quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Com dois gols irregulares, PSG elimina o OL

Filipe Frossard Papini
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Em um dos gols de Ibrahimovic, e no outro de Rabiot, os autores dos gols estavam em posição de impedimento. Mas a vitória do time de Paris, ainda assim, foi merecida




A supremacia do PSG na França é incontestável. Já são quase 11 meses sem perder em competições nacionais e o duelo de hoje era mata-mata. Jogo válido pelas oitavas de final da Copa da França no Parc des Princes. O Lyon tinha a faca e o queijo nas mãos para dar uma virada na temporada, que vem sendo bastante conturbada. O PSG, como de praxe, era favoritaço para o duelo e ainda se dava ao luxo de poupar alguns atletas. Como manda o figurino da competição, em caso de empate, prorrogação, e se permanecer assim, disputa de pênaltis.

Como poupados, o PSG se dava ao luxo de deixar David Luiz, Blaise Matuidi e Angel Di María no banco de reservas. Além disso, nem relacionou Kevin Trapp e Ezequiel Lavezzi. Como desfalques, Laurent Blanc tinha o lateral Grégory Van Der Wiel, o volante Marco Verratti e o meia Javier Pastore. Ainda assim, com o esquema definido no 4-3-3, o time parisiense tinha uma qualidade incontestável e uma linha de defesa composta por quatro brasileiros: Marquinhos, Thiago Silva, Maxwell e Thiago Motta. Abaixo, confira como ficou escalado o Paris Saint-Germain:




O Lyon também vinha com mudanças. E mudanças contestáveis. Bruno Génésio mudou o time que havia ganhado do Angers no final de semana. Sacou Mapou Yanga-M’Biwa, Clément Grenier e Mathieu Valbuena. Entraram jogando: Bakary Koné, Sergi Darder e Maxwel Cornet. Taticamente, a equipe se mantinha a mesma. Mas as saídas de Yanga-M’Biwa e Valbuena eram contestáveis em função da qualidade daqueles que os substituíram. A entrada de Darder era explicada pela pegada que o treinador pensava em aplicar na saída de bola dos adversários. Confira como ficou escalado o OL:




Com o apito do árbitro, o jogo já tomava um ritmo muito intenso. O Lyon tinha uma proposta de jogar muito em cima. E ditava a situação. Pressionava bastante a defesa adversária e, quando ela tinha a posse, também pressionava muito a saída de bola. Isso minava a posse de bola do PSG e deixava o jogo muito mais favorável ao Lyon a ponto de Blanc precisar jogar em contra-ataques... que poderiam ser cirúrgicos a qualquer momento.

A proposta de jogo diferente do Lyon fazia sentido. O time se comportava bem, mas não arriscava para o gol. Além disso, tinha uma agravante que poderia ser primordial: o nervosíssimo. Os jogadores, nitidamente, sentiam a pressão do jogo e sabiam que um erro poderia ser fatal. Exatamente por isso, a bola parecia queimar nos pés de alguns jogadores e até o seguro goleiro Anthony Lopes cometia algumas saídas do gol meio atabalhoadas.

Com o passar do tempo, o PSG foi gostando mais do jogo e já conseguia explorar um pouco mais do seu campo de ataque. Chegava com perigo, principalmente em jogadas onde o brasileiro Lucas era acionado e, com dribles rápidos em espaços curtos, ele conseguia se livrar dos marcadores e achar bons passes. Foi dessa forma que a primeira boa chance do jogo foi criada aos 31’. Cavani recebeu ótima assistência do Lucas e desperdiçou uma chance inacreditável. Ele estava sozinho e finalizou rente a trave.

O Lyon também teve uma chance incrível para abrir o placar no primeiro tempo. E ela aconteceu aos 39’ de jogo. Lyon trocou passes de forma rápida pelo lado esquerdo do ataque até chegar aos pés de Maxwel Cornet. O atacante fez a jogada que Ghezzal vem utilizando muito. Aquela de carregar a bola para o meio e finalizar. Feito isso, ele acertou o cantinho esquerdo de Sirigu que precisou se esticar muito para evitar o gol, arrancando suspiros do Parc des Princes.

Antes do intervalo, o OL ainda teve uma nova oportunidade, quando Lacazette recebeu na intermediária, dominou, girou e chutou por cima do gol de Sirigu, mas sem qualquer perigo. Definitivamente, o primeiro tempo foi bastante equilibrado. As duas equipes tiveram chances e não souberam aproveitar. O time que tivesse a pontaria mais firme e se cansasse menos no segundo tempo, certamente, levaria vantagem.

Para o segundo tempo, o jogo havia ganhado muita velocidade logo no início. Chances foram criadas pelos dois lados cada errinho era explorado pelo adversário. As duas equipes com muito foco e tentando buscar as poucas oportunidades que surgiam ao longo da troca de passes. Ibrahimovic, aos 10’ da etapa final quase acertou o canto de Lopes depois de trocar passes com Lucas. Era a primeira grande chance depois do intervalo.

O PSG, definitivamente, tinha voltado para o jogo com mais eficiência e mais vontade. Era, de fato, melhor do que o Lyon na segunda parte. Aquela marcação sob pressão que o OL fazia no começo do jogo já não existia mais e o jogo era amplamente dominado pelo time de Blanc. Não à toa, o placar foi aberto aos 18’ do segundo tempo. Jogada pela esquerda, Lucas venceu Jallet, entrou na área, cruzou e Morel fechava junto com Ibrahimovic que venceu e empurrou para as redes. 1 a 0!

E não demorou muito para o Paris Saint-Germain dobrar o placar. Em uma jogada muito similar a do primeiro gol, Lucas carregou a bola com muita velocidade, agora pelo meio. Com muita calma, ele esperou a ultrapassagem de Aurier, abriu pela direita, o lateral recebeu, cruzou e Ibrahimovic – em posição de impedimento – recebeu em claras condições de só virar o pé e colocar no canto de Lopes. 2 a 0!

Depois do segundo gol, algumas trocas. O Lyon colocou Valbuena no lugar de Cornet e Grenier no lugar de Darder. O PSG tirava Ibrahimovic, já visando poupar o jogador, e colocava Di María. Enquanto isso, o Lyon perdia uma oportunidade clara de diminuir o marcador quando Lacazette pegou rebote de um bate-rebate na área e, quase na pequena área dominou e mandou por cima.

Com os ânimos já abalados e percebendo que não tinha como revirar o resultado, o Lyon perdeu a mão do jogo e agora jogava para o alto tudo aquilo que havia construído no jogo até então. Se desleixou total e deu a oportunidade para o Paris Saint-Germain marcar o terceiro. Em mais uma jogada pelo lado esquerdo do ataque Maxwell cruzou pra área e lá estavam Cavani e Rabiot muito impedidos mas, mesmo assim, o segundo finalizou e a arbitragem confirmou o gol e o 3 a 0 no placar!

Depois do gol, Blanc sacou Thiago Motta e lançou David Luiz. Mais tarde, foi a vez de Matuidi substituir Aurier. Pelo Lyon, Génésio queimava sua última troca tirando Jallet e colocando Ferri. Nada mudava que se via dentro de campo. Um resultado injusto, mas o PSG totalmente pleno e soberano com a bola aos pés. Não tinha como perder o controle mais do jogo e só esperava o fim do jogo.

Perto do fim e já nos acréscimos, a arbitragem provou ser bastante ruim e, no apagar das luzes, anulou um lance em que Di María sairia sozinho no campo de ataque e em muita velocidade. O impedimento havia sido marcado, mas o argentino saiu do campo de defesa. Isso prova que, apesar da merecida vitória parisiense, o placar foi altamente prejudicado mais uma vez pelo apito de Clément Turpin.

Seguindo a sequência constante de jogos, o Lyon volta agora ao Parc OL para receber o Caen em jogo válido pela 26ª rodada da Ligue1. A partida será neste domingo, às 11h da manhã de Brasília. Até lá!

FOTOS: PSG.fr / L'Equipe


OS GOLS DA PARTIDA:



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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

[COPA DA FRANÇA 15/16] Oitavas de final - PSG x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: allpaname.fr

PSG e Lyon enfrentam-se no Parc des Princes, em Paris, em jogo pelas oitavas de final da Copa da França.

O histórico de confrontos entre os dois times favorece, claramente, a equipe do PSG: nos 10 jogos disputados o PSG conquistou oito vitórias, dois empates e uma derrota. Vale relembrar que as equipes já se encontraram nesta temporada em três oportunidades: três vitórias do PSG.

A equipe do PSG vem para este jogo motivada devido a vitória conquistada frente ao Marselha, por 1-2, em jogo que Ibrahimovic e Di Maria marcaram os gols da equipe. Neste momento a equipe do PSG segue tranquilamente na 1ª posição com 69 pontos, mais 24 do que o 2º, Monaco.

Para chegar a esta fase da competição o PSG teve que vencer o Wasquehal e o Toulouse, com vitórias por 0-1 e 2-1, respectivamente. Em relação aos gols nos últimos dez jogos, a equipe comandada por Laurent Blanc marcou em média 2,2 gols e sofreu somente 0,5 gols por jogo.

Além disto os parisienses abriram o placar em nove dos dez jogos anteriores, e em todos os jogos saiu vencedor no final dos 90 minutos. No único jogo que começou em desvantagem, a equipe conseguiu virar o placar na partida. É importante destacar que o melhor período da equipe situa-se entre os 61 aos 75 minutos: marcou nove gols.

A equipe de Bruno Génésio vem para este jogo com uma grande vitória sobre a equipe do Angers, por 0-3: os gols foram marcados por Jallet, Tolisso e Ghezzal. Neste momento a equipe visitante ocupa a 6ª posição com 36 pontos somados.

Pela competição o Lyon passou pelo Limoges e pelo Chambly, com vitórias por 0-7 e 0-2, respectivamente. Observando os gols nos últimos dez jogos é possível verificar que a equipe visitante marcou em média 2,2 gols e sofreu em média 0,8 gols por jogo.

Além disto a equipe do Lyon abriu o placar em cinco dos dez jogos anteriores, e em todos os jogos venceu no final dos 90 minutos. É importante destacar que o melhor período da equipe visitante situa-se nos últimos 15 minutos de jogo, período em que marcou sete gols e sofreu somente um gol.

FONTE: Academia Das Apostas Brasil

A partida acontece nesta quarta-feira (10/02), às 18h05 do horário de verão de Brasília. O jogo terá transmissão do SporTV2 e do Esporte Interativo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois clubes.


LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Henri BEDIMO, Christophe JALLET e Jérémy MOREL;
ZAGUEIROS: Mapou YANGA-M'BIWA, Bakary KONÉ e Samuel UMTITI;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Corentin TOLISSO, Sergi DARDER e Jordan FERRI;
MEIAS: Clément GRENIER, Mathieu VALBUENA e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Zakarie LABIDI e Maxwell CORNET;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: RAFAEL, Nabil FEKIR e Aldo KALULU



PSG:

GOLEIROS: Nicolas DOUCHEZ e Salvatore SIRIGU;
LATERAIS: Serge AURIER, MAXWELL e Layvin KURZAWA;
ZAGUEIROS: DAVID LUIZ, MARQUINHOS e THIAGO SILVA;
VOLANTES: Blaise MATUIDI, Christopher N'KUNKU, Adrien RABIOT, THIAGO MOTTA e Benjamin STAMBOULI;
MEIAS: Ángel DI MARÍA e LUCAS;
ATACANTES: Edinson CAVANI, Jean-Kévin AUGUSTIN, Hervin ONGENDA e Zlatan IBRAHIMOVIC;
TÉCNICO: Laurent BLANC;
DESFALQUESGrégory VAN DER WIEL, Marco VERRATTI e Javier PASTORE


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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Lyon goleia e volta a lutar pelas vagas europeias

Filipe Frossard Papini
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Angers sofreu um gol logo no início e teve, em seguida, um jogador expulso. OL controlou o jogo até o fim, esticando o placar nos momentos certos




O Angers é o grande azarão da Ligue1 nesta temporada. Time modesto que acabou voltando da Ligue2 nesta temporada e já aparece brigando no topo da tabela. E quem achava que seria um cavalo paraguaio, se enganou bastante. O time continua fazendo boas exibições e batendo de frente com qualquer adversário – exceto o extraterrestre time do PSG. Na manhã deste sábado, o Monaco ainda ganhou do Nice, o que daria a oportunidade do time da casa subir uma posição na tabela, em caso de vitória, e assumir a 3ª colocação da Ligue1. O Lyon também tinha uma missão interessante. Poderia sair da 10ª colocação e subir quatro posições, dependendo da combinação de resultados.

Para parar o Lyon, o técnico Stéphane Moulin não tinha desfalques para o jogo e recebia reforços importantes saindo do departamento médico do clube. Ismaël Traoré e Billy Ketkéophomphone retornavam e estavam a disposição do treinador. E Moulin não pensou duas vezes para escalar ambos como titulares. Além disso, o OL poderia reencontrar uma prata da casa e que, até na temporada passada, figurava no time principal: Mohamed Yattara. Ele foi repassado ao Standard Liège no começo da temporada, não deu certo no time belga que o repassou para o Angers. Ele já tinha jogado por lá e feito uma Ligue2 muito digna. Confira a escalação:




Pelo Lyon, também havia novidades entre os titulares. Kalulu começaria jogando no lugar de Valbuena. Era opção de Génésio. Mas ele se machucou no aquecimento e, minutos antes do jogo, Valbuena acabou sendo escalado. Fora isso, Ghezzal também iniciava – diferentemente da última partida, onde Cornet começou jogando. Bakary Koné, que voltava de lesão, compunha o banco de reservas. Dentre os desfalques do OL, somente Nabil Fekir e Rafael no DM. Além deles, ainda tinha Gueïda Fofana, se recuperando no time B. Abaixo, confira como ficou os 11 iniciais de Génésio:




Com capacidade para um pouco mais de 15 mil espectadores, o acanhado Stade Jean Bouin tinha lotação máxima na tarde deste sábado. E os torcedores presentes se surpreenderam com as boas chances criadas pelo Lyon, bem no início do jogo. No primeiro minuto, Ghezzal criou a primeira oportunidade de gol, em jogada pela direita. Ele viu Tolisso entrando na área e fez o passe. O volante do OL bateu direto pro gol a zaga rebateu na primeira chance da partida.

O Angers poderia dar a resposta, quando o goleiro Letellier cobrou tiro de meta e a bola caiu nos pés de Yattara, que chegou a vencer Umtiti na disputa, entrou na área e na hora de finalizar perdeu o ângulo e acabou chutando pra fora. Sem perdoar, e como contraresposta, o Lyon voltou a atacar, com Valbuena pela direita. Ele fez uma jogada, sobrou para Grenier que perdeu a bola. A zaga rebateu mal e o rebote sobrou para Jallet colocar no ângulo, com categoria, abrindo o placar aos 13’. 1 a 0!

Já nervoso com a desvantagem no placar, o Angers perdeu o controle do jogo quando Thomas Mangani deu uma entrada fortíssima no tornozelo de Tolisso e o árbitro Frank Schneider decidiu acertadamente expulsar o volante do time da casa, que ficava com um a menos ainda aos 16’ de jogo. A partir daí, o Lyon tinha a faca e o queijo na mão para dominar o jogo com total soberania.

Após a expulsão, o time do Angers colocou o pé no freio em todos os sentidos. Passou a ser mais cauteloso e diminuiu muito a compactação dentro de campo, permitindo poucas trocas de passes entre os jogadores do Lyon, mesmo estando com um jogador a mais. Por outro lado, com o OL mais solto dentro de campo, hora ou outra, sempre acabava sobrando um espacinho para um ataque do Angers, que surpreendentemente não perdeu suas capacidades com o vermelho de Mangani.

Enquanto isso as dificuldades do Lyon se concentravam muito no setor ofensivo. Valbuena errava tudo que tentava, inclusive passes curtos e simples. Ghezzal, quando era acionado do outro lado do campo, facilmente perdia a bola ou rifava na esperança de uma jogada de efeito na qual ele tinha muita dificuldade na execução. Sobrava para Grenier e Lacazette se virarem, e como não pareciam inspirados no dia de hoje, o marasmo tomava conta da parte ofensiva.

Antes de acabar o primeiro tempo, o Lyon tentou mais algumas vezes, principalmente pelo lado direito, envolvendo Ghezzal e Grenier, mas mais uma vez a ineficiência e a falta de qualidade pesou para um possível dobramento do placar. Do outro lado, o Angers dependia das bolas paradas de Ketkéophomphone e do centroavante Yattara, que brigava muito e ganhava pouco.

Na voltar do intervalo, aquele mesmo cenário do início do jogo: Lyon apertando para fazer um gol logo no começo. E funcionou. Com menos de 2’ da etapa final, Valbuena inverteu o jogo da esquerda para a direita. Jallet dominou, tocou para Ghezzal que girou sobre a marcação, ficou de frente para o gol e colocou no ângulo de Letellier em um lapso de qualidade em que não se viu durante todo o jogo. OL 2 a 0!

O Angers já não conseguia mais se achar em campo. A dificuldade já seria grande com os 11, com um a menos, dificultou demais, ainda mais com uma vantagem de dois gols do OL no placar. Moulin acabou decidindo optar por duas trocas ao mesmo tempo. E tirou dois jogadores que estavam bem em campo: Gilles Sunu e Billy Ketkéophomphone. Colocou Arnold Bouka-Moutou e Saïd Benrahma.

Mesmo com as mudanças, o Lyon ditava o jogo. Parecia jogar em casa e imprimia o ritmo que queria. O Angers tornava-se franco atirador. Buscava uma falta dura para forçar uma expulsão do Lyon ou uma tentativa de gol inesperado para colocar um tempero a mais no jogo. O Lyon tentava por calma no jogo, bola no chão e passes certeiros, na tentativa de cozinhar a partida e levar tudo na mais pura tranquilidade.

Aos 24’ do segundo tempo, a tão sonhada oportunidade de gol que o Angers tentava criar desde o primeiro tempo apareceu. Saïss disputou bola no meio e ganhou de dois, passou rapidamente para Andreau, caindo pela esquerda. O lateral foi até o fundo e cruzou para a área, procurando a referência de estatura que era N’Doye. O capitão do Angers conseguiu subir mais alto que todos, mas cabeceou pra fora. Passou muito perto.

Com 32’ da etapa final, o Angers queimava sua alteração tirando Mohamed Yattara e colocando Jean-Pierre N’Samé. Poucos minutos depois, foi a vez de Génésio mexer e já pensando no próximo jogo, poupando nomes. Lacazette saiu para entrar Cornet. A movimentação de Cornet permitiu maior atividade do OL no ataque e assim saiu o terceiro gol, aos 36’. Valbuena caiu pela direita, chamou a marcação, cruzou pra trás e rasteiro. Lá estava Tolisso para bater de primeira e fazer. 3 a 0!

Após o gol, Génésio troca duas vezes. Entraram Ferri e Darder nos lugares de Tolisso e Grenier. Até o momento do apito final, os dois times tiveram chances importantes de gol. O Angers por bola parada e o Lyon por vacilo da defesa da casa. Mas, por fim, ficou por isso mesmo. Um 3 a 0 que ajuda muito o elenco do OL não só a subir na tabela, como também em moral para encarar as próximas pedreiras que os esperam.

Agora o Lyon tem um páreo duríssimo pela frente. Jogo válido pelas oitavas de final da Copa da França e o adversário é o imbatível PSG, no Parc des Princes. Vale como o jogo do ano para o OL e todo cuidado é pouco para esta partida eliminatória. A partida será na quarta-feira de cinzas, dia 10/02, às 18h05. Até lá!

FOTOS: FranceFootball / L'Equipe / olweb.fr


OS GOLS DA PARTIDA:



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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

[LIGUE1 15/16] 25ª rodada - Angers x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: olweb.fr

Finalmente o Lyon conseguiu um resultado bastante favorável ao vencer o Bordeaux por 3 a 0. Agora, para seguir no caminho positivo, precisa mostrar trabalho também fora de casa. A missão será diante do surpreendente Angers, time recém promovido da Ligue2 e que atualmente ocupa a 4ª colocação da tabela. Como estimulo ainda maior, os donos da casa poderão acompanhar o confronto entre Mônaco e Nice, na manhã de sábado, que são dois times que estão na sua frente na tabela.

O técnico Stéphane Moulin terá como incentivo o retorno de dois atletas: o meia Billy Ketkéophomphone e do zagueiro Ismaël Traoré. Pelo Lyon, Bakary Koné retorna ao time que continua seguindo sem muitos desfalques e aguardando o retorno esperadíssimo de Nabil Fekir, programado para o mês de março.

A partida acontece neste sábado (06/02), às 14h do horário de verão de Brasília. No Brasil, SporTV e a TV5 Monde irão transmitir o jogo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Henri BEDIMO, Christophe JALLET e Jérémy MOREL;
ZAGUEIROS: Mapou YANGA-M'BIWA, Bakary KONÉ e Samuel UMTITI;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Corentin TOLISSO, Sergi DARDER e Jordan FERRI;
MEIAS: Clément GRENIER, Mathieu VALBUENA e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Aldo KALULU e Maxwell CORNET;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: RAFAEL e Nabil FEKIR


ANGERS:

GOLEIROS: Alexandre LETELLIER e Denis PETRIC;
LATERAIS: Gaël ANGOULA, Arnold BOUKA-MOUTOU, Yoann ANDREU e Vincent MANCEAU;
ZAGUEIROS: Grégory BOURILLON, Ismaël TRAORÉ e Romain THOMAS;
VOLANTES: Thomas MANGANI, Romain SAÏSS e Cheikh N'DOYE;
MEIAS: Billy KETKÉOPHOMPHONE, Charles DIERS e Saïd BENRAHMA;
ATACANTES: Mohamed YATTARA, Gilles SUNU e Jean-Pierre N'SAMÉ;
TÉCNICO: Stéphane MOULIN;
DESFALQUES(?)


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Lyon vence em casa e marca dois gols no apagar das luzes

Filipe Frossard Papini
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Lacazette foi o autor de dois dos três gols na vitória sobre o Bordeaux, que estreou três jogadores




Quarta-feira também é dia de Campeonato Francês. A rodada 24 aconteceu toda no dia de hoje e também ontem. Boa parte dos jogos ocorreram hoje, às 16h de Brasília. E o Lyon abria as portas do novíssimo OL Parc para receber o Bordeaux. O time visitante vinha de um ótimo jogo, onde bateu o Rennes por 4 a 0 e aparecia com moral para enfrentar os Gones. O OL, por sua vez, não estava muito animado e com uma péssima sequência de jogos, vindo inclusive de uma derrota contra o Bastia. A pressão era por melhores resultados e um jogo mais vistoso e a chance era hoje, com a ajuda da torcida e contra um adversário de renome.

Em campo, Bruno Génésio não mudou muita coisa do time que perdeu na Córsega no último final de semana. O 4-3-3 foi mantido e de novidades, somente a volta de Grenier ao time titular, no lugar de Ferri, e também a oportunidade dada a Maxwell Cornet entre os 11 iniciais, deixando Rachid Ghezzal iniciando no banco de reservas. E no banco também havia uma novidade, o meia-atacante Zakarie Labidi, com nove gols pelo Lyon B, ganhava uma oportunidade de integrar o time principal. Veja abaixo como ficou a formação do treinador do OL:




Do outro lado do gramado, o Bordeaux, sob a batuta do ex-lateral Willy Sagnol, também adotava a mesma formação tática: o 4-3-3. A tática favorecia a frente do time que tinha como armas o artilheiro do elenco, Cheick Diabaté e o uruguaio Diego Rolán, que eram os destaques do time sob a retaguarda do experiente Jaroslav Plasil, que comandava o meio de campo. O jogo era importante para o Bordeaux também pela estreia do lateral Mathieu Debuchy, emprestado pelo Arsenal, do goleiro Bernardoni, emprestado do Troyes e de Mauro Arambarri, que começava no banco. O brasileiro Malcom também poderia ter essa oportunidade, chegou a ser relacionado para o jogo, mas ficou fora da relação do treinador nos vestiários. Abaixo, veja como ficou:




Nos primeiros momentos do jogo, aquele cenário que já conhecemos: apoio incondicional dos torcedores e o time, de certa forma, correspondendo dentro de campo. A posse de bola era bastante superior ao do Bordeaux, somando incríveis 68% de posse, de acordo com a transmissão oficial do jogo. Ainda assim, o problema era sempre o último passe, que nunca chegava. E quando chegava, não era aproveitado.

Foi isso que aconteceu aos 17’, quando Diabaté tentou sair jogando no campo de defesa, teve a bola roubada por Cornet que avançou e achou um passe mágico para Lacazette. Assistência cruzada, pronta para o arremate. Mas, no último instante, Guilbert atrapalhou a finalização do artilheiro do Lyon, que perdeu o tempo da bola e deixou escapar uma chance formidável de oportunidade de gol.

Em outra oportunidade de Lacazette, o camisa 10 perdeu aquele que poderia ser um gol antológico. Em cruzamento para a área, a zaga rebateu pra fora. Morel escorou de peito e tocou para Lacazette que em um lance de extrema agilidade, conseguiu dar um chapéu em Vada e, antes mesmo da bola cair no chão, bateu de primeira. A bola foi pra fora, mas se entrasse, seria notícia em todo o mundo.

Nesse momento, o Bordeaux já não era tão passivo em campo. Já conseguia chegar, principalmente pelos lados do campo. E, mesmo chegando menos, poderia ter aberto o placar logo aos 30’ de jogo, quando Diego Rolán aproveitou toda uma lambança da defesa do OL, penetrou na área e chutou muito forte no gol. Lá estava Anthony Lopes para fazer sua primeira boa intervenção na partida.

Quando parecia que o primeiro tempo iria terminar naquele modorrento 0 a 0 que estamos acostumados a ver nos últimos jogos, o Lyon arrumou um contra-ataque aos 41’, quando Tolisso carregou a bola e esperou o momento certo da ultrapassagem de Lacazette. O atacante recebeu em condições e, com velocidade, passou pelo goleiro Bernardoni e tocou sutilmente até a bola tocar o fundo das redes. 1 a 0!

Após o gol, o Bordeaux, ainda um pouco assustado com a desvantagem no placar, tentou chegar como uma última oportunidade antes do intervalo e quase conseguiu. Com bola alçada na área, a zaga rebateu mal e Diabaté finalizou com perigo. A bola bateu no corpo de Yanga-M’Biwa e alguns jogadores até chegaram a pedir pênalti, que acertadamente não foi marcado pelo árbitro Fredy Fautrel.

Na volta do intervalo, por pouco, o Lyon não perdeu dois jogadores por lesão. Primeiro foi Gonalons, que dividiu bola com Contento e sentiu o joelho. Depois foi a vez de Umtiti disputar bola com Diabaté no meio de campo e receber uma cotovelada do atacante grandalhão do Bordeaux. O jogo precisou ser interrompido, Umtiti se queixava muito da entrada. Mas os dois atletas do OL prosseguiram no jogo.

Apesar da superioridade do OL, até mesmo no segundo tempo, foi o Bordeaux quem teve a primeira oportunidade na segunda etapa da partida. Aos 11’, escanteio, a bola passou por todo mundo e caiu nos pés de Diego Rolán, no segundo pau. Provavelmente, ele não esperava uma oportunidade tão clara assim de gol e, mesmo dentro da pequena área, se embananou todo para finalizar e perdeu o tempo de bola.

O Lyon seguia melhor em campo e até poderia ter conseguido aumentar a vantagem no placar em diversas oportunidades que o ataque criou, mas que acabava sem um desfecho interessante ou perigoso. Génésio, percebendo que poderia ter chances de dobrar o placar, lançou Ghezzal no lugar de Valbuena – que não vem fazendo boas exibições. Sagnol promoveu duas trocas em seguida. Estreou Mauro Arambarri e depois Enzo Crivelli nos lugares de Valentin Vada e Jaroslav Plasil.

Percebia-se claramente uma tentativa de mudança de postura dos girondinos, inclusive na formação tática que, naquele momento, tinha quatro homens de frente e dois centroavantes. O gol de empate era buscado com jogadas aéreas e isso quase ocorreu perto dos 30’ do segundo tempo. Rolán subiu no terceiro andar e conseguiu uma ótima cabeçada. Anthony Lopes foi buscar no cantinho para evitar o empate.

A resposta do Lyon veio de imediato. Ghezzal puxou contra-ataque pela direita, foi até o fundo, cortou para o meio e bateu com força. A bola passou perto do ângulo em uma jogada que já está ficando bem tradicional. Após o lance, Génésio trocou pela segunda vez, lançando Ferri no lugar de Grenier e dando mais poder de marcação. Sagnol queimava a última troca colocando Thomas Touré no lugar do estreante Mathieu Debuchy. Aos 37’, o Lyon trocava Cornet por Kalulu na última alteração do jogo.

Já no apagar das luzes, quando tudo parecia que seria um abafa do Bordeaux e um recuo do OL, se mostrou o contrário. O Lyon acabou fazendo mais dois! O primeiro veio de um cruzamento de Jallet que o goleiro Bernardoni trombou com o defensor. A bola caiu no chão e Lacazette completou. Depois, já nos acréscimos, tabela do Lyon no ataque com rápida troca de passes e Jallet serviu Kalulu para empurrar para as redes. Ótimo resultado e agora um pingo de tranquilidade para seguir no campeonato.

No sábado mesmo o Lyon já volta a campo, dia 06/02, em mais uma partida da Ligue1. Esta, válida pela 25ª rodada. O adversário é o surpreendente Angers, no Stade Jean Bouin. A partida será às 14h do horário de Brasília. Até lá!

FOTOS: L'Equipe / Girondins.com / Le Parisien


OS MELHORES MOMENTOS:

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Le Podcast du Foot #54 – Os reflexos da soberania do PSG na Ligue1

Filipe Frossard Papini
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... E essa comemoração se repete jogo a jogo
(FOTO: EuropaFootball.wordpress.com / PSG.fr)

Só uma hecatombe tira o título da temporada 2015/2016 do Campeonato Francês das mãos do Paris Saint-Germain. Invicto, o PSG já tem mais de 20 pontos de vantagem para o segundo colocado, Monaco, e caminha a passos gigantescos para o tetracampeonato. Melhor campanha em casa, melhor campanha fora, melhor ataque, defesa menos vazada, time mais disciplinado… O desempenho parisiense é irrepreensível.

Mas em meio a este desempenho, surge o questionamento: quais os reflexos para a Ligue1?

Em meio a esta discussão, que coloca em xeque a competitividade do campeonato, Eduardo MadeiraFilipe Papini e Vinícius Ramos debateram este assunto na edição #54 de Le Podcast du Foot.

OUÇA O MATERIAL NO DISPLAY ABAIXO:



Ouça a TODAS AS OUTRAS EDIÇÕES do podcast.

Comente também nos blogs do Eduardo Junior, do Vinícius Ramos e na minha coluna do SporTV! Ahh... passe lá na fan page da Ligue1Brasil no Facebook também!

Passe aqui depois e me diga o que achou. Deixe seu pitaco, sua dica, sua reclamação e também a sua pergunta. Você pode ter seu nome lido no programa. Seja corneteiro. Faça parte do podcast!


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

[LIGUE1 15/16] 24ª rodada - Lyon x Bordeaux

Filipe Frossard Papini
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FOTO: olweb.fr

O Lyon vem de uma derrota para o Bastia no último final de semana. Já o Bordeaux, goleou o Rennes por 4 a 0 e poderá estrear duas novas contratações do mercado de inverno: Debuchy, vindo de empréstimo do Arsenal e Malcom, ex-atacante do Corinthians. As posições na tabela não se diferem muito, mas o lado psicológico mostra um duelo de opostos na tarde de amanhã no OL Parc.

Uma vitória do OL o faz ficar entre a parte de cima da tabela novamente e uma vitória do GdB pode os colocar de vez na briga pela classificação em ligas europeias. Promessa de jogo aguerrido na 24ª rodada da Ligue1. E com muitos desfalques, o time do técnico Willy Sagnol conta com o fator psicológico para abater o irregular Lyon.

A partida acontece nesta quarta-feira (03/02), às 16h do horário de verão de Brasília. No Brasil, nenhuma emissora de TV irá transmitir o jogo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Henri BEDIMO, Christophe JALLET e Jérémy MOREL;
ZAGUEIROS: Mapou YANGA-M'BIWA e Samuel UMTITI;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Corentin TOLISSO, Sergi DARDER e Jordan FERRI;
MEIAS: Clément GRENIER, Mathieu VALBUENA e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Zakarie LABIDI, Aldo KALULU e Maxwell CORNET;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: RAFAEL, Bakary KONÉ e Nabil FEKIR



BORDEAUX:

GOLEIROS: Jérôme PRIOR e Paul BERNARDONI;
LATERAIS: Mathieu DEBUCHY, Diego CONTENTO, Maxime POUNDJÉ e Frédéric GUILBERT;
ZAGUEIROS: Lamine SANÉ e Cédric YAMBÉRÉ;
VOLANTES: Clément CHANTÔME, Abdou TRAORÉ, Mauro ARAMBARRI e Valentín VADA;
MEIAS: Jaroslav PLASIL e Thomas TOURÉ;
ATACANTES: MALCOM, Diego ROLÁN, Adam OUNAS, Cheick DIABATÉ e Enzo CRIVELLI;
TÉCNICO: Willy SAGNOL;
DESFALQUES: Cédric CARRASSO, Milan GAJIC, PABLO, Nicolas PALLOIS, Grégory SERTIC, André BIYOGO POKO, Robin MAULUN, JUSSIÊ, Nicolas MAURICE-BELAY e Isaac KIESE THELIN


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