domingo, 18 de outubro de 2020

Le Podcast du Foot #134 - As projeções dos franceses na Liga dos Campeões

Filipe Frossard Papini
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Além do PSG, o que esperar dos dois outros franceses na competição? (Arte: terradezizou.com.br)

A UEFA Champions League começa na próxima terça-feira (20) para os clubes franceses. O Paris Saint-Germain, atual vice-campeão, recebe o Manchester United, enquanto o Rennes, caçula na competição, joga em casa contra o Krasnodar. No dia seguinte, na Grécia, será a vez do Olympique de Marseille debutar no torneio contra o Olympiacos.

As projeções dos três clubes franceses estiveram em pauta em Le Podcast du Foot #134. Eduardo Madeira e Renato Gomes se reuniram e analisaram as chances de PSG, Rennes e Marseille em seus respectivos grupos. Confira mais abaixo:

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Lyon abre três gols de vantagem, mas quase deixa a vitória escapar contra o Strasbourg

Filipe Frossard Papini
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Time da região da Alsácia começou a partida de maneira muito frágil, mas uma alteração ainda no primeiro tempo corrigiu os rumos e por pouco não surpreendeu o Lyon numa partida onde Memphis Depay deu três assistências




Jogo dos desesperados. Será que já podemos falar assim na 7ª rodada do Campeonato Francês? Talvez, não. Mas, de fato, Strasbourg e Lyon não vivem momentos para serem celebrados. A situação complicada de ambos na tabela é reflexo de atuações não muito convincentes nos últimos jogos, o que força também os dois times a darem rápidas respostas a seus torcedores. O encerramento da janela de transferência e a certeza da permanência, bem como a chegada de alguns atletas, poderia dar uma nova confiança aos jogadores? Isso só a bola rolando iria dizer.

Para enfrentar o Lyon, o Strasbourg colocou capacidade máxima dentre o público restrito no Stade de la Meinau, criando um barulho ensurdecedor no estádio, mesmo com várias cadeiras vazias. Thierry Laurrey surpreendeu, montando um time super defensivo, com uma linha de cinco e outra de quatro, tendo somente Ajorque isolado na frente. Sem poder contar com os machucados Sels, Lebeau e Mothiba, além do suspenso Djiku, assim ficou escalado o time da região da Alsácia:




Se Laurey trouxe novidades pelo lado do Strasbourg, o Lyon também apareceu diferente, não pela sua formação tática no tradicional 4-3-3, mas pelos nomes que Rudi Garcia colocou em campo. Nas ausências de Bard, Caqueret e Bruno Guimarães (este último suspenso), além do goleiro reserva Pollersbeck, ele decidiu escalar Cornet na esquerda. No meio, um trio com Thiago Mendes, Aouar e Paquetá. Na frente, Kadewere, Toko Ekambi e Memphis Depay. Um time bem diferente das prévias. Veja como ficou:




Mesmo vendo o Strasbourg entrando em campo com uma linha de 5 e outra de 4 jogadores, o Lyon começou a partida com sabedoria: deu campo para o time da casa jogar. Isso desmantelou a ideia do time da casa de ficar na sua, recuado, esperando o OL rodar bola em sua área e sair em contra-ataque. O que aconteceu foi exatamente o contrário. O Lyon era quem aproveitava esse tipo de chance no comecinho.

Aos 9’, por exemplo, Toko Ekambi roubou bola no meio de campo e rapidamente acionou Memphis Depay, que saiu em disparada. O holandês só parou quando finalizou dentro da área, com boa intervenção do goleiro Kamara. Dois minutos depois, o Lyon chegaria assim de novo. Kadewere recebeu em profundidade, avançou e só parou na área, quando finalizou fraco, mas bateu o goleiro dessa vez: 1 a 0 com 11’ de bola rolando!


Aos 16’, o Lyon teria a chance de dobrar o placar. E até conseguiu balançar as redes. Da mesma forma como Kadewere apareceu sozinho no lance do gol, agora foi Lucas Paquetá que surgiu entre a zaga. O brasileiro recebeu e, dando uma cavadinha, concluiu para o gol. Mas a posição de impedimento foi pegada pela arbitragem. Seria um gol para rodar o noticiário brasileiro, na estreia do ex-flamenguista.

A estratégia tática do Lyon seguia funcionando com perfeição. O problema do Stasbourg era ter a bola aos pés. Um time totalmente torto dentro de campo, e os Gones souberam aproveitar isso. Aos 26’, Simakan perdeu bola lá no campo de ataque do Lyon e Memphis Depay foi acionado. Ele saiu em disparada na direita, sem qualquer marcação. Seguiu avançando e só parou na área, quando cruzou no segundo pau e Toko Ekambi completou: 2 a 0!


O Lyon quase fez o terceiro, com Aouar recebendo passe pra trás, vindo da linha de fundo. Mas foi perto dos 32’ de jogo que o Strasbourg chegou pela primeira vez. Recuperaram a bola no campo de ataque e Ajorque conseguiu avançar até a área. Rapidamente tocou pro meio e por lá apareceu o volante Aholou para bater de primeira. Forçou Anthony Lopes a defender com os pés.

Ainda no primeiro tempo, Thierry Laurey mexeu. Tirou seu lateral Carole para colocar Habib Diallo, promovendo a estreia do atacante. Logo após a mexida, o Strasbourg chegou com muito perigo e de forma muito rápida. As duas jogadas construídas pelo meia Liénard. Na primeira, cabeçada de Mitrovic para ótima defesa de Lopes. Depois, chute de Ajorque que levou perigo.


Mas ainda dava tempo para mais coisas na primeira etapa. Aos 42’, Thiago Mendes, na intermediária, achou Memphis Depay, que fez o facão e entrou na área. Passou por goleiro, zagueiro, mas foi travado. No rebote, Toko Ekambi concluiu: 3 a 0! A resposta do Strasbourg veio literalmente na sequência. Defesa do OL bateu cabeça, Bellarde pegou na veia e Lopes espalmou. No rebote, o estreante Diallo fez pro time da casa: 3 a 1!

No segundo tempo, o Strasbourg voltou melhor. Aquela mudança no primeiro tempo, com a entrada de Diallo, mexeu muito com o time, que agora jogava de igual para igual. E não à toa, já voltaram pra etapa final marcando mais um gol. Aos 10’ do 2º tempo, primeiro Lopes salvou uma ótima cabeçada do time da casa. Quase um milagre, mas no rebote a bola seguiu com o Strasbourg. E Aholou simplesmente achou um belo chute de fora da área, rasteiro, no cantinho: 3 a 2!


Pouco depois de sofrer o segundo, o Lyon mexeu. Dembélé apareceu no lugar de Kadewere. Depois, De Sciglio faria sua estreia. Entrou junto com Jean Lucas, nos lugares de Dubois e Aouar, respectivamente. O Strasbourg também mexia, com Sissoko lugar de Bellegarde. Mas antes disso, o OL teve duas chances de ampliar. Primeiro com Dembélé, aproveitando bola mal recuada do time de casa. Depois, Marcelo, em bola área. Subiu mais alto que todo mundo, mas Lala tirou em cima da linha.

O jogo, muito mais equilibrado do que na primeira parte, proporcionava chances de lado a lado. Simakan vinha fazendo o que queria pra cima de Cornet no lado direito do ataque do Strasbourg, enquanto Dembélé reoxigenou o ataque dos Gones e também causava grandes danos por lá. Um gol parecia próximo, de ambas as partes. O jogo aberto proporcionava, acima de tudo, um belo espetáculo.


Já perto do fim, as duas últimas mexidas de lado a lado. Thierry Laurey sacava Thomasson e colocava Majeed Waris. Enquanto Rudi Garcia colocava um zagueiro, Diomandé, para a saída do estreante Lucas Paquetá, que fez um bom primeiro tempo, mas que se atrapalhou um pouco no segundo. Errou alguns passes bobos, perdeu bola na saída, mas nada que comprometesse a atuação regular.

Por fim, o Strasbourg até pressionou. Tentou mesmo. Quase conseguiu. Mas com um misto de competência e sorte, o time de Rudi Garcia conseguiu suportar a pressão até os quatro minutos e meio de acréscimos. Uma vitória suada, que poderia ter sido bem mais tranquila, mas que também agora dá um respiro para o time seguir e se concentrar mais no restante dos jogos que vem na sequência.


O Lyon só volta aos gramados daqui a uma semana, literalmente no próximo domingo, quando terá uma pedreira pela frente: o Monaco. O jogo será no Groupama Stadium, mas não será no horário ingrato para o público brasileiro. A partida está marcada para às 16h de Brasília e vale pela 8ª rodada do Campeonato Francês. Até lá!

FOTOS: ol.fr | rcstrasbourgalsace.fr
CAMPINHOS: Flashscore


MELHORES MOMENTOS:
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sábado, 17 de outubro de 2020

Ligue 1 20/21 | 7ª Rodada - Strasbourg x Lyon

Filipe Frossard Papini
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Finalmente o mercado se encerrou, a data Fifa passou e o Lyon agora terá paz para tentar seguir com a temporada e lutando pelo seu objetivo máximo: a vaga para uma competição internacional no próximo ano. Tendo em seu elenco suas principais peças em relação à temporada anterior, o torcedor ganhar um pouquinho de esperança pela sequência sem distrações por outras competições. O foco total pode ajudar o time na arrancada. Vale lembrar que o OL pisa em campo neste domingo na 14ª colocação, mas basta uma vitória para que volte a disputar por cima.

Seu adversário nessa 7ª rodada será um time que vive um momento ainda pior. O Strasbourg é o atual 18º colocado na tabela e praticamente já entra no modo desespero. Jogando em casa, o time do técnico Thierry Laurey tem alguns desfalques importantes, como o zagueiro/volante Djiku, suspenso, além do goleiro Sels, do jovem meia Lebeau e do bom atacante sul-africando Mothiba. Todos eles barrados pelo departamento médico. A boa notícia para o torcedor alsaciano é a contratação do excelente Habib Diallo, junto ao Metz, e que já deve fazer sua estreia no ataque.

O Lyon também retorna da paralisação cheio de novidades, mas também com um elenco cambaleado de desfalques. A começar também no gol. Lopes o seu reserva Pollerbeck testaram positivo para COVID-19 e não treinaram a semana toda. O titular conseguiu voltar a tempo e deve jogar. Mas não duvide se o jovem Malcolm Barcola, do time B, apareça jogando. Caqueret é outro de fora por coronavirus. Melvin Bard, com dores na panturrilha e Bruno Guimarães, suspenso, nem viajaram. Por outro lado, quatro novidades - além do goleiro da base - na relação: De Sciglio, Benlamri e Özkaçar, que chegaram na janela, vão pro jogo, bem como o jovem lateral direito do time B, Malo Gusto. Paquetá, que ainda não estreou, também se faz presente.

O confronto entre Strasbourg e Lyon acontece neste domingo (18/10), às 8h da manhã do horário de Brasília. No Brasil, por enquanto nenhuma emissora fechou com o Campeonato Francês, portanto, não haverá transmissão. Abaixo, confira os relacionados e as prováveis escalações dos dois times.



LYON

GOLEIROS: Anthony LOPES e Malcolm BARCOLA;
LATERAIS: Léo DUBOIS, Malo GUSTO e Mattia DE SCIGLIO;
ZAGUEIROS: MARCELO, Jason DENAYER, Sinaly DIOMANDÉ, Djamel BENLAMRI e Cenk ÖZKAÇAR;
VOLANTES: JEAN LUCAS e THIAGO MENDES;
MEIAS: Houssem AOUAR e Lucas PAQUETÁ;
ATACANTES: Maxwel CORNET, Moussa DEMBÉLÉ, Rayan CHERKI, Memphis DEPAY, Tino KADEWERE e Karl TOKO EKAMBI;
TÉCNICO: Rudi GARCIA;
DESFALQUES: Julian POLLERSBECK, Melvin BARD, Maxence CAQUERET e BRUNO GUIMARÃES

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Lopes | Dubois, Marcelo, Denayer e De Sciglio | Thiago Mendes, Jean Lucas e Aouar | Memphis Depay, Cherki e Dembélé


STRASBOURG

GOLEIROS: Bingourou KAMARA e Eiji KAWASHIMA;
LATERAIS: Anthony CACI, Lionel CAROLE, Kenny LALA e Ismaël AABEBA;
ZAGUEIROS: Mohamed SIMAKAN, Lamine KONÉ e Stefan MITROVIĆ;
VOLANTES: Jean-Eudes AHOLOU, Dimiti LIÉNARD, Jean-Ricner BELLEGARDE, Ibrahima SISSOKO e Sanjin PRCIĆ;
MEIAS: Adrien THOMASSON e Mehdi CHAHIRI;
ATACANTES: Majeed WARIS, Kévin ZOHI, Ludovic AJORQUE e Habib DIALLO;
TÉCNICO: Thierry LAUREY;
DESFALQUES: Matz SELS, Alexander DJIKU, Adrien LEBEAU e Lebo MOTHIBA

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Kamara | Lala, Simakan, Mitrovic e Caci | Sissoko, Bellegarde, Liénard e Thomasson | Diallo e Ajorque


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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Le Podcast du Foot #133 - O mercado da Ligue 1 passado a limpo

Filipe Frossard Papini
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É hora de saber quem fez um bom mercado na França e quem deixou a desejar (Arte: terradezizou.com.br)

Quais os melhores negócios? As vendas mais vantajosas? E quais causaram maior prejuízo técnico? A janela de transferências da Ligue 1 deu o que falar, especialmente com os dias finais de negociações. Clubes como Paris Saint-Germain, Rennes e Lyon se mexeram bastante e fizeram negócios que chamaram a atenção. O PSG, por exemplo, buscou Rafinha Alcântara no Barcelona, enquanto os Rubro-Negros rechearam o elenco às vésperas do Champions League. O OL, na contramão, encerrou a novela envolvendo Jeff Reine-Adélaïde e o emprestou ao Nice.

O balanço do mercado dos times da Ligue 1 foi passado a limpo em Le Podcast du Foot #133. Eduardo Madeira, do Terra de Zizou, recebe Filipe Papini, do BrasiLyonnais e C’est Le Foot, e Renato Gomes, do Footure, para analisar as principais negociações da janela.

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domingo, 4 de outubro de 2020

Nem com um a mais! Expulsão de Payet no comecinho do jogo não ajuda o Lyon, que segue rotina sem vitórias

Filipe Frossard Papini
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Craque do Marseille foi expulso aos 18 minutos de jogo e, mesmo assim, o OL só conseguiu sair com um empate por 1 a 1, em casa, no clássico




Lyon e Marseille entravam em campo para fazer um dos maiores clássicos do futebol francês. Uns chamam de “Choc des Olympiques”, mas o nome que é mais difundido na França mesmo é “Olympico”, que nada mais é do que o encontro de dois Olympiques, o de Lyon e o de Marseille. Em campo, uma disputa não somente pelo jogo em si, pelos três pontos ou pelo orgulho de vencer o clássico. Também estava em cheque o ambiente do clube. Cinco jogos pra cada lado até aqui. Uma vitória do OL. Duas vitórias do OM. O começo de temporada nada agradável de lado a lado poderá ter um divisor de águas a partir de hoje e essa era a principal luta dentro de campo.

Para o duelo, o Lyon ousou. Rudi Garcia surpreendeu todo mundo em vários fatores. Primeiro, voltou a usar o 4-3-3. Mas na escalação, muitas supresas. Bard começava jogando na lateral esquerda. Thiago Mendes no meio de campo, deixando Bruno Guimarães no banco. Mais na frente, uma trica formada por Cornet, Toko Ekambi e Kadewere. Isso significava a opção de deixar Memphis Depay e Dembélé no banco. Uma decisão bem contraditória que deixou a torcida apreensiva antes mesmo da bola rolar. Ao menos Aouar começava jogando, mas o capitão ficou sendo Dubois – outra escolha diferente. Por fim, Paquetá também nos reservas, em sua partida inaugural. Veja a escalação inicial:


Já o Marseille do técnico André Villas-Boas veio com uma formação que não surpreendeu ninguém, nem mesmo a gente – que já havia previsto na publicação de ontem, de pré-jogo, o mesmo time que acabou indo a campo. O técnico português não inventou moda e, obviamente, mandou para o clássico aquilo que tinha de melhor no seu elenco. Com apenas um desfalque, Bouna Sarr, que deve inclusive sair do clube entre hoje e amanhã, o OM praticamente estava completo para o jogo. E ainda tinha a opção do jovem Luis Henrique, recém chegado do Botafogo, para entrar no segundo tempo. Assim ficou escalado:


Apesar da escalação confusa e contraditória, o Lyon era quem começava bem melhor o clássico. Pressionava, queria jogar com a bola e, diferentemente dos últimos jogos, conseguia criar perigo com ela. Com dois minutos de bola rolando, por exemplo, Dubois teve uma chance clara de empatar, mas acabou isolando a bola dentro da pequena área, quase. Depois, Aouar criou uma chance de cruzamento que passou por todo mundo e Toko Ekambi quase desviou.

A media que o OL ia pressionando, o Marseille parecia cada vez mais acuado. Porém, o bom time de Villas-Boas tinha força ofensiva para mudar isso. E precisou apenas de uma primeira chegada. Foi pelo lado direito, com Thauvin. Ele fez o que quis com a defesa dos Gones passou fácil e achou Payet entrando na área. Mesmo pressionado, o camisa 10 bateu com uma categoria que lhe é peculiar e colocou suave no cantinho. 15’ de jogo: 1 a 0!


Só que a alegria dos marselheses iria durar muito pouco tempo. Em um lance totalmente fora de disputa, Payet acabou acertando um pontapé fortíssimo no tornozelo de Dubois. A árbitra – a primeira mulher a apitar um clássico, diga-se – Stephanie Frappart, acabou dando o cartão amarelo e foi consultar o VAR em seguida para avaliar uma possível expulsão. Rapidamente ela aceitou o pedido e acabou mandando Payet para o chuveiro com 18’ de bola rolando. Um golpe duríssimo para o OM.

É claro que a força que o Marseille tinha criado com o placar aberto, se esvaia de imediato. E o Lyon, que havia começado bem o jogo, queria se aproveitar disso. Continuava atacando. Continuava chegando. E continuava incomodando Mandanda. Mas faltava – como já vem sendo de praxe nesse começo de temporada – a finalização. E isso o Lyon não vinha conseguindo nem com Kadewere e nem com Toko Ekambi, os mais responsáveis por isso em campo.


Aos 26’ de jogo, o Lyon tentava mais uma dessas incursões que acabavam virando jogada pelas pontas e, Melvin Bard, após receber em profundidade, entrou na área e foi até o fundo. Quando ia cruzar, recebeu um pontapé de Álvaro González que acabou se convertendo em pênalti sem a árbitra precisar consultar o VAR. Na cobrança, Houssem Aouar, que vinha sendo a principal peça do Lyon no jogo, converteu no cantinho: 1 a 1!

Já no finzinho da etapa final, o Lyon teve sua chance de virar o jogo, e até conseguiu balançar as redes. Tino Kadewere aproveitou um lance de escanteio e, após chutaço de Toko Ekambi que parou nas mãos de Mandada e depois na trave, a bola sobrou para o zimbabuano sozinho na linha do gol. Ele só teve o trabalho de empurrar. Mas o VAR pegou posição de impedimento de Ekambi e o lance foi acertadamente anulado.


No segundo tempo, o Lyon voltava melhor, até mesmo pela sua superioridade numérica. E o Marseille não agredia mais. Villas-Boas precisava mexer no time, já que havia uma iminência de tomar um gol a qualquer momento. Aos 15’ do 2º tempo, então ele mexeu. Colocou dois jogadores de uma vez: Gueye e Radonjic entraram nos lugares de Kamara e Benedetto, respectivamente.

Ao mesmo tempo em que o técnico português se viu na situação de ter que mexer seu time, Rudi Garcia também tinha e essa iminência, já que precisava marcar para comprovar a superioridade numérica desde o comecinho do jogo, com a expulsão de Payet. Terminar o jogo empatado e com um a mais, seria estranho. Por isso, o técnico do OL também mexeu com Bruno Guimarães e Memphis Depay nos lugares de Caqueret e Cornet, respectivamente.


Mesmo com a superioridade numérica e também técnica, o Lyon dependia muito da individualidade e não tinha um sistema de jogo muito consolidado. Brigava pelo espaço, conseguia avançar as linhas, mas não sabia o que fazer no último terço do campo. Depositava todas as suas expectativas em jogadas de linha de fundo e cruzamentos que quase sempre não terminavam em nada.

Aos 31 do 2º tempo, o Lyon teve mais um gol anulado. Em bate-rebate na área após mais um cruzamento, Aouar conseguiu aproveitar o rebote, mas acabou disputando bola com Mandanda. A arbitragem entendeu que houve falta do meio-campista do OL no goleiro do OM e acabou invalidando o gol. Na sequência, os dois técnicos mexiam de novo. Primeiro, Villas-Boas vinha com Lopéz no lugar de Thuavin. Depois, no OL era a vez Dembélé entrar, para a saída de Kadewere.


O tempo passava e o OL não conseguia fazer o que tinha que ser feito. O gol não aparecia e as chances se tornavam cada vez mais pautadas pelo nervosíssimo. As mexidas tardias também culminavam num tempo muito curto de reação. Já perto dos 40’ do 2º tempo que Garcia queimou suas últimas mexidas, com Diomandé e Cherki para a saídas de Marcelo e Toko Ekambi. Não seria neste domingo a estreia de Lucas Paquetá, inclusive.

As tentativas de alçar bola na área, ou cruzamentos rasteiros, se tornaram frustrações. Enquanto isso, o OM queria uma bola e quase fez com um bom chute de Rongier de fora da área. Para o OL, nem mesmo os quatro minutos de acréscimos foram suficientes, com Memphis Depay errando um chute sozinho ainda no último lance do jogo. Mais um empate e mais um resultado frustradíssimo.


O foco do Lyon agora segue sendo no Campeonato Francês. Mas desta vez, vai visitar o cambaleado Strasbourg pela 7ª rodada da competição. O duelo será somente no dia 18 de outubro, daqui a duas semanas, às 15h do horário de Brasília. A paralisação ocorre em função de mais uma data Fifa, onde jogam as seleções. Até lá!

FOTOS: ol.fr | om.fr
CAMPINHOS: L'Equipe


OS GOLS DO JOGO:
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sábado, 3 de outubro de 2020

Ligue 1 20/21 | 6ª Rodada - Lyon x Marseille

Filipe Frossard Papini
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Sabe aquela história de clássico divisor de águas? É bem isso que vai acontecer neste domingo no futebol francês. O Lyon, que só venceu uma partida das cinco disputadas até agora na Ligue 1, recebe o Marseille, que venceu apenas duas - sendo uma delas o polêmico jogo diante do PSG. Desde aquele encontro, o time mais popular da França não conseguiu vencer mais. Isso significa que aquele que conseguir conquistar uma vitória nesse jogo que encerra a 6ª rodada, ganha um respiro e confiança para seguir o trabalho, mas quem perder, é bom se preparar para uma semana bastante tumultuada, ainda mais com janela de transferências se encerrando.

Por falar em transferência, o Lyon aparentemente pôs um fim a novela de possíveis saídas dos craques do seu elenco. Aouar e Memphis Depay eram disputados por muitos clubes, mas neste sábado o OL se pronunciou dizendo que não vende mais ninguém. Sendo assim, os dois atletas estão relacionados para o Olympico deste domingo, e com novidade. O brasileiro Lucas Paquetá, recém contratado no meio da semana, já está disponível e relacionado pelo técnico Rudi Garcia. O único desfalque dos Gones, portanto, é o meia Jeff Reine-Adélaïde, já que Caqueret e Toko Ekambi retornam de suas lesões.

E se tem novidade de brasileiro no Lyon, também tem no Marseille. O jovem Luis Henrique, recém contratado do Botafogo, também terá a oportunidade de vestir a camisa do seu novo time pela primeira vez. Ele apareceu na lista dos convocados por André Villas-Boas pela primeira vez e pode ser uma opção para o segundo tempo. O time do OM vem praticamente completo, sendo o único desfalque ficando por conta do lateral Bouna Sarr, que não é um nome que figura entre os titulares. Jordan Amavi retorna de suspensão e deve começar jogando na lateral esquerda.

O confronto entre Lyon e Marseille acontece neste domingo (4/10), às 16h do horário de Brasília. No Brasil, por enquanto nenhuma emissora fechou com o Campeonato Francês, portanto, não haverá transmissão. Abaixo, confira os relacionados e as prováveis escalações dos dois times.



LYON

GOLEIROS: Anthony LOPES e Julian POLLERSBECK;
LATERAIS: Léo DUBOIS e Melvin BARD;
ZAGUEIROS: MARCELO, Jason DENAYER, Joachim ANDERSEN e Sinaly DIOMANDÉ;
VOLANTES: JEAN LUCAS. BRUNO GUIMARÃES, THIAGO MENDES e Maxence CAQUERET;
MEIAS: Houssem AOUAR e Lucas PAQUETÁ;
ATACANTES: Maxwel CORNET, Moussa DEMBÉLÉ, Rayan CHERKI, Memphis DEPAY, Tino KADEWERE e Karl TOKO EKAMBI;
TÉCNICO: Rudi GARCIA;
DESFALQUES: Jeff REINE-ADÉLAÏDE

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Lopes | Diomandé, Marcelo e Denayer | Dubois, Bruno Guimarães, Caqueret, Aouar e Cornet | Memphis Depay e Dembélé


MARSEILLE

GOLEIROS: Steve MANDANDA, Simon NGAPANDOUETNBU e Yohann PÉLÉ;
LATERAIS: Hiroki SAKAI, Jodan AMAVI e Yuto NAGATOMO;
ZAGUEIROS: Álvaro GONZÁLEZ, Duje CALETA-CAR e Leonardo BALERDI;
VOLANTES: Boubacar KAMARA, Morgan SANSON, Maxime LÓPEZ, Pape GUEYE, Valentin RONGIER e Kevin STROOTMAN;
MEIAS: Nemanja RADONJIC, Florian THAUVIN e Dimitri PAYET;
ATACANTES: Darío BENEDETTO, LUIS HENRIQUE, Marley AKÉ e Valère GERMAIN;
TÉCNICO: André VILLAS-BOAS;
DESFALQUES: Bouna SARR

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Mandanda | Sakai, Caleta-Car, González e Amavi | Kamara, Rongier e Sanson | Thauvin, Payet e Benedetto


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Le Podcast du Foot #132 - As aventuras de Felipe Saad no futebol francês

Filipe Frossard Papini
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O zagueiro/lateral brasileiro rodou bastante os times médios da França (Arte: terradezizou.com.br)

Se houve algum jogador que aproveitou bem a carreira na França, esse é Felipe Saad. Chegou ao país em 2007 e construiu uma larga trajetória por sete clubes diferentes, até pendurar as chuteiras em junho deste ano. Passou boa parte dos anos em equipes da 2ª divisão, o que não significa que não tenha participado de grandes feitos. No currículo, um histórico título da Copa da França pelo Guingamp, em 2009, além de ter participado de campanhas de acesso por Caen, Évian e Strasbourg.

Algumas dessas memórias foram resgatadas por Saad em Le Podcast du Foot #132. O brasileiro, que hoje é recrutador do Caen e comentarista na emissora francesa RMC, foi o convidado especial do programa apresentado por Eduardo Madeira. Ele conta passagens da carreira, traz características das regiões onde viveu na França e, claro, conta da nova vida longe das quatro linhas. 

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