domingo, 12 de maio de 2019

No Vélodrome, Lyon vence o clássico contra o Marseille e abre vantagem na tabela

Filipe Frossard Papini
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Para o OL agora basta uma vitória nos últimos dois jogos para carimbar a 3ª colocação no Campeonato Francês




A reta final do Campeonato Francês já traz um PSG campeão nacional. Entretanto, há brigas em todas as outras partes da tabela: da zona de rebaixamento até as vagas nas competições internacionais. E esta segunda parte, o OL está vivíssimo e, de certa forma, fazendo seu papel para continuar por ali. O Lille, que está em segundo, praticamente cravou o vice-campeonato. Resta, portanto, o Lyon agarrar a terceira colocação e não soltar mais, até porque, tem muita gente na cola, como o maior rival Saint-Étienne – que perdeu na rodada – além do próprio Marseille, que enfrenta o OL hoje em casa, no tradicionalíssimo “Olympico”, o choque entre os Olympiques de Marseille e de Lyon.

Para jogar em casa, no estádio lotado, o OM trouxe praticamente força máxima para este confronto. O único desfalque que o treinador Rudi Garcia tinha era do lateral direito/ala direito Bouna Sarr. Fora isso, todo mundo presente, apesar do cambaleado Thauvin ter se recuperado de última hora e ter começando o duelo no banco, assim como seu companheiro recorrente de Seleção Francesa, Dimitri Payet. Na imagem abaixo, você pode conferir como ficou o 4-3-3 do Marseille:




Pelo lado do Lyon, os desfalques incomodavam um pouco mais o técnico Bruno Génésio. Apesar dele ter os retornos dos brasileiros Rafael e Fernando Marçal, o OL acabou perdendo outros dois jogadores tão importantes como. O zagueiro Jason Denayer, com problema no menisco, talvez nem jogue mais na temporada. Carta fora. Além dele, Kenny Tete também fica de fora – e possivelmente seria o substituto natural do belga. Sendo assim, quem acabou herdando a vaga foi Jérémy Morel, que não jogava desde janeiro. Outra mudança que Génésio fez foi colocar Cornet de titular e sacar Traoré. Veja como ficou o time:




Com o apito do árbitro Ruddy Buquet iniciando o jogo, e pela imensa força da torcida da casa, o OM começou melhor o clássico. Logo no comecinho, o placar quase foi aberto em lance de bola parada. Um escanteio do OM acabou sendo aproveitado pelo zagueiro Caleta-Car, que subiu mais alto que todo mundo e cabeceou pra frente. Balotelli já aparecia para concluir, mas Lopes, fazendo uma ponte pra frente, apareceu antes e evitou o perigo.

A partir deste primeiro lance e até os primeiros 15’ de bola rolando, o OL começou a querer gostar um pouco mais do jogo. Procurava as ações principalmente do lado esquerdo do jogo, envolvendo bastante Terrier, Mendy e Memphis Depay. O problema que o Lyon não conseguia resolver era no momento do último passe. Faltava capricho – ou tranquilidade – para fazer bonito na hora derradeira.

Enquanto OL tentava pelo lado direito do campo, o OM, que não era bobo, buscava aproveitar com mais intensidade as chances que criavam. Ocampos parecia inspirado e quase abriu o placar aos 18’, quando aproveitou um rebote em um lance em que Luiz Gustavo se embolou com a bola. Pegou de primeira uma pancada, já dentro da área. Lopes novamente precisou intervir, desta vez fazendo uma bela defesa.

Aquele pequeno detalhe que faltava ao Lyon, aconteceu aos 25’ de jogo. Em contragolpe puxado pelo lado direito, Dubois chegou na bola. No cruzamento, tentou colocar na área e a zaga rebateu. No rebote, Aouar tentou bater de primeira. A bola parou nos pés de Cornet no meio do caminho. O marfinense conseguiu dominar dentro da área, não deixou Kamara se aproximar e bateu na saída de Mandanda. Belo gol na raça! 1 a 0!

A partir do momento em que o OL fez o seu gol, o time não chegou mais ao ataque durante um bom tempo na primeira partida. Em contrapartida, o jogo tomava contornos perigosos em termos de “violência”. Os jogadores não tiravam o pé e todas as divididas se tornaram chegadas duríssimas. Isso envolvia a torcida e arrancava protestos a cada chegada de parte a parte, mas Ruddy Buquet parecia ter o controle do jogo na arbitragem.

Antes do apito final, o Lyon ainda teve mais uma oportunidade para tentar ampliar a vantagem construída. Memphis Depay recebeu passe em profundidade e saiu frente a frente com Mandanda. Conseguiu driblar o goleiro campeão mundial pela França, mas perdeu o ângulo na sequência. Mesmo assim, ele tentou bater dali mesmo e acabou desperdiçando a oportunidade, mandando por cima do gol.

No segundo tempo, Rudi Garcia voltou com o seu time com uma troca. Radonjic, que não tinha aparecido durante o jogo, deu lugar para Florian Thauvin – que era dúvida para este jogo. E a partida já retomava com dois lances incríveis. Primeiro, o Lyon perdeu uma oportunidade em bola cruzada que passou por todo mundo. Na sequência deste lance, foi Balotelli quem arrancou suspiros do torcedor ao não acertar uma cabeçada sozinho, no segundo pau. Mandou pra fora sem goleiro.

De fato, o Olympique de Marseille voltava melhor para etapa final, talvez por causa da pressão em ter que correr atrás do resultado. Mas a pressão era, realmente, grande e o gol de empate só não apareceu nos primeiros minutos do segundo tempo por causa de uma sequência incrível de defesas de Anthony Lopes. O goleiro português do Lyon foi responsável direto por defender três bolas do OM seguidas, em questão de menos de 10 segundos. Brilhou o camisa 1 dos Gones.

O Lyon não conseguia atacar e o Marseille crescia no jogo. Era o momento dos donos da casa fazerem valer sua força e sua ascensão no jogo, mas o OL precisou de uma bola para desequilibrar a balança novamente. Em um passe maravilhoso de Ndombele, ele achou Terrier entrando sozinho na área. Caleta-Car não teve escolha e puxou o atacante do Lyon. Ruddy Buquet nem titubeou e apontou o cartão vermelho direto para o defensor croata. OM com um a menos perto dos 25’ do segundo tempo.

Rudi Garcia acabou não recompondo sua zaga com mexidas. Recuou o volante Luiz Gustavo – que já jogou na posição varias vezes na temporada – e colocou foi gente no ataque. Saiu Lucas Ocampos e entrou o centroavante Valère Germain. Génésio também mexeria minutos depois, colocando Dembélé no lugar de Fekir. E antes de Garcia queimar sua última troca com Balotelli saindo por Payet, o OL ainda teve um gol anulado de Cornet. Impedimento bem marcado pela arbitragem.

Já faltando menos de dez minutos para o fim do jogo, Génésio mexeu duas vezes e queimou todas as trocas no jogo. Entraram Tousart e Rafael nos lugares de Terrier e Dubois, respectivamente. A mudança trouxe um efeito praticamente imediato, uma vez que o OL conseguiu marcar mais dois gols no finzinho. O primeiro deles foi com Dembélé. Ele recebeu ótima assistência de Ndombele e ficou frente a frente com Luiz Gustavo. Só cortou pro meio e bateu: 2 a 0!

Ainda teve tempo de Cornet marcar o seu segundo no jogo, o terceiro do Lyon. Ele recebeu uma assistência primorosa de Aouar e saiu com praticamente com meio campo livre para encontrar Mandanda no meio do caminho. Ele ainda tinha a opção de fazer a assistência para Memphis Depay, mas resolveu finalizar para o gol e concluir em 3 a 0! Uma belíssima vitória do OL e com muita propriedade.

O Lyon agora se concentra no seu penúltimo jogo da temporada. Vai enfrentar o Caen, time que ainda briga contra a zona de rebaixamento. O jogo será no próximo sábado (18), às 16h do horário de Brasília. Partida válida, como já foi citada, pela 37ª rodada do Campeonato Francês. O duelo será no Groupama Stadium, casa do OL. Até lá!

FOTOS: ol.fr / Reprodução-Twitter-@OptaJean
CAMPINHOS: Livescore


MELHORES MOMENTOS:
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