domingo, 10 de novembro de 2019

Com dois de Payet, Lyon sai derrotado do clássico mesmo jogando com um a mais durante boa parte do 2º tempo

Filipe Frossard Papini
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Álvaro Gonzalez foi expulso aos 19’ da etapa final e nem assim o OL conseguiu impor seu jogo em busca do empate




Um clássico para mexer com a tabela. O Lyon vem de um momento de recuperação e precisava de mais vitórias para subir de vez na tabela. O Marseille, ainda na briga pela parte de cima, queria fazer seu dever de casa e ficar bem na fita. Uma vitória, seja lá para quem fosse, mudaria muito sua situação na tabela. O OM poderia terminar a rodada em segundo, enquanto os Gones tinham a chance de saltar de 12º para 4º lugar. Um pulo impressionante. Não à toa o clima no Stade Vélodrome era de tensão e com todo o tempero possível para um derby. Além do mais, era o reencontro de Rudi Garcia com sua antiga torcida.

Hoje, quem está em posse da prancheta no Marseille não é mais Rudi, e sim o português André Villas-Boas. E para este jogo, ele decidiu encarar o OL com um 4-3-3 simples, mas com muito poder de marcação no meio de campo. Teve zagueiro improvisado no meio de campo e volante jogando de ponta. Do meio pra frente, de cacoete ofensivo mesmo, somente Payet e Benedetto, algo que já era o suficiente para impor medo. Os únicos desfalques ficavam por conta dos titulares Sakai e Thauvin. Veja o time inicial:




Por outro lado, o OL precisou mudar a formação que vinha jogando ultimamente. Rudi Garcia adotava o 4-4-2, mas foi para o jogo com um 4-2-3-1. Sem poder contar com Marçal, Tete, Tousart e Memphis Depay, o treinador francês optou por colocar Reine-Adélaïde centralizado com Traoré e Cornet abertos, todos servindo Dembélé de centroavante. Na ausência de Tousart, dois recuos. Thiago Mendes faria o primeiro volante e Aouar jogava de segundo. Na imagem abaixo você consegue ver como ficou escalado o OL:




A atmosfera no Vélodrome era incrível. Torcida em uníssono em prol de empurrar o time. Algo como pouco se vê no mundo e principalmente na França. Por natureza, o jogo começava um pouco nervoso de lado a lado. Tanto na parte dos combates, como também na questão de desperdício de jogadas. Até mesmo o Marseille, que era quem comandava a festa, encontrava problemas para tentar se encontrar no comecinho.

Por sorte dos donos da casa, em um lance ainda aos 12’ de jogo, Thiago Mendes foi tentar fazer um corte na área e acabou dominando a bola com a mão. Pênalti bem marcado pela arbitragem sem mesmo precisar do auxílio do VAR. Na cobrança, muita confusão e duas paralisações que travaram a continuidade da partida em quase cinco minutos. Na hora da cobrança, sem chances para Lopes. Payet abriu o placar com categoria: 1 a 0!

O gol definitivamente não fez bem ao Lyon, óbvio, não só pela desvantagem, mas pela continuidade da partida. A partir dali, passou muito tempo da primeira etapa sem conseguir chegar perto do gol de Mandanda. Enquanto isso, o OM criava pouco, mas conseguia pelo menos ter o domínio da partida e fazia com que o OL sequer chegasse perto da intermediária da entrada da sua área. Uma postura bem correta depois de ter a vantagem no placar.

Aos 31’ de jogo, o OM quase ampliou. Em ótima troca de passes, Payet saiu sozinho na entrada da área, mas faltou confiança ou calma para o jogador. Ele tinha tempo e espaço para pensar melhor na finalização e acabou fazendo de qualquer jeito. Por fim, bateu fraco e rasteiro, com ótimas condições para Lopes fazer a defesa sem sustos. Foi uma das poucas chances criadas de lado a lado no primeiro tempo.

Quando o primeiro tempo parecia morno e no momento em que tudo apontava que o jogo iria para o intervalo com o panorama semi-morto, eis que novamente aparece a estrala de Dimitri Payet. O meia recuperou a bola lá atrás, iniciou a jogada e apareceu na entrada da área para receber uma bola onde Lopez caminhou sozinho na direita, penetrou e achou o meia na meia lua da área. Ele só teve o trabalho de chutar no cantinho e duplicar o marcador: 2 a 0!

Podemos resumir que o primeiro tempo foi um verdadeiro nó tático de Villas-Boas diante de Rudi Garcia. O OL ficou inerte e não conseguiu criar qualquer chance de gol durante todo os primeiros 45 minutos. A ausência de Memphis Depay faz diferença, claro. Mas o time não produziu nada. Definitivamente, Aouar não pode jogar tão recuado em uma formação tática que não o privilegia. Lyon pagou o preço na primeira etapa por estar mal escalado.

Para o segundo tempo, o OL voltou com mudanças. Primeiro, entrou Jean Lucas no lugar de Reine-Adélaïde. A ideia era justamente dar mais liberdade para o hoje capitão do OL. Mas não demorou nem dez minutos da etapa final começar e o próprio Aouar sentiu dores. Acabou tendo que ser substituído por Rayan Cherki e passou a braçadeira de capitão para Leo Dubois. Nesse meio tempo, o OL criou sua primeira boa chance, com uma cobrança de falta de Traoré bem defendida por Mandanda.

Enquanto o estádio inteiro se enchia de fumaça criada pelos próprios torcedores, que acenderam sinalizadores em todo o anel do estádio, o OL conseguiu finalmente chegar com perigo pela primeira vez com bola rolando. E, por competência de Dembélé, já chegou marcando gol. Uma jogada bem trabalhada de Traoré pelo lado direito. Ele prendeu a bola, esperou o momento exato e cruzou. Lá estava Dembélé para completar entre dois zagueiros: 2 a 1!

E se o momento já era ruim para o Marseille em campo, piorou logo em seguida quando Álvaro Gonzalez acabou sendo expulso. Ele interceptou aquele que poderia ser o segundo gol do OL no jogo e a arbitragem acertadamente o mandou mais cedo para o chuveiro. Para recompor o time, Villas-Boas colocou Strootman em campo e recuou o improvisado Kamara para jogar em sua posição de ofício, na zaga. Quem deixava o campo era Pipa Benedetto.

Pouco tempo depois, foi a vez de Rudi Garcia queimar sua última alteração, ainda aos 28’ do segundo tempo. Tirou Bertrand Traoré para a entrada de Martin Terrier. Aparentemente, o jogador de Burkina Faso saiu exaurido. Já depois dos 30’, Villas-Boas mexeu de novo, também tirando um jogador cansado. Quem deixou o campo foi Payet para a entrada do experiente Valère Germain.

Mesmo em superioridade numérica e atrás no placar, o OL tinha enormes dificuldades de fazer seu jogo. Continuava o mesmo panorama de antes, como se ainda estivessem 11 contra 11 em campo. A saída de Aouar colocou tudo a perder na parte criativa e sobrou para os jovens Jean Lucas e Cherki tentarem resolver no meio campo. Dois atletas que não têm nem mesmo uma partida inteira como titulares na temporada.

Enquanto Villas-Boas ganhava tempo, queimando sua última alteração com Khaoui no lugar de Lopez, o OL via o cronometro chegando aos 90 e sem nenhuma combatividade ofensiva. Muito pelo contrário, era o Marseille quem impunha mais oportunidades em seu setor de ataque. Só nos acréscimos que o time de Rudi Garcia fez uma pressão na base do abafa. Terrier quase marcou, mas não havia tempo para muita coisa. Tarde demais. E o resultado foi uma derrota doída que dava para ser revertida.

O próximo embate do Lyon é contra o Nice, em jogo em que o time reencontrará sua torcida no Groupama Stadium. Partida marcada para o dia 23 de novembro, daqui duas semanas, às 16h, em confronto válido pela 14ª rodada do Campeonato Francês. Até lá!

FOTOS: om.net / ol.fr
CAMPINHOS: L'Equipe


MELHORES MOMENTOS:
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sábado, 9 de novembro de 2019

[Ligue 1 | 19/20] 13ª rodada - Marseille x Lyon

Filipe Frossard Papini
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A 13ª rodada do Campeonato Francês será especial. Isso se deve por um simples motivo: teremos clássico! O Olympique de Marseille abre as portas do Stade Vélodrome para receber o Olympique de Lyon, no confronto apelidado de "Choc des Olympiques" ou simplesmente "Olympico". Temperos de derby à parte, a disputa envolve também possíveis mudanças drásticas na tabela. Em uma possível vitória dos donos da casa, o OM pode saltar da 7ª colocação e ir direto para a vice-liderança. Pensa que isso é muito? Então veja o caso do OL. Uma vitória poderia lhe tirar da 12ª colocação e assumir o 3º lugar. Tudo isso, claro dependendo de uma combinação de outros três jogos que acontecem também no domingo. Uma prova do equilíbrio da liga quando se excluí o fator PSG.

Para tentar valer seu favoritismo em seus domínios, o Marseille conta com a solidez do seu meio de campo, a juventude de sua defesa e a qualidade de seus homens de frente. Definitivamente, o craque Dimitri Payet é o nome a se ficar de olho juntamente com a nova contratação marselhesa, o argentino Pipa Benedetto, que é o artilheiro do time na competição, com cinco gols anotados. Villas-Boas tem apenas dois desfalques e eles são nomes importantes. O lateral direito Hiroki Sakai está suspenso e o meia Florian Thauvin vem se tratando de uma lesão longa. Por isso, nomes do time B apareceram na relação, como de Ali Mohamed, Niels Nkounkou, Marley Aké e o impronunciável goleiro Ngapandouetnbu

O OL, por sua vez, também teve que recorrer ao seu time de base. Na lista divulgada, Maxence Caqueret e o jovem de 16 anos, Rayan Cherki completam o time de Rudi Garcia. Outro do time B que finalmente foi lembrado é o experiente zagueiro Yanga-M'Biwa, encostado nos reservas há quase dois anos. Isso tudo se deve aos quatro importantes desfalques que o time tem para este clássico. Não jogam os machucados Marçal, Tete e Memphis Depay. Além deles, Lucas Tousart cumpre suspensão. Para este confronto, Garcia promoverá o sexto jogador diferente a usar a braçadeira de capitão no time. Desta vez, será Houssem Aouar.

O confronto entre Marseille e Lyon acontece neste domingo (10/11), às 17h do horário de Brasília. No Brasil, a DAZN, por sua plataforma de streaming, promete transmitir a partida. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Anthony LOPES e Ciprian TATARUSANU;
LATERAIS: Léo DUBOIS, RAFAEL e Youssouf KONÉ;
ZAGUEIROS: MARCELO, Jason DENAYER, Mapou YANGA-M'BIWA e Joachim ANDERSEN;
VOLANTES: Maxence CAQUERET, JEAN LUCAS e Thiago MENDES;
MEIAS: Houssem AOUAR e Jeff REINE-ADÉLAÏDE;
ATACANTES: Maxwel CORNET, Martin TERRIER, Bertrand TRAORÉ, Rayan CHERKI e Moussa DEMBÉLÉ;
TÉCNICO: Rudi GARCIA;
DESFALQUESFernando MARÇAL, Kenny TETE, Lucas TOUSART e MEMPHIS Depay



OLYMPIQUE DE MARSEILLE:

GOLEIROS: Steve MANDANDA, Yohann PELÉ e Simon NGAPANDOUETNBU;
LATERAIS: Jordan AMAVI, Adballah ALI MOHAMED, Niels NKOUNKOU e Bouna SARR;
ZAGUEIROS: Boubacar KAMARA, Duje CALETA-CAR e Álvaro GONZÁLEZ;
VOLANTES: Morgan SANSON, Valentin RONGIER, Maxime LÓPEZ e Kevin STROOTMAN;
MEIAS: Dimitri PAYET, Saïf-Eddine KHAOUI e Nemanja RADONJIC;
ATACANTES: Darío "Pipa" BENEDETTO, Valère GERMAIN e Marley AKÉ;
TÉCNICO: André VILLAS-BOAS;
DESFALQUESHiroki SAKAI e Florian THAUVIN


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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Em casa, Lyon vence facilmente o Benfica pela Champions e melhora sua situação no grupo

Filipe Frossard Papini
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OL chegou aos sete pontos e uma vitória diante do Zenit já o coloca na próxima fase de maneira antecipada




TEXTO ADAPTADO DE: Terra
Após ser derrotado pelo Benfica no jogo da terceira rodada, o Lyon deu o troco nesta terça-feira. Em casa, o time francês bateu os portugueses por 3 a 1, com gols de Andersen, Memphis Depay e Traoré, e chegaram a sete pontos ganhos, apenas dois atrás do RB Leipzig, líder do Grupo G. Seferovic descontou.

E o Lyon, sedento pela revanche da rodada passada, precisou de apenas quatro minutos de jogo para abrir o placar e sair em vantagem. Após cobrança de escanteio curto, Dubois cruzou na área, e Andersen subiu em velocidade para testar firme para as redes e anotar o primeiro.




Ainda no primeiro tempo de jogo, o craque Memphis Depay ainda fez questão de deixar sua marca. Aos 33 minutos, Aouar fez bela jogada individual pela esquerda e cruzou para o meio da área. o holandês, de bate-pronto, empurrou para a meta e dobrou a vantagem francesa.

Já na etapa final, o Benfica tentou diminuir o placar a todo custo e buscou o gol para quem sabe lutar pelo empate. No entanto, gol de honra veio apenas aos 31 minutos da etapa final, quando Pizzi lançou Seferovic, e o atacante dominou, girou e bateu cruzado para o gol.




E se o Benfica pensava em pressionar em busca do empate, o Lyon logo tratou de matar o jogo. Aos 44 minutos, em contra-ataque bem tramado, a bola sobrou para Traoré na direita, onde o atacante dominou, puxou para a perna esquerda e atirou um chute certeiro, sem chances para o goleiro, para sacramentar a vitória do Lyon.

TEXTO ADAPTADO DE: Terra
FOTOS: ol.fr


Lyon (4-4-2): Lopes | Dubois, Denayer, Andersen e Koné | Tousart, Thiago Mendes, Aouar (Marcelo, 90') e Reine-Adélaïde (Traoré, 73') | Memphis Depay (Cornet, 46') e Dembélé

Benfica (4-3-3): Odysseas | Tavares, Rubén Dias, Ferro (Jardel, 16') e Grimaldo | Florentino, Gedson Fernandes (Seferovic, 46') e Gabriel | Chiquinho, Cervi (Pizzi, 73') e Carlos Vinícius

Gols: Andersen (4'), Memphis Depay (33') e Traoré (89'); Seferovic (76')


OS GOLS DA PARTIDA:
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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

[Liga dos Campeões 19/20] 4ª rodada - Lyon x Benfica

Filipe Frossard Papini
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Foi por muito pouco que o Lyon não saiu com algum ponto de Portugal na rodada anterior da UEFA Champions League. Enfrentou o Benfica, tomou um gol logo cedo, conseguiu um empate, mas na tentativa de virar a partida, acabou sofrendo um segundo gol em uma falha na saída de bola. O confronto, entretanto, serviu para medir forças e mostrar ao próprio elenco que dá para vencer agora, jogando em casa.

A situação do Grupo G, como já previa-se, segue incerta. RB Leipzig tem seis pontos e lidera. Logo atrás, o Zenit empata com o OL em pontos, mas permanece na segunda colocação. Ambos somam quatro pontos. O Benfica, lanterna, só venceu o OL e acumula três. Uma vitória, independentemente do que ocorra no outro jogo, coloca o Lyon entre os dois primeiros, zona de classificação para a próxima fase. Já uma derrota, automaticamente o derruba para a lanterna.

Para este reencontro com a torcida pela UCL, o técnico Rudi Garcia não deve apresentar muitas mudanças no time que vem reagindo na Ligue 1. Com apenas três desfalques e nenhum deles considerados titulares (Marçal, Tete e Terrier), é bem possível que o treinador inclusive repita a mesma formação e escalação do time que venceu o Toulouse no último sábado. A torcida deposita esperanças de gols em dois jogadores que vem conseguindo balançar as redes nesses tempos de crise: Memphis Depay e Moussa Dembélé.

Já no Benfica, apesar do retorno de Chiquinho, que estava ausente no último jogo, Bruno Lage perdeu um de seus principais jogadores: Rafa Silva, que inclusive foi o autor do primeiro gol do confronto no dia 23 de outubro. Em tese, o treinador também poderia contar com Germán Conti, que ficou de fora durante um bom tempo, mas como ele não fez nenhuma partida na temporada ainda, a preferência foi por não levá-lo na viagem. Outros nomes que apareceram na relação benfiquista em comparação ao último jogo são do terceiro goleiro Mile Svilar, do lateral Nuno Tavares e do já citado  meia Chiquinho.

O confronto entre Lyon e Benfica acontece nesta terça-feira (05/11), às 17h do horário de Brasília. No Brasil, o EI Plus, por sua plataforma de streaming, promete transmitir a partida. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Anthony LOPES e Ciprian TATARUSANU;
LATERAIS: Léo DUBOIS, RAFAEL e Youssouf KONÉ;
ZAGUEIROS: MARCELO, Jason DENAYER e Joachim ANDERSEN;
VOLANTES: Lucas TOUSART, JEAN LUCAS e Thiago MENDES;
MEIAS: Houssem AOUAR e Jeff REINE-ADÉLAÏDE;
ATACANTES: MEMPHIS Depay, Maxwel CORNET, Rayan CHERKI, Bertrand TRAORÉ e Moussa DEMBÉLÉ;
TÉCNICO: Rudi GARCIA;
DESFALQUESFernando MARÇAL, Kenny TETE e Martin TERRIER



BENFICA:

GOLEIROS: ODYSSEAS Vlachodimos, Mile SVILAR e Ivan ZLOBIN;
LATERAIS: André ALMEIDA, Nuno TAVARES, Alejandro GRIMALDO e Tomás TAVARES;
ZAGUEIROS: JARDEL, FERRO e Rúben DIAS;
VOLANTES: Adel TAARABT, FLORENTINO, GEDSON Fernandes e GABRIEL;
MEIAS: PIZZI, Franco CERVI, JOTA e CHIQUINHO;
ATACANTES: Carlos VINÍCIUS, Haris SEFEROVIĆ e Raúl DE TOMÁS;
TÉCNICO: Bruno LAGE;
DESFALQUESRAFA Silva


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sábado, 2 de novembro de 2019

Com gol de Memphis Depay no último lance, Lyon vira diante do Toulouse em um 3 a 2 eletrizante

Filipe Frossard Papini
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OL não jogou bem, mas conseguiu mais uma vitória importante. Rudi Garcia soma três jogos seguidos sem perder na Ligue 1



Dois times na beirada do desespero. Talvez possamos resumir assim a situação de Toulouse e Lyon, que se enfrentaram na tarde deste sábado – noite na França – pela 12ª rodada do Campeonato Francês. As duas equipes, apesar de entrarem em campo com uma certa distância na tabela, apensar de apenas um ponto os separarem, vivem situações parecidas na temporada. Ambos começaram a temporada com um técnico e, antes mesmo da 10ª rodada, se viram reféns de um futebol pouco produtivo e optaram por trocar o projeto e recomeçar com novos treinadores. O OL escolheu Rudi Garcia, enquanto o Toulouse foi com Antoine Kombouaré. Com o nítido flerte à zona de rebaixamento, obviamente, os dois times queriam a vitória acima de tudo.

O plantel da casa estava em baixa, muitos desfalques para o novo treinador. Ao todo, sete jogadores não puderam aparece na listagem oficial por questões médicas e/ou físicas. Bafodé Diakité, Anthony Rouault, Gen Shoji, Agustín Rongel, Ibrahim Sangaré, Amine Adli, Wesley Saïd, fora Corentin Jean, que se recupera de um logo período fora dos gramados e ainda pega condicionamento físico no time B. Com as ausências, complicou muito para Kombouaré montar seu sistema defensivo. Optou pelo 4-4-2 e para não ter que colocar o jovem Moussa Diarra, improvisou um lateral no miolo de zaga. Veja como ficou:




Já o também recém chegado Rudi Garcia não tinha tantos problemas assim, vindos do departamento médico. As únicas peças que não puderam viajar eram Fernando Marçal e Martin Terrier, dois jogadores que não são considerados titulares e que já estão a ponto de retornarem ao time, se recuperando de lesões musculares. A grande novidade, no entanto, foi a presença de Dubois, que tinha um incômodo importante no joelho e mesmo assim se recuperou a tempo. Traoré, que foi sacado do time na última partida, nas palavras do treinador, foi o melhor nos treinamentos ao longo da semana e voltou a ser relacionado, mas começou no banco. Desta vez, Rayan Cherki, a promessa de 16 anos não foi chamado. Caqueret, também do time B, apareceu no banco. Veja a escalação inicial:




Nem o problema que o árbitro teve logo no primeiro minuto de jogo, onde precisou ir ao vestiário trocar alguma aparelhagem provavelmente da comunicação do VAR, permitiu que o Lyon não incomodasse no comecinho. O time visitante começou assustando, primeiro com um ataque em velocidade de Memphis Depay que foi parado com falta. Depois, aos cinco minutos, foi Thiago Mendes quem arriscou de fora da área e a bola só não entrou no cantinho pois fez a curva pra fora.

A resposta do TFC veio logo em seguida, aos oito minutos de bola rolando. O time conseguiu um escanteio e a bola aérea incomodou com perigo o gol de Lopes. O goleiro português precisou se esticar todo para buscar no pé da trave uma boa cabeçada de Koulouris. Mas a bola só foi entrar mesmo aos 14’ de jogo, quando Yaya Sanogo apareceu entre os dois zagueiros do Lyon e completou um bom cruzamento de Amian. Lopes, no contrapé, não teve como defender. Placar aberto: 1 a 0!

O gol mexeu com o Lyon, mas de forma negativa. Aquele mesmo problema de sempre de confiança e pouca calma com a bola aos pés. Por sorte, o OL tinha um jogador que vem fazendo a diferença nos últimos jogos: Memphis Depay. Ele começou a jogada, tabelou com Jeff Reine-Adélaïde, que girou pra cima do defensor e devolveu ao holandês em uma assistência belíssima para o camisa 11 completar com uma finalização no cantinho: 1 a 1 aos 25’ de jogo.

O empate logo equilibrou as ações em campo novamente. Preocupava, uma vez que o Lyon parecia tenso na partida e errando muitos passes. O gol retomou o ânimo do time que, mesmo ainda sendo permissivo a ataques rápidos do Toulouse, voltava a impor seu jogo de posse de bola. Especialmente nesta partida, o OL atacava mais pelo meio e menos pelas beiradas, uma diferença evidente do estilo de jogo de Garcia com o 4-4-2 escolhido.

Enquanto o time tentava se adaptar ao novo estilo de jogo, achando um espaço aqui e outro acolá, o Toulouse parecia mais aguerrido e mais organizado lá na frente. Gradel e Koulouris, um de cada lado, toda hora incomodavam muito. E Yaya Sanogo fazia muito bem o papel de centroavante sem a bola, puxando a marcação. A defesa do OL se mostrava um pouco bagunçada e perdida em busca desse trio que chegava com o apoio dos laterais a todo instante.

Antes mesmo dos 40’ da primeira etapa, o Lyon teve um ótimo contra-ataque para virar o jogo. Aouar descolou um passe mágico para Dembélé sair em profundidade pelo lado esquerdo. Só havia um defensor pela frente. Ele conseguiu pedalar, se livrar do marcador, mas bateu de canhota e mandou pra longe o chute, já dentro da área. No finzinho, o TFC tentou algumas ocasiões, mas sem assustar Lopes.

No segundo tempo, demorou um pouquinho mais do que dez minutos para o Toulouse voltar a ficar na frente do marcador. E foi um lance um tanto quanto bizarro. Em bola alçada na área do OL, Lopes saiu dividindo no alto com Koulouris e Denayer. Mas acabou trombando no zagueiro e a bola, que acabou resvalando no goleiro, entrou caprichosamente para o gol, contabilizando como gol contra. O VAR analisou para ver se houve falta e nada foi marcado, acertadamente: 2 a 1!

Imediatamente, Rudi Garcia mexeu no time. Tirou o volante Tousart e colocou Bertrand Traoré para preencher mais o ataque. O primeiro volante do time passava a ser Thiago Mendes e a equipe partia, então, para o 4-3-3. A troca refletiu melhora na hora, talvez por sorte, talvez por competência. Em bate rebate na entrada da área, enquanto o OL tentava chegar por dentro, Dembélé venceu a marcação e bateu girando, no cantinho: 2 a 2 aos 22’ do segundo tempo.

Antes de sofrer o gol de empate, o Toulouse tinha feito uma troca no seu ataque. Sanogo, que vinha bem no jogo, foi substituído por Leya Iseka. O jogador, que é irmão do atacante Michy Batshuayi, acabou dando mais velocidade nas saídas do time da casa. Uma válvula de escape interessante pelo lado da marcação de Youssouf Koné. Após o 2 a 2, o Toulouse começou a usar muito o artifício de tentar pegar a defesa desprevenida em busca do 3º.

E por falar em velocidade, o Lyon também decidiu apostar nisso. Reine-Adélaïde, que fez uma das melhores partidas dele com a camisa do OL, foi substituído por Cornet. Mas o time precisava mais do que velocidade para chegar ao ataque. Memphis Depay e Dembélé eram os motores que conduziam o ataque e pareciam jogar sozinhos, em um bom entrosamento, mas que sentia falta de outros jogadores de qualidade no apoio.

Aos 38’ do segundo tempo, Kombouaré mexia pela segunda vez, em uma troca protocolar, colocando Makengo no lugar de Dossevi. Ganhava um pouco mais de marcação e perdia ofensividade. Naquela ocasião, parecia que o time estava contente com o empate, mesmo jogando em casa. Enquanto isso, o Lyon pressionava, mas sem veemência. Só posse de bola e pouca agressividade, na base do desespero.

Enquanto o Lyon tentava, tentava e tentava. Inclusive com alguns lances de real perigo, com Memphis Depay, Dembélé e até Denayer, Rudi Garcia queimava sua última alteração tirando Aouar para colocar o brasileiro Jean Lucas. O ex-santista, mais uma vez, entrava no finalzinho e sem tempo o suficiente para provar seu futebol. Mas existia um jogador com brilho em campo hoje. E o nome dele é Memphis. Memphis Depay. O holandês conseguiu aparecer como um foguete do lado esquerdo e finalizou no cantinho, no último lance do jogo. Virada importantíssima: 3 a 2, para desespero dos jogadores e dos torcedores locais.

O Lyon volta aos gramados já no meio de semana. Na terça-feira (5), enfrenta novamente o Benfica, pela Liga dos Campeões. Desta vez, o jogo é em casa e o OL buscará a vitória para tentar retomar o topo do Grupo G, que já avança para a sua quarta rodada. A partida está marcada para às 17h do horário de Brasília. Até lá!

FOTOS: ol.fr
CAMPINHOS: L'Equipe


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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

[Ligue 1 | 19/20] 12ª rodada - Toulouse x Lyon

Filipe Frossard Papini
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Lyon e Toulouse vivem momentos parecidos na temporada. Ambos os times começaram com um projeto aos quais acreditavam bastante e tiveram que alterar a rota no meio do caminho e logo no comecinho da temporada. Da mesma forma que o OL apostou em Sylvinho para dar uma nova dinâmica ao futuro do OL, o TFC acreditava em Alain Casanova. Hoje os técnicos são Rudi Garcia e Antoine Kombouaré, respectivamente. Isso, claro, influencia diretamente nas campanhas dos dois times, que ainda buscam resgatar posições na tabela e respirar um pouco melhor.

O Toulouse é o 17º colocado na tabela e vive uma situação mais crítica do que o Lyon, muito até por ter um orçamento mais baixo também e por, possivelmente, flertar com o rebaixamento durante toda a competição daqui em diante. Para este jogo em casa, Kombouaré ainda terá desfalques importantes. Sete ao total, fora Corentin Jean que se recupera fisicamente no time B. Diakité, Rouault, Shoji, Rongel, Sangaré, Adli e Saïd estão fora. Problemas principalmente para montar a defesa e, por isso, aposta em nomes da base, como Moussa Diarra, Nathan N'Goumou e Kouadio Koné. Por sorte, ele ainda ganhou três reforços que se recuperaram a tempo: Amian, Vainqueur e Koulouris.

Já Rudi Garcia também tem problemas no departamento médico, mas não tão preocupantes assim. Fernando Marçal e Martin Terrier se recuperam, já em fase final, de um problema muscular que tiveram. Possivelmente retornam daqui um ou dois jogos. Agora, a grande novidade fica por conta de Léo Dubois. Ele teve uma complicação no joelho ao longo da semana, sua presença era praticamente descartada, mas conseguiu se recuperar a tempo para seguir viagem até Toulouse. Desta vez, Garcia não relacionou o jovem Rayan Cherki, de 16 anos. O menino vinha viajando com o time principal e dessa vez foi preterido por outro jovem, mas nem tanto assim, Maxece Caqueret. Ausente da última convocatória e por ter sido destaque nos últimos treinamentos, Bertrand Traoré retorna à lista.

O confronto entre Toulouse e Lyon acontece neste sábado (02/11), às 16h do horário de Brasília. No Brasil, a DAZN, por sua plataforma de streaming, promete transmitir a partida. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Anthony LOPES e Ciprian TATARUSANU;
LATERAIS: Léo DUBOIS, Kenny TETE, RAFAEL e Youssouf KONÉ;
ZAGUEIROS: MARCELO, Jason DENAYER e Joachim ANDERSEN;
VOLANTES: Lucas TOUSART, Maxence CAQUERET, JEAN LUCAS e Thiago MENDES;
MEIAS: Houssem AOUAR e Jeff REINE-ADÉLAÏDE;
ATACANTES: Maxwel CORNET, MEMPHIS Depay, Bertrand TRAORÉ e Moussa DEMBÉLÉ;
TÉCNICO: Rudi GARCIA;
DESFALQUESFernando MARÇAL e Martin TERRIER



TOULOUSE:

GOLEIROS: Baptiste REYNET e Mauro GOICOECHEA;
LATERAIS: Kelvin AMIAN, Mathieu GONÇALVES, Issiaga SYLLA e Steven MOREIRA;
ZAGUEIROS: Nicolas ISIMAT-MIRIN e Moussa DIARRA;
VOLANTES: Jean-Victor MAKENGO e William VAINQUEUR;
MEIAS: Quentin BOISGARD, Mathieu DOSSEVI e Kouadio KONÉ;
ATACANTES: Nathan N'GOUMOU, Max-Alain GRADEL, Aaron LEYA ISEKA, Yaya SANOGO, Efthymios KOULOURIS e Adil TAOUI;
TÉCNICO: Antoine KOMBOUARÉ;
DESFALQUESBafodé DIAKITÉ, Anthony ROUAULT, Gen SHOJI, Agustín RONGEL, Ibrahim SANGARÉ, Amine ADLI e Wesley SAÏD


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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Le Podcast du Foot #111 - Icardi ou Cavani?

Filipe Frossard Papini
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A dor de cabeça é boa para o técnico. Quem você escolheria? (Arte: terradezizou.com.br)

Mauro Icardi chegou com tudo ao Paris Saint-Germain. Em sete jogos, o argentino fez sete gols, incluindo dois em Le Classique no último fim de semana. O início promissor do camisa 18 faz levantar a questão de quem deve ser o titular do ataque parisiense: ele ou Edinson Cavani? Apesar de ser o maior goleador da história do clube, o uruguaio começou a temporada no estaleiro e está em fim de contrato.

A edição #111 de Le Podcast du Foot levanta este debate. Eduardo Madeira conduz o programa ao lado de Renato Gomes e Vinícius Ramos, que analisam as características dos dois centroavantes e quais as potencialidades do time com cada um deles.


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