domingo, 8 de abril de 2018

Memphis Depay brilha e participa dos cinco gols da goleada do OL diante do Metz

Filipe Frossard Papini
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O holandês marcou um gol e deu passe para outros quatro, dois deles para o zagueiro brasileiro Marcelo, que marcou duas vezes logo no começo do jogo




Bruno Génésio disse ao longo da semana que o Lyon teria outras sete finais até o fim da temporada. Ele estava se referindo a quantidade de jogos que ainda restam ao time na Ligue 1 e a possibilidade de ainda conseguir uma vaga para a próxima Liga dos Campeões.  O cenário não é tão perturbador assim. Precisa apenas passar o Marseille na 3ª colocação da tabela, com apenas dois pontos separando ambos. Isso significava que, uma vitória neste domingo, já colocaria pressão aos marselheses que jogariam mais tarde. A vantagem do OL neste duelo? Enfrentar o lanterna (disparado) da temporada: o Metz!

Além de ser um time que somou apenas 22 pontos em 31 jogos, o time da casa tinha um enorme problema para este jogo, em específico: ao todo são nove desfalques que o técnico Frédéric Hantz não poderia contar para o confronto. Isso significa que se todos fossem titulares, o último colocado do campeonato teria que entrar com um time reserva, claro que não é o caso. Mas não jogavam: Selimovic (suspenso) e os lesionados Didillon, Udol, Assou-Ekotto, Efouba Ayissi, Bisevac, Goudiaby, Jouffre e Jallow. Abaixo, veja como ficou os titulares:




Visitando o Metz mais uma vez – que sempre faz lembrar aquela vez, em dezembro de 2016, quando um rojão vindo da torcida acertou o goleiro Anthony Lopes, o OL tinha a gana de querer vencer para fazer a já citada pressão no Olympique de Marseille na tabela – que enfrentaria o Montpellier mais tarde. Mesmo com a volta de Mariano Díaz, Bruno Génésio decidiu começar com ele no banco, repetindo praticamente a formação tática que venceu bem o Toulouse na semana passada. Isso significa que, mais uma vez, Memphis Depay seria o centroavante do time titular. Veja como ficou:




Com a bola rolando, o público nem tinha chegado direito ao Stade Saint-Symphorien, e o Lyon já assustava no primeiro lance. Memphis Depay finalizou e Kawashima buscou no cantinho, mandando para escanteio. Na cobrança, o susto virou pesadelo. O próprio Memphis colocou na cabeça do brasileiro Marcelo, que subiu mais que Niakhaté para abrir o placar com 1’ de jogo: 1 a 0.

O Metz parecia dominado. Era o Lyon quem continuava chegando. Em um lance de escanteio bem parecido com o primeiro gol, o time da casa quase sofreu mais um revés, desta vez seria com Lucas Tousart, mas ele falhou na finalização. A reação do time da casa só aconteceu aos 14’. Foi a primeira chegada boa na partida. Roux recebeu na entrada da área e bateu de primeira. Lopes fez uma ponte para evitar o empate.

Parecia que o Metz cresceria um pouco no jogo. Começava a gostar da partida, conseguia tocar bem a bola e até avançava sua linha de marcação. Mas faltava muito. O Lyon só precisava de escanteio para chegar com perigo. Lembra do primeiro gol? Cruzamento de Memphis no corner e gol de cabeça do Marcelo? Exatamente isso aconteceu novamente, aos 21’. O brasileiro marcava seu segundo na partida. O segundo do OL: 2 a 0!

Era muito simples entender o motivo da derrocada do Metz. Sua defesa era frágil, não sabia sair jogando e tinha problemas de posicionamento. O meio de campo dava muitos espaços. Ndombélé e Aouar, a todo momento, tinha liberdades absurdas para sair carregando a bola da defesa ao ataque. E os homens de frente eram pesos de papel. Sem qualquer capacidade para construir jogadas individuais, tabelas, infiltrações, etc. O Lyon vencia pela imensa diferença de qualidade de jogo.

Com a desvantagem de dois gols no placar, o time da casa batalhava muito para tentar não sofrer essa derrota. Era nítida a questão da garra e vontade de mudar esse panorama. E por isso, mesmo sem querer, tentavam com exagero de força roubar a bola no ataque e faziam muitas faltas por ali. O time visivelmente estava nervoso e incomodado com a derrota, mas não parecia ter munição em mãos para mudar isso.

Antes mesmo do fim do intervalo, o Metz tentou mais uma vez de fora da área. Florent Mollet foi quem arriscou e Lopes, com os pés, acabou evitando. Mollet, inclusive, era o mais determinado do time da casa ao lado de Nolan Roux. Jogavam praticamente sozinhos. Mas, apesar deste susto que foi uma chance real de gol, o Lyon logo tomou as rédeas do jogo de novo e já voltava a dominar a bola no campo de ataque. O jogo parecia controlado em grande parte do tempo.

Na volta do intervalo, não teve gol relâmpago como no primeiro tempo. O Lyon quase fez o terceiro só perto dos 10’. Em uma jogada pela esquerda, Bertrand Traoré avançou até quase a linha de fundo e cruzou para a área. Por lá, quem aparecia para tentar a finalização no segundo pau era Memphis Depay. O holandês conseguiu chegar, mas na hora de finalizar, mandou muito por cima. Isolou!

Se Memphis desperdiçou o lance anterior, no seguinte ele fez o certo. Ndombélé carregou bola no meio de campo e achou o holandês se distanciando da marcação em arrancada. A assistência deu certo e Depay acabou tocando na saída do goleiro japonês Kawashima e colocou no cantinho: 3 a 0! Na sequência, tinha mais Memphis Depay. Por questão de poucos minutos, lá estava ele com a bola novamente, foi até o fundo, perto da área e prendeu. Achou Traoré entrando e o burkinabé marcou o 4º do OL com assistência do holandês: 4 a 0!

Depois do quarto gol, trocas. O Lyon trocou tudo em pouco tempo, colocando primeiro Mariano Díaz no lugar de Traoré e depois Gouiri para a saída de Houssem Aouar. Mais tarde, Pape Cheikh Diop estreava pela Ligue 1, saindo Ndombélé. Frédéric Hantz também alterava seu time, mas por lesão. Palmieri era mais um agora na lista de lesionados e dava espaço para Rivierez. Depois foi a vez de Mollet dar lugar para Poblete.

Por duas vezes, o Metz conseguiu causar perigo ao gol de Anthony Lopes. Nas duas, em ocasiões de fora da área. Na primeira, quem assustou muito foi Renauld Cohade. Ele pegou um chutaço de fora da área e mandou no ângulo. Lopes buscou em uma defesa plástica e salvadora. Depois, foi Nolan Roux, que tabelou com Rivière e tentou colocar no cantinho. A bola raspou na trave. Foi por pouco.

Mesmo com o placar em franca goleada, o Lyon parecia querer mais. Mariano Díaz entrou e queria buscar o dele. Talvez por isso, foi bastante individualista nas chances que teve. Mas se teve alguém que não foi fominha hoje, este alguém era Memphis Depay. Em mais uma oportunidade de gol, ele passou para Mariano Díaz que, desta vez, conseguiu ampliar. Tocou na saída de Kawashima e fez o 5º do OL. E mais uma com assistência de Memphis. Era a quarta dele no jogo: 5 a 0!

Com o placar elástico e já pertinho do fim, o Lyon se tranquilizou no jogo. Todo mundo que queria fazer gol já tinha feito e o Metz já era animal abatido dentro do gramado. No Saint-Symphorien, os torcedores já não gritavam mais e só assistiam ao espetáculo protagonizado, principalmente, por Memphis Depay. Antes de Gautier apitar o fim de jogo, a turma já saía do estádio a e vitória do OL já estava mais do que sacramentada. Nem precisou de acréscimos.

Em mais uma das “finais” que Bruno Génésio citou na coletiva, o Lyon agora foca suas forças no Amiens, no próximo sábado (14). A partida será no mesmo horário em que foi esta, contra o Metz: 12h do horário de Brasília. Duelo válido pela 33ª rodada do Campeonato Francês, no Groupama Stadium. Até lá!

FOTOS: France Football / olweb.fr
CAMPINHOS: L'Equipe


GOLS DA PARTIDA:


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[Ligue1 17/18] 32ª rodada - Metz x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: FCMetz.com

O Campeonato Francês já está praticamente decidido. Apesar do empate do PSG na rodada, o título será de Paris e isso é apenas uma questão de tempo. Sendo assim, a competição agora parte a ter contornos decisivos em outras questões, como rebaixamento e zona de classificação para as ligas europeias da próxima temporada. E é neste ponto que o Lyon deposita todas as suas fichas para salvar sua temporada. Para classificar para a próxima Champions League, o time precisa sair da 4ª colocação e ultrapassar o Marseille, que atualmente se encontra em 3º e com apenas dois pontos a mais. Nesta rodada, o OL jogará primeiro, com o OM justamente fechando a rodada no domingo.

A vantagem máxima do Lyon é que ele vai enfrentar o pior time da temporada. O Metz somou apenas 22 pontos em 31 jogos, sendo o lanterna disparado da atual edição da Ligue 1. Para o duelo deste domingo, inclusive, o time comandado pelo técnico Frédéric Hantz ainda tem uma lista extensa de nove desfalques, o que torna o cenário praticamente catastrófico para o confronto. Suspenso, Selimovic já era carta fora do baralho confirmada. Soma-se isso as lesões de  Didillon, Udol, Assou-Ekotto, Efouba Ayissi, Bisevac, Goudiaby, Jouffre e Jallow, a sorte do técnico é que Mollet, Rivierez e Balliu, que não treinaram no início da semana, se recuperaram a tempo, senão o estrago seria ainda maior.

Pelo lado do OL, a coisa é mais simples um pouco, apesar de também trazer desfalques importantes. Fekir, por exemplo, que já voltou a treinar com bola, talvez fique 100% pronto somente na partida da próxima rodada. Cornet é outra ausência por lesão que não pode viajar para Metz. Por outro lado, Mariano Díaz que não teve condições de encarar o Toulouse na rodada anterior, já está de volta e é presença confirmada no time neste domingo. A surpresa do técnico Bruno Génésio ficou por conta da não convocação de Myziane Maolida. O atacante, que é o atacante reserva imediato foi preterido pelo também jovem Amine Gouiri, que assinou seu primeiro contrato profissional com o OL no começo desta semana.

O confronto entre Metz e Lyon acontece neste domingo (08/04), às 12h do horário de Brasília. No Brasil, o SporTV deve transmitir a partida, ao vivo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: RAFAEL, Fernando MARÇAL, Kenny TETE e Ferland MENDY;
ZAGUEIROS: Jérémy MOREL, Mouctar DIAKHABY e MARCELO;
VOLANTES: Lucas TOUSART, Pape Cheikh DIOP, Jordan FERRI e Tanguy N'DOMBÉLÉ;
MEIAS: Houssem AOUAR;
ATACANTES: MEMPHIS Depay, Bertrand TRAORÉ, MARIANO Díaz e Amine GOUIRI;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Nabil FEKIR e Maxwel CORNET



METZ:

GOLEIROS: Eiji KAWASHIMA e Quentin BEUNARDEAU;
LATERAIS: Iván BALLIU, Julian PALMIERI e Jonathan RIVIEREZ;
ZAGUEIROS: Moussa NIAKHATÉ e Fallou DIAGNE;
VOLANTES: Renaud COHADE, Georges MANDJECK e Gerónimo POBLETE;
MEIAS: Farid BOULAYA, Mathieu DOSSEVI, Florent MOLLET e Danijel MILIČEVIĆ;
ATACANTES: Opa N'GUETTE, Nolan ROUX, Ibrahima NIANE e Emmanuel RIVIÈRE;
TÉCNICO: Frédéric HANTZ;
DESFALQUES: Thomas DIDILLON, Matthieu UDOL, Vahid SELIMOVIĆ, Benoît ASSOU-EKOTTO, Théodore EFOUBA AYISSI, Milan BISEVAĆ, Lemouya GOUDIABY, Yann JOUFFRE e Ablie JALLOW


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domingo, 1 de abril de 2018

Sem Fekir e Mariano Díaz, Memphis Depay chama a responsabilidade e dá vitória ao Lyon

Eduardo Santos
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O holandês marcou os dois gols da equipe diante do Toulouse




O jogo começou com o Toulouse se defendendo, em busca dos contra ataques, o Lyon por sua vez tocava muito a bola mas não conseguia chegar na cara do gol. A primeira chance apareceu logo aos 13 minutos, quando Aouar teve a chance de abrir o placar e acabou desperdiçando a boa oportunidade que teve.

Enquanto o OL chegava, o time visitante, quando ia ao ataque, não sabia o que fazer com a bola, tanto que nos primeiros 20 minutos do jogo não haviam conseguido chega, sequer, uma vez. Nessa levada, o Lyon já tinha chegado com perigo em dois momentos.

O terceiro aconteceu após um erro na saída de bola dos visitantes. Rafael recuperou a bola, lançou Aouar - que tirou de dois jogadores - e tocou para Depay empurrar para o fundo do gol. Estava aberto o placar aos 23 minutos de jogo.

Aos 36, Géné foi obrigado a fazer sua primeira mudança. Cornet, que com as ausências ofensivas do OL no jogo de hoje conseguiu chance para começar jogando, saiu lesionado para entrada de Maolida. Menos de cinco minutos depois, os Gones ampliavam o placar com Memphis Depay, cobrando um pênalti sofrido por Ndombélé: 2 a 0!

O primeiro tempo se encerrava com o Lyon apontando 64% de posse de bola, com 13 finalizações contra duas do TéFéCé. Um a estatística, que apesar de simples, mostrava que o placar de 2 a 0 era um indicativo real de quem merecia estar com o placar em boa vantagem na primeira parte do confronto.

Na segunda parte, o ritmo começou morno, muito toque de bola e poucas oportunidades. O Toulouse encontrava muita dificuldade em sair pro jogo. E o Lyon, por mais que colocasse pressão, não conseguia elaborar jogadas com sucesso. Mas esse ritmo mais ofensivo dos donos da casa ocasionava em alguns erros de passes que dava brecha para  TFC tentar aproveitar, mas pecavam muito na finalização.

Até o fim do jogo, o Lyon administrou bem o placar e tocou a bola sem pressionar os visitantes. Soube cozinhar o resultado e fazer valer o placar construído na etapa inicial. Sem seus dois principais jogadores, o dever de casa foi cumprido como manda o figurino.

Com a vitoria o Lyon foi aos 60 pontos e se manteve na 4º posição, dois pontos atrás do Marseille. O sonho pela vaga na próxima Liga dos Campeões ainda continua. Já o Toulouse, está na 17º posição com 30 pontos, um ponto a mais que o Troyes primeiro time na zona de play-offs de rebaixamento.



FOTOS: olweb.fr


Lyon (4-3-3): Lopes | Rafael, Marcelo, Morel e Mendy | Tousart, Ndombélé e Aouar | Traoré (Ferri, 82'), Cornet (Maolida, 36') e Memphis Depay (Gouiri, 88')

Toulouse (4-3-3): Lafont | Amian, Issa Diop, Jullien (Fortes, 26') e Sylla | Cahuzac, Sangaré e Imbula (Toivonen, 76') | Jean (Mubele, 69'), Max-Gradel e Sanogo

Gols: Memphis Depay (23' e 43')


MELHORES MOMENTOS:

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sábado, 31 de março de 2018

[Ligue1 17/18] 31ª rodada - Lyon x Toulouse

Filipe Frossard Papini
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FOTO: Academia das Apostas

Depois de uma semana sem Campeonato Francês, em função de Datas Fifa, a competição está de volta e com a 31ª rodada a pleno vapor. Já no sábado, o Marseille, que disputa a 3ª colocação com o OL, venceu o Dijon e se garantiu na posição. Além do OM, o PSG também já havia jogado por esta rodada lá no dia 14 e, claro, venceu o Angers por 2 a 1. Fora isso, o Monaco jogará na quarta-feira e todos os demais jogos serão no domingo, inclusive Lyon x Toulouse, que fecham a rodada no último duelo do dia.

Para o Lyon, a partida é importantíssima por um único motivo: o OL não disputa mais nada nesta temporada, além da própria Ligue 1. E a única chance de buscar algo é vencer, vencer e vencer, para poder ultrapassar o Marseille no primeiro tropeço que tiverem. É a única forma de "salvar" uma temporada que prometia muitas coisas que acabaram não acontecendo. O grande problema nisso tudo é que o Lyon receberá o TFC com dois importantíssimos desfalques: Fekir - ainda machucado - e Mariano Díaz, suspenso. Fernando Marçal, afastado da última partida, retorna.

Se o duelo era importante para o OL, para o Toulouse era um confronto de, praticamente, vida ou morte. Até antes dos jogos de sábado, o TéFéCé ocupava a 17ª colocação, com um ponto de distância do Troyes, atualmente o time na zona de playoff de rebaixamento. Uma vitória no Groupama Stadium poderia fazer o Toulouse subir duas posições, nada mais justo do que encarar o confronto como um divisor de águas para salvar o finzinho da temporada. Sem importantes nomes como Moubandjé, Yago, Bodiger e Delort, o técnico interino Michaël Debève terá, ao menos, os retornos de Jullien, Cahuzac e Sangaré.

O confronto entre Lyon e Toulouse acontece neste domingo (01/04), às 16h do horário de Brasília. No Brasil, nenhuma emissora deve transmitir a partida, ao vivo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: RAFAEL, Fernando MARÇAL, Kenny TETE e Ferland MENDY;
ZAGUEIROS: Jérémy MOREL, Mouctar DIAKHABY e MARCELO;
VOLANTES: Lucas TOUSART, Pape Cheikh DIOP, Jordan FERRI e Tanguy N'DOMBÉLÉ;
MEIAS: Houssem AOUAR;
ATACANTES: MEMPHIS Depay, Bertrand TRAORÉ, Maxwel CORNET, Amine GOUIRI e Myziane MAOLIDA;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Nabil FEKIR e MARIANO Díaz



TOULOUSE:

GOLEIROS: Mauro GOICOECHEA e Alban LAFONT;
LATERAIS: Kelvin AMIAN, Clément MICHELIN e Issiaga SYLLA;
ZAGUEIROS: Issa DIOP, Steven FORTES e Christopher JULLIEN;
VOLANTES: Alexis BLIN, Yannick CAHUZAC, Ibrahim SANGARÉ, SOMÁLI e Giannelli IMBULA;
MEIAS: Jimmy DURMAZ;
ATACANTES: Ola TOIVONEN, Firmin MUBELE, Yaya SANOGO, Corentin JEAN e Max-Alain GRADEL;
TÉCNICO: Michaël DEBÈVE;
DESFALQUESFrançois MOUBANDJÉ, Steeve YAGO, Yann BODIGER e Andy DELORT


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quinta-feira, 22 de março de 2018

Le Podcast du Foot #75 – Conturbado Lyon

Filipe Frossard Papini
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O Lyon está em 4º no Campeonato Francês. Mas a temporada poderia ser melhor? Sim! Bem melhor (Foto: olweb.fr)


O Lyon vive temporada atípica. Enfim estabilizado financeiramente após a construção do Estádio Groupama e com a venda de nomes como Alexandre Lacazette e Corentin Tolisso, o clube agiu bem no mercado de transferências, trouxe bons nomes para se juntarem as crias do clube, mas não consegue ser competitivo ao ponto de lutar pelo título francês e até mesmo pela vaga direta na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Somado a isso, a temporada tem sido repleta de decepções, com eliminações precoces nas copas nacionais e na Liga Europa. Isso tudo coloca o trabalho do técnico Bruno Génésio em xeque e já é cogitada sua saída ao término da competição.

Le Podcast du Foot #75 debateu todas essas conjunturas da conturbada temporada do Lyon. Eduardo Madeira conduziu o programa ao lado deste que vos escreve: Filipe Papini, do BrasiLyonnais.


OUÇA O MATERIAL NO DISPLAY ABAIXO:

Ouça a TODAS AS OUTRAS EDIÇÕES do podcast.

Comente também nos blogs do Eduardo Madeira e na minha coluna do SporTV! Ahh... passe lá na fan page da Ligue1Brasil no Facebook também!

Passe aqui depois e me diga o que achou. Deixe seu pitaco, sua dica, sua reclamação e também a sua pergunta. Você pode ter seu nome lido no programa. Seja corneteiro. Faça parte do podcast!


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domingo, 18 de março de 2018

Lyon vence o Marseille de virada no clássico e diminui vantagem sobre eles na tabela

Filipe Frossard Papini
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Final do jogo teve contornos épicos com virada, gol improvável, Mandada salvando e até uma leve confusão no fim do jogo. Distância do OL para o OM cai para dois pontos




Ao Lyon, só resta a Ligue 1. O Marseille, por sua vez, não decepcionou na Liga Europa e passou o carro por cima do Athletic Bilbao. Por isso, o time que hoje jogava no Vélodrome distribuía suas atenções na temporada e isso poderia ser o elemento que o OL precisava para entrar com foco total no confronto apelidado de “Choc des Olympiques”, ou simplesmente “Olympico”, que nada mais é do que o embate entre Olympique de Marseille x Olympique de Lyon. Em campo, no entanto, uma briga ainda maior: a disputa pela 3ª colocação da competição, que dá vaga nas eliminatórias da próxima edição da Liga dos Campeões.

Para tentar abater o OL em casa, o time do experiente treinador Rudi Garcia não tinha nenhum desfalque. Isso dava ao treinador a dura missão de ter que deixar nomes como Bedimo e Sertic em casa, sem sequer serem relacionados. No banco, também presenças importantes, de jogadores que poderiam ser escalados na grande maioria dos clubes da Ligue 1, como Sanson, Zambo Anguissa e N’Jié, além do ainda contestado Mitroglou, homem de área que tem sido importante em vários jogos para o OM na partida. No entanto, o time titular era quase irretocável. Veja:




Na expectativa de surpreender o seu segundo maior rival, fora de casa, Bruno Génésio tinha seu principal jogador como desfalque: o capitão Nabil Fekir. O meia precisou passar, recentemente, por uma artroscopia e acabou não tendo condições de jogo durante o mês de março inteiro, tendo que voltar apenas no início de abril. Outra ausência, esta por opção, ficava por conta de Fernando Marçal. O lateral esquerdo brasileiro teve uma severa discussão com o treinador na beira do campo do último jogo, na eliminação diante do CSKA, e acabou sendo punido. Ainda assim, houve surpresas na escalação, como a presença de Cornet no lugar de Memphis Depay. Olha só como ficaram os 11 iniciais do OL:




A atmosfera do Stade Vélodrome é uma coisa fora de série. E empurrado por esta populosa torcida, o Marseille começava o jogo de forma melhor e mais intensa. Teve duas oportunidades de gol onde seus jogadores acabaram caindo na área e a arbitragem, chefiada por Ruddy Buquet, não marcou nada de forma acertada. Mas isso mostrava a superioridade do OM no seu campo de ataque.

Antes dos 15’ iniciais, era assombroso o que as estatísticas mostravam: o domínio do Marseille era superior a 81% de posse de bola. O OL praticamente assistia os donos da casa jogarem e quase marcar com um cruzamento onde Payet mandou por cima. O Lyon conseguiu responder também com um outro cruzamento. Quem fez foi Rafael e Mariano Díaz acabou tendo uma finalização errada e mandando pelo lado esquerdo de Mandanda.

O Lyon tinha dificuldades, e isso era um fato. Dificuldades para, inclusive, ter a bola aos pés. Não conseguia aparecer pelo lado esquerdo do campo, apenas com Rafael dobrando junto com quem fosse que aparecesse por ali e, geralmente, era Ndombélé. Traoré, mesmo que jogando pelo setor, era pouco acionado. Da mesma forma que Cornet não aparecia do outro lado. Enquanto isso, o Marseille tinha toda paciência do mundo para tocar a bola e achar espaços.

Traoré apareceu somente aos 27’, quando recebeu uma bola de Mariano Díaz e, depois do cochilo incrível da defesa do OM, apareceu sozinho na meia lua e na entrada da área. Ele avançou um pouco e bateu dali mesmo. Era uma boa finalização, no cantinho, mas Mandanda apareceu preciso para evitar a melhor chance no jogo até ali. Na sequência, Germain tentou responder, mas o chute fraco não assustou Lopes.

Mesmo com o OL criando algumas oportunidades, era inegável que o OM era quem dominava o gramado. A confirmação de que os marseilheses eram melhores apareceu aos 32’ de jogo, quando conseguiram abrir o placar. A jogada foi criada em bola parada, com cobrança de falta cruzada por Payet. Ele colocou na segunda trave, onde Rami escorou para a área novamente e lá estava o outro zagueiro Rolando, para completar de perna direita. 1 a 0!

Logo após o jogo, o Marseille precisou fazer sua primeira troca. Hiroki Sakai sentiu dores e precisou deixar sua vaga para Bouna Sarr. Mas o Lyon queria crescer no jogo. Aos 39’, Cornet recebeu na área e colocou no ângulo. Mandanda, como sempre, buscou. No rebote, a bola bateu na trave e Traoré – já em impedimento – mandou uma furada homérica. No entanto, no lance seguinte, Cornet não perdoou. Um belo cruzamento de Ndombélé o serviu como assistência. Ele completou antes da bola desviar em Rami e entrar. 1 a 1!

O segundo tempo foi diferente. Começou totalmente o oposto do que começara o jogo: era o Lyon quem detinha o comando da partida e, não à toa, conseguiu virar o placar logo aos 8’ de jogo. Em jogada de ataque quase despretensiosa, Traoré passou da direita para Aouar no centro. O jovem talento da base do Lyon nem pensou duas vezes. Bateu de primeira dali mesmo, no cantinho. Mandanda até foi nela, mas não buscou: 1-2!

Naquele momento, toda a força que o OM demonstrava no comecinho do jogo foi por água abaixo. O time parecia desmoronado e nem a incessante torcida ajudava mais. O OL, com o comando do jogo, não se recuava e também não era tão superior assim, mas brigava. Traoré quase ampliou depois de passar driblando três defensores em sequência, já dentro da área. Só não fez por falta de capricho na finalização.

Com pouco menos de 20’ do segundo tempo marcando no cronômetro, o Lyon mexeu pela primeira vez. Génésio precisou tirar Cornet, que sentiu uma fisgada na parte posterior da coxa. Entrou Memphis Depay em seu lugar. Rudi Garcia também alterou, tirando um centroavante pelo outro. Saiu Germain e entrou Mitroglou. Era a segunda troca dele na partida. Mas era o OL quem incomodava de novo. Aouar apareceu novamente, agora pela esquerda e fez ótimo cruzamento para Traoré completar na pequena área. Resultado? Mais um milagre de Mandanda!

Antes mesmo dos 30’ do segundo tempo, Rudi Garcia queimava sua terceira mexida com Ocampos saindo e entrando Morgan Sanson. Dois minutos depois, Génésio coloca Ferri no lugar de Aouar, recuando um pouco seu time na sua segunda alteração. Essa troca, alterava, inclusive, o modo como o time jogava. OL agora dava mais campo pro OM, que chegou até a marcar um gol que a arbitragem, acertadamente, levantou a bandeira de impedimento. O time de Garcia começava a gostar do jogo de novo.

Cornet, Aouar e Morel eram, disparadamente, os melhores do Lyon no jogo. Com Génésio tirando os dois primeiros da partida, a apatia tomava conta do time novamente. E isso não ficou impune. Claro que o Marseille se aproveitaria da situação e iria colocar o bonde todo na frente. E foi assim que saiu o gol de empate. Mitroglou aproveitou uma bola mal rebatida pela defesa e, no ar, ganhou de todo mundo para encobrir Lopes de cabeça: 2 a 2!

Quando tudo parecia perdido para o Lyon, com o OM pressionando em busca do terceiro gol, o time desapontado com o empate e o setor ofensivo dormindo, eis que um gol cai dos céus e resolve a situação para o OL. Em um chutão, Mariano Díaz ganha no alto de Rami. Na sequência, é Memphis quem disputa no ar com Rolando e também ganha. A bola vai caindo sutilmente no ângulo de Mandada, que não chega! 3 a 2 aos 89 e consolidada a vitória no Olympico para o OL.

Em função das datas Fifas, não haverá rodada do Campeonato Francês na próxima semana. Boa parte das seleções iniciam suas preparações para a Copa do Mundo da Rússia e, por isso, o Lyon só volta aos gramados no dia 1º de abril. As portas do Groupama Stadium serão abertas para receber o Toulouse, pela 31ª rodada da Ligue 1. Partida marcada para às 17h (horário de Brasília) do domingo. Até lá!

FOTOS: L'Equipe / olweb.fr / So Foot
CAMPINHOS: L'Equipe


GOLS DA PARTIDA:


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