cada vez mais, mas ainda batendo cabeça com a defesa adversária, o Lyon fez sua primeira alteração aos 23’ do segundo tempo. Mariano Díaz, que não fez uma partida ruim, deixou o campo para a entrada do jovem Myziane Maolida. Taticamente, o OL se mantinha o mesmo. E foi o mesmo Maolida que poucos minutos entrou na área e achou Mendy entrando sozinho para finalizar. Mas ele prendeu demais e acabou deixando a marcação encostar.

A segunda troca de Bruno Génésio aconteceu aos 33’ do segundo tempo, com Cornet – que não fez muita coisa hoje – saindo para dar lugar a Memphis Depay, que havia começado de titular em todos os demais jogos. Logo depois, Ranieri colocou El Ghanassy no lugar de Thomasson, e o belga quase fez a diferença de imediato. Achou Iloki sozinho na área que pecou na finalização e permitiu uma defesa de Lopes com os pés, aos 36’ da etapa final.

Mesmo no finzinho, quando Aouar entrou no lugar de Ferri, o Lyon, ao invés de se colocar como mais ofensivo, acabou dando campo para o Nantes fazer tudo que não tinha feito anteriormente. Buscou finalizações, conseguiu contra-golpes e nos últimos minutos se portou melhor que o OL. Definitivamente, na partida de hoje, ninguém mereceu os três pontos e, por isso, o placar ficou em branco.

O OL agora foca seus objetivos para enfrentar o Guingamp, pela 5ª rodada da Ligue 1. O jogo será às 15h do próximo dia 09/09, no Groupama Stadium. O time terá as Datas Fifa como período de descanso e treinamento.

FOTOS: olweb.fr / L'Equipe


MELHORES MOMENTOS:



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[Ligue1 17/18] 4ª rodada - Nantes x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: fcnantes.com

Em três rodadas disputadas, o Nantes venceu apenas um jogo. Atualmente, é o 15º colocado da Ligue 1 e soma somente três pontos. No entanto, o duelo no Stade de la Beaujoire pode trazer novos ânimos ao time, que promete vir embalado após a vitória, fora de casa, diante do Troyes na semana passada. As novidades de Claudio Ranieri são cinco: Diego Carlos e Léo Dubois voltam de lesão, Kacaniklic e Pallois retornam de suspensão e o jovem Kalifa Coulibaly foi relacionado pela primeira vez no time principal. Outro nome que chama atenção na relação é do garoto Samuel Moutoussamy, que até ano passado jogava pelas categorias de base do Lyon.

Lyon que por sua vez também traz novidades. Não podendo contar com Fernando Marçal, lesionado e Sergi Darder, suspenso, Bruno Génésio ganhou duas surpresas do DM. Ferland Mendy, recém contratado do Le Havre finalmente poderá estrear em competições oficiais pelo OL e o jovem Christopher Martins-Pereira, promovido das categorias de base, também está recuperado e pronto para jogar. Outras surpresas ficaram por conta da não relação de Clément Grenier e Mouctar Diakhaby, cortados dos 18. Ponto importante: antes afastado e relegado ao time B, Yanga-M'Biwa foi chamado novamente para o time principal.

A partida entre Nantes e Lyon acontece neste sábado (26/08), às 12h15 do horário de Brasília. No Brasil, a TV5 Monde (canal francês no Brasil), promete transmissão, ao vivo, do duelo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS:  Ferland MENDY, Kenny TETE e RAFAEL;
ZAGUEIROS: Jérémy MOREL, MARCELO e Mapou YANGA-M'BIWA;
VOLANTES: Christopher MARTINS-PEREIRA, Jordan FERRI e Lucas TOUSART;
MEIAS: Houssem AOUAR e Nabil FEKIR;
ATACANTES: Maxwel CORNET, MEMPHIS Depay, Myziane MAOLIDA, Bertrand TRAORÉ e Mariano DÍAZ;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Fernando MARÇAL e Sergi DARDER


  
NANTES:

GOLEIROS: Maxime DUPÉ, Quentin BRAAT e Ciprian TATARUSANU;
LATERAIS: David ALCIBIADE e Léo DUBOIS;
ZAGUEIROS: DIEGO Carlos, Koffi DJIDJI e Nicolas PALLOIS;
VOLANTES: Andrei GIROTTO, Abdoulaye TOURÉ, Adrien THOMASSON e Samuel MOUTOUSSAMY;
MEIAS: Yassine EL GHANASSY, Jules ILOKI, Najib GANDI e Alexander KACANIKLIC;
ATACANTES: Randal KOLO-MUANI, Emiliano SALA, Mariusz STEPINSKI e Kalifa COULIBALY;
TÉCNICO: Claudio RANIERI;
DESFALQUESLUCAS LIMA, Chidozie AWAZIEM, Joris KAYEMBE, Valentin RONGIER, Yacine BAMMOU e Kolbeinn SIGÞÓRSSON


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