terça-feira, 12 de novembro de 2013

Um cachecol e muita confusão!

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi

FOTO: La Provence.com

No último final de semana, o Lyon foi até o Stade Geoffroy-Guichard e venceu o Saint-Étienne com um gol nos acréscimos. Na ocasião, o clássico prolongou ainda mais o tabu que o ASSE tem contra o seu maior rival. Mas isso tudo acabou sendo coadjuvante de uma polêmica. O protagonista? Joël Bats! Sim, aquele mesmo! Ex-goleiro da Seleção Francesa, que defendeu o pênalti de Zico nas quartas de final do Mundial de 86. Não entendeu nada? Calma... Vamos explicar!

O jogo deste domingo, pela primeira vez na história do derby entre Lyon e St-Étienne, foi de torcida única. O estádio dos rivais do Lyon estava abarrotado de torcedores verdes e que possuem fama de serem bem violentos. Joël Bats, atualmente, é o treinador de goleiros do Lyon. E ele tinha um plano arquitetado para atiçar os adversários antes mesmo da bola rolar!

Na hora da entrada dos goleiros, momento ainda do aquecimento, a arquibancada se inflamou em vaias. Bats, sem deixar-se abalar pela pressão, provocando os rivais, se aproximou de uma das traves e amarrou um cachecol do Lyon... E pior: na cara da torcida organizada do Saint-Étienne!

Imediatamente, vários torcedores desceram das arquibancadas. Dois em destaque: um foi direto em direção ao cachecol e o retirou a força. O outro iria em direção a Joël Bats para agredi-lo, mas a equipe de segurança foi rápida ao segurá-lo. Foi preciso que o presidente do ASSE, Roland Romeyer, aparecesse para acalmar os torcedores que estavam por ali, atrás do gol. Não por menos, Romeyer não poupou críticas a Joël Bats após o jogo.

Definitivamente, foi uma situação que colocou o clássico todo em perigo. Esse tipo de provocação pré-jogo poderia ter se desencadeado em uma revolta geral da torcida do Saint-Étienne e corria o risco, até mesmo, da partida não acontecer. O episódio virou destaque na imprensa francesa e, ainda hoje, na terça-feira, seguem comentando sobre.

O "Canal +", emissora que transmitia a partida, fez um breve resumo de todo o acontecimento. Deixei abaixo a tradução de algumas legendas de diálogos que aparecem ao logo do vídeo. Detalhe curioso: era a segunda partida do goleiro Mathieu Gorgelin como profissional. E o arqueiro do Lyon nem sentiu a pressão! Que moral, hein?

Veuillez installer Flash Player pour lire la vidéo

Trechos legendados do vídeo
Joël Bats para Rémy Vercoutre (goleiro reserva na partida):
- Você quer fazer isso? Diga-me.
(Vercoutre não responde.... Bats prossegue):
- Admita que quer.
(Vercoutre dá uma risada, mas não aceita. Na sequência, ele pergunta para Mathieu Gorgelin, o jovem goleiro que seria titular no clássico)
- Mat, se você quer ou não?
(Gorgelin até chega a responder alguma coisa inaudível... E Bats continua)
- Gostou? Vamos, Vamos!
(e explica...)
- Lá no gol... eu vou pendurar nas redes.

Posteriormente, mais para o final do vídeo, o treinador do Saint-Étienne, Christopher Galtier, vai tirar satisfação com Joël Bats.

- Joël! Você não tinha esse direito!
(O treinador de goleiros se defende)
- Eu não sabia! Eu não ia imaginar ...
(Galtier repete...)
- Joël ... Você não tinha o direito.
(Bats continua dizendo que não esperava essa reação)
- Mas eu não sabia...

Por fim, Rémi Garde, treinador do Lyon, interrompeu o diálogo de ambos e colocou panos quentes e minimizou:
- Já acabou! Foi só um cachecol. Vamos lá, já deu...

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domingo, 10 de novembro de 2013

Com gol no último segundo de jogo, Briand dá vitória ao Lyon no clássico

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


Saint-Étienne foi bem melhor na partida mas pagou por deixar o OL agir nos momentos cruciais




Geoffroy-Guichard lotado de torcedores do Saint-Étienne para receber o clássico da região entre ASSE e Lyon. Era o clássico da redenção. Duas equipes lutando para melhorar sua colocação na competição, além de querer mostrar serviço para seus torcedores. O OL, mesmo sem poder contar com a presença de seus torcedores, levou estampado no número do uniforme um mosaico com rostos de torcedores. Foi a forma encontrada pela equipe de trazer consigo o espírito dos “Bad Gones”. A vitória era interessante para os dois clubes. O ASSE poderia encostar no G4 da Ligue1 e o Lyon poderia subir até a 10ª colocação, saindo de perto da zona de rebaixamento.

Em campo, Christopher Galtier mandou força máxima e uma formação, digamos ofensiva para tentar bater o OL. Sem poder contar com seis jogadores, o treinador dos Verdes entrou com um 4-3-3 e muita gente no setor ofensivo. Do meio pra frente, Cohade, Corgnet, Mollo, Hamouma e Brandão não possuíam cacoete de marcação. Isso reforça a tese de que o Saint-Étienne iria em busca de uma vitória dentro de casa e qualquer outro resultado diferente disso, não era algo satisfatório. Dentre os desfalques do ASSE, os dois mais importantes era o zagueiro Kurt Zouma e o volante Fabien Lemoine. Confira a formação inicial do St.Étienne para receber o Lyon:




Pelo lado do Lyon, uma formação mais precavida, mas que já deu certo no comando de Rémi Garde. Ao invés de utilizar o 4-2-3-1, o Lyon entrou em campo com a formação em um 4-3-1-2, podendo variar para um 4-4-2. Malbranque era a peça chave do meio de campo. Ele, sem bola, ajudava Fofana e Gonalons na marcação e, com a bola, tinha liberdade para articular o jogo juntamente com Grenier. Para essa partida, o OL não utilizava-se dos flancos. Os dois homens de frente se completavam ao melhor estilo segundo atacante e centroavante. Lacazette e Gomis já se deram bem jogando desta maneira. A grande novidade do OL na partida era o jovem Mathieu Gorgelin fazendo sua segunda partida como titular. Anthony Lopes se machucou e Vercoutre ainda não está 100% recuperado (e ficou no banco). Confira a formação do Lyon para visitar o Saint-Étienne na noite deste domingo:




Impulsionado pela vibrante torcida, o Saint-Étinne começou a partida em ritmo alucinante. Quase abriu o placar no primeiro minuto. Em jogada construída pelo lado esquerdo e após um bom cruzamento para a área, Gorgelin afastou o perigo, mas colocou nos pés de François Clerc. O ex-lateral do Lyon dominou, mas na hora de finalizar, mandou muito longe do gol, sem qualquer perigo. Era a primeira boa oportunidade criada na partida e que mostrava o ímpeto ofensivo dos donos da casa.

O setor defensivo do ASSE também não estava para brincadeira. Antes mesmo dos dez primeiros minutos, duas faltas fortíssimas aconteceram para matar as jogadas ofensivas do Lyon. Em uma delas, Henri Bedimo quase precisou deixar o gramado, sentido fortes dores. O árbitro Stéphane Lannoy não poupou esforços e, rapidamente, puniu o jogador do St.Étienne com um cartão amarelo. Era o primeiro da partida.

Aos poucos, o Lyon ia tentando quebrar a força ofensiva do Saint-Étienne, mas tinha grandes dificuldades para encontrar espaço no campo de ataque. A marcação do ASSE era segura e fazia bem seu papel. Incomodar Ruffier estava se tornando uma tarefa quase impossível para os jogadores do OL, que até se esforçavam. Mas era em vão. De toda forma, conseguia levar jogo para longe de seu campo defensivo, dificultando assim, jogadas construídas com perigo pelo adversário.

Até a metade do primeiro tempo, a partida havia se tornado burocrática. As duas equipes tocavam as bolas de lado até encontrar espaço no campo para avançar. E, dessa maneira, quase não aparecia nenhuma oportunidade, independentemente do lado. Nenhum lance individual ou em profundidade era possível de aparecer. O Lyon dependia da criatividade de Grenier, Malbranque e Lacazette, os dois últimos sumiram um pouco, Malbranque ficou muito preso na marcação e Lacazette se embolava na defesa adversária. Pelo ASSE, o time dependia de um contra-golpe para mostrar seu poderio de velocidade. Mas esse esperado lance de contra-ataque acabou não aparecendo.

A primeira finalização do Lyon aconteceu só aos 30’ de jogo. Uma finalização fraca de Grenier que não chegou a fazer cócegas nas mãos de Ruffier. Mas era um indício que o OL encontrava maiores espaços na defesa adversária para construir suas oportunidades. Pouco tempo depois, Bedimo, da intermediária, fez uma espécie de chuveirinho na área e achou Gomis sem marcação. O centroavante cabeceou e forçou excelente defesa de Ruffier. Mas o impedimento já era marcado.

No segundo tempo foi onde tudo aconteceu. Logo nos primeiros minutos, precisamente ao 3, em lance de oportunismo após o cruzamento de Henri Bedimo e cabeçada de Gomis, Alexandre Lacazette concluiu e abriu o placar no Geoffroy-Guichard. Um gol que poderia colocar o Lyon em uma situação confortável na partida, sem tensões, podendo tocar a bola com mais paciência e fazer a partida ficar em suas mãos. Teoricamente, essa seria a temática. Mas não foi.

Galtier foi rápido ao perceber a queda de seu time. Mexeu e colocou Max Gradel no lugar de Yohan Mollo. Tecnicamente, uma mudança que não alteraria o esquema do time. Mas dava um novo gás. A alteração surtiu efeito quase que imediato. O ASSE apareceu no campo de defesa do Lyon de forma intermitente. Uma pressão infernal que provava para seu torcedor que o gol de empate era uma questão, somente, de tempo. E foi exatamente assim que aconteceu.

O gol de empate do Saint-Étienne apareceu aos 10’ da etapa final. Uma jogada que começou com Ghoulam pelo lado esquerdo. Ele cruzou na segunda trave e achou Brandão sendo marcado por Bedimo. O brasileiro subiu mais alto e escorou para Hamouma. O meia, com muita precisão, acertou um chute com uma bicicleta maravilhosa e colocou a bola no canto direito de Gorgelin, que nem pulou para tentar alcançá-la. Explosão no estádio e empate no placar.

Gorgelin que, por sinal, não vivia uma boa noite. Cometia os mesmos erros clássicos do colega de equipe Anthony Lopes, mas de maneira mais perigosa e evidente. O principal problema eram as saídas do gol. Sempre estabanadas, sem foco e prejudiciais. Ao melhor estilo catando borboleta e levando todo mundo pela frente no bolo. Ema maior atenção do adversário e o rebote fulminante era questão de detalhe.

Com alterações feitas pelos dois lados, a partida retomava ao estilo burocrático do segundo tempo. Pelo Lyon, Malbranque e Gomis deixavam o campo para dar lugar a Gourcuff e Briand. Depois, Dabo no lugar de Miguel Lopes. Pelo ASSE, Diomandé entrava no lugar de Cohade e reforçava um pouco a marcação. Posteriormente, Hamouma também saiu e deu lugar a Franck Tabanou. O ASSE pisava um pouco mais no freio e o empate já parecia ser um resultado que poderia agradar ao técnico Galtier.

Perto do fim da partida, notava-se um Saint-Étienne mantando o protagonismo do jogo. Mas não era aquela pressão que apertava o OL como fazia no momento em que estava perdendo. Mas, definitivamente, depois que o Lyon abriu o placar, não conseguiu mais chegar ao gol de Ruffier. Apequenou-se e achou o gol de honra o suficiente para segurar o resultado. Típico erro da atual fase do OL, quando somar um ponto, seja lá contra quem for, é algo que já se pode comemorar.

E parecia que iria terminar assim: um 1 a 1 murcho, tomado pelo jogo burocrático e longe de ser um clássico digno da pujança de ASSE x OL. Mas, no apagar das luzes, no último segundo, Gourcuff pegou a bola pela direita, passou pelo marcador, levantou a cabeça e colocou na medida certa para Jimmy Briand subir e cabecear no canto direito de Ruffier, que não conseguiu alcançar! Silêncio no estádio e comemoração intensa no banco de reservas do OL, assim como de seus jogadores em campo. Após o gol, o apito final e nem teve tempo do ASSE esboçar qualquer coisa.

Vitória magra, porém importante para o moral do time. Agora, uma semana de descanso por causa da data FIFA e, depois, só volta aos campos no dia 23/11, contra o Valenciennes, no Stade Gerland. A partida será às 17h de Brasília, válido pela 14ª rodada da Ligue1. Até lá!

FOTOS:  Canal+ / L'Equipe / football.fr / SoFoot / Yahoo.fr / sports.fr / le10sport.comlweb.fr


GOLS DA PARTIDA:



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[LIGUE1 – 13/14] 13ª Rodada - Saint-Étienne x Lyon

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: olweb.fr

Hoje é dia de clássico na Ligue1. O Saint-Étienne abre as portas do Geoffroy-Guichard para enfrentar o Lyon. As duas equipes vivem momentos ruins na competição e enxergam na partida de hoje uma oportunidade para alavancar o moral do próprio elenco e, quem sabe, conseguir uma reação na competição ao longo das próximas rodadas. O ASSE é, atualmente, o 7º colocado da Ligue1 e, uma vitória hoje, poderá o levar até a 5ª colocação. No entanto, o alavanco mais surpreendente seria do Lyon, atual 15º colocado que, somando três pontos, poderia subir para a 10ª colocação.

Enfim, além de ser um clássico portentoso, ainda existe esse viés "salvador" embutido na partida. O estádio do Saint-Étienne, hoje, será tomado por 100% de torcedores verdes. Uma medida política proibiu o acesso de torcedores do Lyon ao município devido as recentes confusões entre as duas torcidas em clássicos anteriores. Sem poder contar com seus torcedores, o OL lançou uma camisa especial para a partida. Os números do uniforme virão em formato mosaico, contendo fotos dos torcedores. É a forma que o clube encontrou de colocar o torcedor perto do time.

A partida não será transmitida ao vivo em nenhuma TV brasileira. Haverá um VT, na segunda-feira, às 16h, no SporTV. Confira baixo os relacionados para ambas as equipes


LYON:

GOLEIROS: Rémy VERCOUTRE e Mathieu GORGELIN;
LATERAIS: Henri BEDIMO, Miguel LOPES e Mouhamadou DABO;
ZAGUEIROS: Samuel UMTITI, Bakary KONÉ e Milan BIŠEVAC;
VOLANTES: Jordan FERRI, Maxime GONALONS e Gueïda FOFANA;
MEIAS: Clément GRENIER, Yoann GOURCUFF e Steed MALBRANQUE;
ATACANTES: Alassane PLEA, Jimmy BRIAND e Bafétimbi GOMIS e Alexandre LACAZETTE;
TÉCNICO: Rémi GARDE;
DESFALQUES: Anthony LOPES, Rachid GHEZZAL e Yassine BENZIA



SAINT-ÉTIENNE:

GOLEIROS: Jessy MOULIN e Stéphane RUFFIER;
LATERAIS: François CLERC, Faouzi GHOULAM e Jonathan BRISON;
ZAGUEIROS: Moustapha BAYAL SALL, Loïc PERRIN e Jean-Pascal MIGNOT;
VOLANTES: Jérémy CLÉMENT e Ismaël DIOMANDÉ;
MEIAS: Renaud COHADE, Benjamin CORGNET e Franck TABANOU;
ATACANTES: Yohan MOLLO, Max-Alain GRADEL, BRANDÃO, Romain HAMOUMA e Mevlut ERDING;
TÉCNICO: Christophe GALTIER;
DESFALQUES: Florentin POGBA, Paul BAYSSE, Kurt ZOUMA, Fabien LEMOINE, Ibrahim SISSOKO e Idriss SAADI


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Na Croácia, Lyon empata com o Rijeka e fica em segundo no Grupo I

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


Com o time misto, OL saiu na frente, mas sofreu o empate com um golaço de Kramarić




O Grupo I da UEFA Europa League continua muito equilibrado, depois de o HNK Rijeka ter conseguido empatar por 1 a 1 com o Olympique Lyonnais.

Alassane Pléa marcou nos primeiros minutos para o Lyon e os franceses pensaram estar em condições de assumir a liderança do grupo, mas Andrej Kramarić marcou um gol soberbo e deu um ponto aos croatas. Este resultado deixa o Lyon no segundo lugar, com seis pontos, menos dois que o Real Betis Balompié, que foi a casa do Vitória SC vencer por 1-0. Os vimaranenses têm quatro pontos e o Rijeka está no último lugar com dois.

O Rijeka queria dar sequência à série de quatro jogos sem perder em casa nas competições europeias desta temporada e teve uma boa oportunidade para inaugurar o marcador aos 11 minutos, mas Leon Benko chutou ao lado após um cruzamento da direita do Zoran Kvržić. A equipa da casa foi castigada três minutos depois, quando Yoann Gourcuff escorou de cabeça após um escanteio de Gaël Danic e Pléa empurrou para o gol.

No entanto, a equipe de Matjaž Kek empatou no meio do segundo tempo, graças a Kramarić, que dominou a bola a 25 metros do gol e deu um chute fulminante que bateu o goleiro Mathieu Gorgelin, que substituiu o lesionado Anthony Lopes na meta do Lyon.

Os visitantes, que tinham somado dois empates nas três primeiras rodadas, apresentaram o português Miguel Lopes de, mas nunca estiveram em condições de levar mais do que um ponto da cidade costeira da Croácia. Gourcuff e Jimmy Briand ainda ameaçaram, mas os homens de Rémi Garde foram pouco contundentes.

ADAPTADO DE:  pt.uefa.com
FOTOS: olweb.fr

OS GOLS DA PARTIDA:


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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

[Liga Europa - 13/14] - Grupo I: HNK Rijeka x Lyon

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: olweb.fr

Na Croácia, às 18h05, o Lyon, que conseguiu uma vitória e dois empates no primeiro turno, visita o Rijeka, lanterna do Grupo I para manter a liderança, atualmente dividida com o Bétis.

Os espanhois visitam o Vitória de Guimarães. Os portugueses tem quatro pontos e estão em busca da zona de classificação.

FONTE: gazetaesportiva.net

Abaixo, veja os relacionados pelo Lyon. O Rijeka não disponibilizou a relação oficial. A partida será transmitida, ao vivo, pelo portal Terra.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN, Jérémy FRICK e Lucas MOCIO;
LATERAIS: Mehdi ZEFFANE, Corentin TOLISSO e Miguel LOPES;
ZAGUEIROS: Bakary KONÉ, Mouhamadou-Naby SARR e Romaric N'GOUMA;
VOLANTES: Jordan FERRI, Sidy KONÉ, Arnold MVUEMBA e Kevin TSIMBA;
MEIAS: Yoann GOURCUFF;
ATACANTES: Clinton N'JIE, Alassane PLEA, Jimmy BRIAND, Gaël DANIC, Zakarie LABIDI e Nabil FEKIR;
TÉCNICO: Rémi GARDE;
DESFALQUES: Anthony LOPES, Farès BAHLOULI, Rachid GHEZZAL e Yassine BENZIA



HNK RIJEKA:

GOLEIROS:
LATERAIS:
ZAGUEIROS:
VOLANTES:
MEIAS:
ATACANTES:
TÉCNICO:
DESFALQUES:


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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Com novo esquema, Lyon encontra jogo variável, mas elenco preocupa

Eduardo Madeira Junior.
@omadeirinha / EuropaFootball




Após cinco partidas, o Olympique Lyonnais voltou a vencer no Campeonato Francês com o triunfo por 2-0 sobre o Guingamp, em partida válida pela 12ª rodada. Assim como na derrota contra o Monaco, na jornada anterior, Remi Garde escalou seu time no 4-3-1-2, com um losango no meio-campo, e, com equipe praticamente completa, viu seus comandados apresentarem jogo mais variável.

Essa variação aconteceu porque o tripé de meias casou direitinho. Maxime Gonalons era o homem central, ficando mais fixo e chefiando a defesa; Steed Malbranque possuía o toque mais clássico, além de ser veloz nos avanços. Se por vezes lhe faltava perna, ocasionada pela idade, sobrava qualidade no passe; já Gueida Fofana mesclava força física, velocidade e bom chute.

Em outras palavras: três jogadores e três características diferentes que foram deveras úteis para o Lyon durante a partida. O OL controlou a faixa central por possuir atletas capazes de preencher o meio tanto ofensivamente, quanto defensivamente.

Além disso, contar com uma trinca de meias versáteis possibilitou maior liberdade a Clément Grenier, que vinha de partidas muito ruins e foi ao menos mais ativo diante do Guingamp, apesar de estar, reconhecidamente, bem abaixo do que pode render.

No ataque, ficou nítido o bom entendimento tático de Bafetimbi Gomis e Alexandre Lacazette. O Predador deixa muito a área, é sua característica apesar de não ser muito técnico. Com isso, sempre deixa um vácuo em seu habitat-natural. Lacazette, observando isso, preencheu esse espaço, como visto no primeiro gol, no qual era o homem mais avançado.

Por vezes, também, os dois homens de frente abriram pelos flancos, o que possibilitava o avanço de Grenier pelo centro, como o famoso “falso nove”. Essa variação aconteceu mais diante do Monaco, já que, contra o Guingamp, o camisa 7 se deslocou mais para a direita.

Além disso, um fator tradicional dos esquemas em losango foi preponderante para o triunfo lionês: as laterais. Como esse sistema tático tende a focar a faixa central, abre-se um clarão nos flancos, logo, torna-se necessária a presença ofensiva dos laterais e, contra o Guingamp, isso foi bem explorado pelo Lyon.

No lado esquerdo, principalmente, Henri Bedimo mostrou a que veio. Após atuações pouco convincentes desde que veio do Montpellier, o atleta teve ótima participação diante dos rubro-negros e foi peça fundamental no ataque.

Mouhamadou Dabo, por visíveis deficiências técnicas, subiu pouco e preocupou-se mais com a marcação. Com isto, Grenier e Lacazette puderam flutuar mais pelo flanco direito.

Bastou um ótimo primeiro tempo (e duas falhas tolas do adversário) para o Lyon fazer o resultado de 2-0, que seguiu até o final da partida. O OL pressionou muito durante os primeiros 25 minutos, criou muitas chances e, apesar do bom comportamento defensivo adversário, mostrou uma atitude não vista nas rodadas anteriores.




Só que o elenco é a maior preocupação de Remi Garde. O esquema em losango deu certo por contar com atletas específicos para cada posição, sem haver jogadores de características semelhantes entre os titulares. Foi necessária uma lesão para que tudo fosse desarticulado.

Gonalons sofreu entrada criminosa de Moustapha Diallo, que foi expulso, e deixou o campo lesionado, dando lugar a Jordan Ferri. Com isso, Fofana, que estava preocupado com providenciais avanços, atuou mais fixo na defesa, com Ferri, de características semelhantes à de Malbranque, atuando mais avançado.

No 11 contra 10, o Lyon não aparentava estar jogando um a mais, pois cedeu território ao Guingamp e não incomodou tanto a meta de Ndy Assembe.

E com isso fica a lição para Garde não se acomodar com o resultado, como costuma fazer. Não é porque o Lyon fez ótimo primeiro tempo no 4-3-1-2 que ele deve usar esse esquema todo jogo, já que, como fora supracitado, pro “3” do sistema, o técnico contava com três jogadores de estilos e aplicações em campo diferentes, o que lhe fornecia uma variação de jogo muito interessante.

Garde tem histórico de se acomodar após bons resultados imediatos e isto, para um técnico que trabalha com elenco curto e sem grandes valores individuais, nunca é bom. Lisandro López foi um dos que foi fritado pelo comodismo de Garde com um sistema tático. Por isso, é necessário que haja um entendimento do treinador que é necessário mexer no esquema quando as lesões lhe atrapalham. Falta material humano de qualidade, mas não falta elenco com atletas de variados valores individuais.

Na atual situação do Lyon, o importante é não se acomodar após bom resultado e atuação que apresente um horizonte agradável. A escassez do elenco não proporciona um conforto para Garde, tanto na questão dos jogos, quanto em sua situação de emprego.

Lopes está verde

Além de Gonalons, o Lyon perdeu o goleiro Anthony Lopes lesionado. Por volta dos 25 minutos da etapa inicial, o arqueiro lionês dividiu bola com o ataque do Guingamp e levou a pior, se contundindo e dando lugar a Mathieu Gorgelin.

Apesar de lamentarmos a lesão do atleta, fica uma lição para o português. A dividida se deu em um lance em que a saída da meta era absurdamente desnecessária, coisa rotineira para ele.

Hugo Lloris, quando ainda vestia a camisa do Lyon, também possuía o hábito de sair do gol em momentos errados, porém, eram em lances pontuais, como bolas na marca do pênalti e repletas de companheiros, onde sua permanência na meta lhe dava mais chances de defender. Com o tempo evoluiu e hoje, no Tottenham, pouco se ouve de falhas do francês.

Mas Lopes tem uma mania diferente: sai em todas as bolas, não importando quem está pela frente e a necessidade desse abandono de meta. Seus erros tem sido constantes e algumas vezes custam resultados, como quando saiu de forma aloprada no primeiro gol do Monaco na derrota por 2-1.

O português tem só 23 anos e só nesta temporada tem jogado constantemente. Está verde, não é maduro o suficiente para aguentar a barra da situação ruim do Lyon. Remy Vercoutre, que está retornando de lesão, deve ter sua volta adiantada caso essa contusão de Lopes seja séria. E isso, por linhas tortas, é uma notícia boa, pois Vercoutre não só tem mais cancha (além dos 33 anos, tem mais de dez anos no clube) como é um goleiro pronto. Admito que não acreditava no potencial do veterano quando Lloris foi embora, mas ele correspondeu no último ano e pode ser peça chave para a recuperação do Lyon nesta temporada.

OS MELHORES MOMENTOS:


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sábado, 2 de novembro de 2013

[LIGUE1 – 13/14] 12ª Rodada - Lyon x Guingamp

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi


FOTO: olweb.fr

Completamente em crise, com apenas três vitórias em 15 jogos por todas as competições e a cinco sem ganhar na Ligue 1, o Lyon vê a sombra do rebaixamento crescer sobre o clube, algo que parecia há tempos anunciado após as enormes decisões questionáveis de seu presidente.

A esperança da equipe nessa rodada está no retorno de alguns jogadores da defesa que estiveram fora por lesão, como Umtiti e Bisevac. No meio, Gourcuff também retorna - mais ainda não foi relacionado.

A campanha do Guingamp é pra deixar orgulhoso qualquer torcedor, recém-promovido à elite, o time briga por vaga em Europa League, fazendo uma campanha que vê as boas atuações premiadas por bons resultados.

O que pode afetar o rendimento do time nessa partida é ter usado titulares na derrota de quarta-feira para o Évian TG pela Copa da Liga, o que além de ter seu efeito na fadiga dos atletas também deixa sua marca na confiança do elenco. Ou não.

FONTE: Apostas Online

A partida será às 17h de Brasília e o canal SporTV2 transmite o jogo, ao vivo. Confira abaixo os relacionados pelas duas equipes.


LYON:

GOLEIROS: Anthony LOPES e Mathieu GORGELIN;
LATERAIS: Corentin TOLISSO, Henri BEDIMO, Miguel LOPES e Mouhamadou DABO;
ZAGUEIROS: Samuel UMTITI e Milan BIŠEVAC;
VOLANTES: Jordan FERRI, Maxime GONALONS e Gueïda FOFANA;
MEIAS: Clément GRENIER e Steed MALBRANQUE;
ATACANTES: Alassane PLEA, Jimmy BRIAND e Bafétimbi GOMIS, Gaël DANIC e Alexandre LACAZETTE;
TÉCNICO: Rémi GARDE;
DESFALQUES: Rémy VERCOUTRE, Bakary KONÉ, Yoann GOURCUFF e Rachid GHEZZAL


GUINGAMP:

GOLEIROS: Guy-Rolland N'DY ASSEMBÉ e Hugo GUICHARD;
LATERAIS: Jonathan MARTINS PEREIRA, Reynald LEMAÎTRE e Dorian LÉVÊQUE;
ZAGUEIROS: Jérémy SORBON, MATHEUS e Christophe KERBRAT;
VOLANTES: Mustapha DIALLÓ, Lionel MATHIS e Younousse SANKHARÉ;
MEIAS: Fatih ATIK, Thibault GIRESSE, Claudio BEAUVUE e Steeven LANGIL;
ATACANTES: Christophe MANDANNE, Mustapha YATABARÉ, Ladislas DOUNIAMA e Rachid ALIOUI;
TÉCNICO: Jocelyn GOURVENNEC;
DESFALQUES: Mamadou SAMASSA, Baissama SANKOH e Grégory CERDAN


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