domingo, 17 de janeiro de 2016

Pelo placar mínimo, Saint-Étienne vence o clássico

Filipe Frossard Papini
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Em noite pouco inspirada do ataque do Lyon, ASSE apareceu uma vez, em falha da defesa adversária, e fez o que devia ser feito




A Ligue1 teve sua rodada encerrada neste final de semana com  a honra de receber o tradicional Derby du Rhône, o duelo entre Saint-Étienne x Lyon. Era o 100º encontro entre os dois times em Campeonatos Franceses e isso só colocava ainda mais tempero na partida que já começava com ares de decisão. Isso se deve ao fato dos rivais, além de todo folclore, também disputam posições diretas na tabela e, hoje, o possível vencedor poderia alcançar a 5ª colocação na tabela e brigar de vez pela parte de cima da tabela. Outro elemento que colocava emoção ao jogo era o encontro entre os treinadores Christophe Galtier e Bruno Génésio que, segundo a mídia francesa, hoje são considerados melhores amigos e com passado de trabalharem juntos no próprio Lyon, na equipe de staff em um passado recente.

Na tentativa de bater sua amizade, Galtier entrou em campo com uma formação muito parecida com a que Génésio gosta de utilizar: o 4-3-3. Sem poder contar com o lateral Assou-Ekotto, o zagueiro e capitão Loïc Perrin, o meia Romain Hamouma e o atacante Nolan Roux, o treinador do ASSE usou Polomat, Bayal Sall, Corgnet e aproveitou o retorno de Bahebeck para lança-lo no ataque ao invés de Eysseric, que vinha atuando. Abaixo, é possível ver como ficou montada a formação do Galtier:




Pelo Lyon, as boas notícias vem chegando aos poucos.  O time que acabara de anunciar a venda do atacante Claudio Beauvue, contava com os retornos de Valbuena (já disponível pro jogo e iniciando no banco) e Fekir, que retorna aos poucos a treinar. Com exceção deles, somente Bedimo poderiam ser considerados os titulares ausentes. Isso significava que o OL vinha com grande força para o derby, mas um pouco mais cansado, pois atuou no meio da semana pela Copa da Liga na derrota para o PSG. Na imagem abaixo é possível ver os 11 iniciais escolhidos por Génésio.




Como não poderia ser diferente, o clássico começou bastante disputado. O Lyon, por ter um elenco ligeiramente melhor, dava as cartas no início, mas a intensa pressão da torcida da casa fazia o contrapeso e a posse de bola do OL era um mero detalhe diante de um verdadeiro clima de clássico. O ASSE também chegava, mas com menos intensidade que o Lyon. E isso indicava que o jogo seria acirrado até o fim.

Desde quando assumiu o Lyon no comecinho do ano, Bruno Génésio tem utilizado Rachid Ghezzal jogando pela direita. A estratégia é simples: aproveitar a perna canhota do meia e deixar que ele sempre bata pro gol quando tiver oportunidade de penetrar pelo meio. E foi isso que permitiu os primeiros chutes ao gol dos Gones no jogo. Faltava somente caprichar na pontaria.

Nos primeiros 25’ de jogo, a estratégia do Lyon parecia ser mais facilitada pelo lado direito do campo. Além do próprio Ghezzal caindo por ali, Jallet, Ferri e Lacazette faziam trocas de posições que permitiam uma melhor penetração pelo setor. A dificuldade era o último passe. O caminho não era tortuoso, mas encontrar o clarão para bater pro gol ou fazer a assistência era a grande dificuldade.

O primeiro tempo se resumiu em uma ampla vantagem do Lyon com posse de bola e pouca efetividade. O ASSE até começou tentando, mas passou grande parte da etapa inicial se defendendo das tentativa de ataque do OL, com Lopes praticamente não trabalhando de forma efetiva. A grande sorte do time da casa é que os Gones encontravam muitas dificuldades para chegar próximo do gol.

E quando isso aconteceu, lá estava Stéphane Ruffier apareceu de forma heroica para salvar o ASSE. Em jogada pelo lado esquerdo do ataque do OL, Morel fez o cruzamento rasteiro, Lacazette deixou passar e na finalização, Ghezzal apareceu chutando quase caindo e, mesmo assim acertou o alvo. Ruffier, se esticando todo, fez uma defesa maravilhosa, no contrapé e evitou que o placar fosse aberto.

Para a segunda etapa, o Saint-Étienne tentava mudar seu ímpeto. Não apareceu com alterações de imediato, mas se lançava com uma postura ligeiramente mais ofensiva sem trocar peças. Mas se no Lyon faltava qualidade na frente para definir as jogadas, no ASSE isso era duplamente mais complicado e uma jogada de escanteio era motivo para levantar os torcedores das cadeiras.

Ainda assim, foi o Lyon quem apareceu com mais perigo na etapa final. Rachid Ghezzal, dessa vez pelo lado esquerdo do campo, recebeu bola e sambou pra cima do lateral Théophile-Catherine. Quando apareceu a brecha, ele bateu com muita força. A bola ainda desviou no defensor antes de explodir no travessão, surpreendendo a todos, até mesmo o goleiro Ruffier, que nesta contou com a sorte e já estava batido no lance.

Aos 23’ do segundo tempo, apareceu a primeira alteração do jogo. Galtier resolveu a dúvida que tinha antes do jogo e trocou Bahebeck por Eysseric. O ex-meia do Monaco entrava para mudar a formação tática do ASSE, que passou do 4-3-3 para o 4-2-3-1, sendo ele o responsável direto  pela ligação do meio com o ataque. Uma solução teoricamente inteligente, analisando o cenário do jogo. Minutos depois, foi a vez de Génésio colocar Valbuena em campo, voltando de lesão, e tirar Ferri.

No momento em que Galtier aproveitou pra fazer sua segunda troca ao tirar o alterado Lemoine para colocar Cohade, o Lyon vacilou de forma fatal, na saída de bola, quando Umtiti jogou na fogueira para Tolisso que não dominou. Na sequência do lance, Søderlund aproveitou e apareceu sozinho na área. Lopes ainda tentou sair aos pés do atacante para evitar o gol, mas foi em vão. 1 a 0 para o time da casa!

Com desvantagem no placar, o Lyon não via outra alternativa ao se lançar ainda mais para o ataque. A consequência é que isso gerava é uma maior abertura no setor defensivo. E por muito pouco o ASSE não explorou isso. Faltou categoria para Søderlund não ampliar. Ele recebeu de Cohade e, dentro da área, bateu em cima de Monnet-Paquet, que evitou o gol do seu próprio time.

Precisando do resultado, Génésio lançou Aldo Kalulu no lugar de Grenier e partia para o 4-2-4. Galtier trocava um atacante por outro, tirando Søderlund e colocando Neal Maupay. Mas o Lyon era quem dava mais respostas dentro de campo. Ghezzal era, disparado, o jogador mais perigoso do OL, mas faltava o gol e Ruffier fazia de tudo para evita-lo, demonstrando muita técnica e habilidade, para delírio do Geoffroy-Guichard lotado.

Nos acréscimos, Bruno Génésio tentou sua última cartada, tirando Jallet e colocando Cornet, jogando na kamikaze 3-2-5. O abafa não deu muito resultado. Em uma noite em que Lacazette não brilhou, isso refletiu demais no restante do time, que não soube aproveitar as chances. Os quatro minutos de acréscimos não foram suficientes. Nem se fossem dez. Não era dia do Lyon, mas também não era do ASSE. A diferença é que os Verts estavam com a sorte na noite deste domingo.

E a maratona de jogos do OL continua. Mais uma vez terá um jogo no meio de semana. O adversário agora será o modesto Chambly Thelle, pelos 16 avos de final da Copa da França. É partida eliminatória e será no Stade des Marais. O jogo será na quarta-feira, dia 20/01, às 15h30, horário de Brasília. Até lá! 

FOTOS: sport.fr /L'Equipe / olweb.fr


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sábado, 16 de janeiro de 2016

[LIGUE1 15/16] 21ª rodada - Saint-Étienne x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: tsmplug.com

Neste domingo, a 21ª rodada recebe um dos maiores clássicos da França e do mundo. O Saint-Étienne abre as portas do Geoffroy-Guichard para receber o Lyon em duelo que, além da tradicional rivalidade, também media a disputa direta por posições na tabela do Campeonato Francês.

O time da casa é o atual 7º colocado da Ligue1 com 29 pontos e saldo de -1. O Lyon divide a mesma pontuação, estando a uma posição acima em função do saldo de gols que é de três gols positivos. Quem vencer assume a 5ª colocação e ainda começa uma disputa séria em busca da segunda colocação, já que o PSG domina a liderança com extrema folga.

Os dois times ganham reforços para o jogo de amanhã. Pelo Lyon, Mathieu Valbuena retorna de lesão e pode ser escalado - apesar da probabilidade de começar no banco de reservas. Pelo ASSE, quem volta aos gramados é o jovem atacante Jean-Christophe Bahebeck.

Como já pontuamos, a partida acontece neste domingo (17/01), às 18h do horário de verão de Brasília. No Brasil, nenhuma emissora de TV irá transmitir o derby. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Christophe JALLET e Jérémy MOREL;
ZAGUEIROS: Mapou YANGA-M'BIWA, Samuel UMTITI, Lindsay ROSE e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Arnold MVUEMBA, Corentin TOLISSO, Sergi DARDER e Jordan FERRI;
MEIAS: Clément GRENIER, Steed MALBRANQUE, Mathieu VALBUENA e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Aldo KALULU e Maxwell CORNET;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Henri BEDIMO, RAFAEL, Gueïda FOFANA e Nabil FEKIR.



ST-ÉTIENNE:

GOLEIROS: Stéphane RUFFIER e Jessy MOULIN;
LATERAIS: Ronaël PIERRE-GABRIEL, Jonathan BRISON, Pierre-Yves POLOMAT e Kévin THÉOPHILE-CATHERINE;
ZAGUEIROS: Moustapha BAYAL SALL e Florentin POGBA;
VOLANTES: Fabien LEMOINE, Vincent PAJOT e Jérémy CLEMENT;
MEIAS: Renaud COHADE, Benjamin CORGNET e Valentin EYSSERIC;
ATACANTES: Neal MAUPAY, Kévin MONNET-PAQUET, Jean-Christophe BAHEBECK e Alexander SÖDERLUND;
TÉCNICO: Christophe GALTIER;
DESFALQUES: Benoît ASSOU-EKOTTO, Loïc PERRIN, Romain HAMOUMA e Nolan ROUX



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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Le Podcast du Foot #53 - O caso Benzema

Filipe Frossard Papini
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Benzema ainda não sabe como será o futuro dele na Seleção Francesa
(FOTO: EuropaFootball.wordpress.com / AFP)

Le Podcast du Foot voltou! Depois de um período sabático, o primeiro, o único, o melhor e o inigualável programa de áudio voltado ao futebol francês retorna.

Neste período de pausa, muitas conversações sobre como poderíamos voltar em grande estilo. Então, decidimos retornar com um formato diferente. Ao invés de trazermos programas semanais, que por vezes pareciam mecânicos e pouco duradouros, decidimos pegar temas em destaque no futebol francês. Os assuntos serão destacados, comentados e amplamente analisados por toda nossa equipe.

Para começar bem esta nova fase do podcast, escolhemos o tema que agitou os bastidores da seleção francesa: a suspensão de Karim Benzema no caso de chantagem com Mathieu Valbuena. Eduardo Madeira, Filipe Papini e o estreante Renato Gomes analisaram toda polêmica.


OUÇA O MATERIAL NO DISPLAY ABAIXO:


Ouça a TODAS AS OUTRAS EDIÇÕES do podcast.

Comente também nos blogs do Eduardo Junior, e na minha coluna do SporTV! Ahh... passe lá na fan page da Ligue1Brasil no Facebook também!

Passe aqui depois e me diga o que achou. Deixe seu pitaco, sua dica, sua reclamação e também a sua pergunta. Você pode ter seu nome lido no programa. Seja corneteiro. Faça parte do podcast!


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Em ótimo jogo, Lyon cai na Copa da Liga para o PSG

Filipe Frossard Papini
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Time de Paris venceu por 2 a 1 com um gol irregular. Mas elencos mistos se sobressaíram em ótimo jogo no Parc des Princes, dando vaga a semifinal ao time bilionário




Era chegado o primeiro grande desafio do treinador Bruno Génésio. Após assumir o comando do Lyon no final de dezembro passado, o novo técnico havia enfrentando o pequeno Limoges pela Copa da França e o lanterna da Ligue1, Troyes. Agora era a vez do todo-poderoso-bilionário Paris Saint-Germain. Líder isolado do Campeonato Francês e invicto na temporada, o time de Laurent Blanc tinha um desafio eliminatório na noite desta quarta-feira. PSG e OL brigavam para avançar às semifinal da Copa da Liga Francesa.

O time da casa, ao longo da semana, tinha um discurso de ir com força total e que adotaria uma estratégia de vencer todas as competições da temporada a qualquer custo. Bom, não foi isso que aconteceu. Laurent Blanc adotou uma formação com um time misto. Ibrahimovic, Di María, Thiago Motta, Maxwell e Aurier foram pro banco. Além deles, Matuidi ainda foi cortado da relação em cima da hora, fora Thiago Silva e Kévin Trapp machucados. Em campo, oportunidades para Sirigu, Van der Wiel, Marquinhos, Kurzawa, Stambouli, Rabiot e Pastore. Confira como ficou a escalação:




Por ter um clássico no próximo domingo, o Lyon decidiu entrar com um time misto. Bruno Génésio, aproveitando algumas lesões e também atletas que precisavam ser poupados, acabou dando oportunidade para alguns jogadores que não estavam sendo escalados recentemente. Casos do goleiro Gorgelin, de Koné, Mvuemba e do atacante Beauvue, em vias de deixar o clube. Enquanto isso, Anthony Lopes, Grenier e Lacazette começavam no banco de reservas. Confira os 11 iniciais:




Empolgado com um bom início de ano e com resultados expressivos, o Lyon começou o jogo ditando as rédeas. Nos primeiros 10’ do duelo, parecia um treinamento ataque vs. defesa, com o OL atacando com tudo e esbarrado em problemas de qualidade, principalmente quando as jogadas precisavam passar pelos pés de Claudio Beauvue. Ainda assim, era um tremendo feito para quem jogava nos domínios de um time nitidamente superior.


A primeira jogada de perigo só foi surgir aos 14’. Em jogada de bola parada. O OL cobrou escanteio e, na área, Corentin Tolisso apareceu sem marcação. Seu nervosíssimo o fez finalizar de primeira e sem muita precisão. A bola saiu por cima e Sirigu não precisou de fazer qualquer esforço para evitar a finalização. Mas o OL gostava do jogo e tinha a faca e o queijo na mão para agredir com mais segurança.

Contudo, a sorte não parecia estar do lado dos Gones na noite. Na primeira subida do PSG no jogo, eles conseguiram abrir o placar. O lance foi extremamente confuso e polêmico. Adrien Rabiot entrou na área, finalizou e Gorgelin evitou. Tentou de novo e nova intervenção do goleiro. Na sequência, a bola teria saído na linha de fundo e arbitragem não relatou. A jogada prosseguiu em bate-rebate até entrar e ser creditado ao mesmo Rabiot. 1 a 0 para os donos da casa.


Após o gol, o jogo deu uma equilibrada. O PSG se lançava com muito mais segurança ao ataque e naquele momento, era o Lyon quem sofria para segurar o time parisiense. Em um lance de raro ímpeto ofensivo do OL, Beauvue foi derrubado por Sirigu e a arbitragem mais uma vez tendenciou para o lado de Paris e não deu o pênalti. Em resposta quase que imediata, Lavezzi cobrou escanteio na cabeça de David Luiz que, sozinho, mandou pra fora.

Antes mesmo do fim do primeiro tempo, o Lyon fez valer sua valentia durante todo o primeiro tempo e corrigir o placar injusto. Em cobrança de escanteio mal rebatida pela defesa do Paris Saint-Germain, Sergi Darder pegou o rebote na intermediária e rapidamente acionou Tolisso, que ainda estava na área para receber o cruzamento. O volante dominou e, sem marcação, bateu no ângulo de Sirigu. Golaço! 1 a 1!


Para a segunda etapa, os times voltaram mais precavidos. O PSG, mesmo sabendo que tinha um elenco mais qualificado dentro de campo, já não tinha aquela segurança de antes – de time quase imbatível – e já começava a fraquejar, errar passes e sentir mesmo um pouco da pressão do jogo. O Lyon, por outro lado, fazia um jogo extremamente seguro e jogando bem, pecando somente em qualidade ofensiva.

Aos 13’ da etapa final, o Lyon precisou queimar sua primeira alteração. Sergi Darder, que já havia dado uma assistência e estava bem no jogo, sentiu dores no joelho e acabou dando espaço para Maxwel Cornet. O OL, naquele momento, atuava no 4-4-2, com dois jogadores de área em campo. O PSG também mexeria pouco tempo depois, com duas trocas. Saíram Stambouli e Lavezzi para as entradas de Di María e Lucas.


Com as alterações, Laurent Blanc claramente queria mais ímpeto ofensivo e guardava a chave Ibrahimovic para um momento oportuno. E se era ofensividade que o treinador queria, foi isso que conseguiu. O PSG se lançou com muito mais qualidade e com muita pressão, colocando o OL quase que por inteiro dentro de sua área. Cavani quase fez o segundo do Paris em chute de fora da área se não fosse mais uma ótima intervenção de Gorgelin.

Quando o Lyon tentava esboçar uma reação e quebrar um pouco da pressão parisiense, acabou sofrendo o segundo gol. Em jogada pela esquerda, Mvuemba recebeu no meio de bateu da intermediária. Sirigu fez uma defesa esquisita e mandou pra escanteio. Na cobrança, o PSG recuperou a bola e saiu jogando em (muita) velocidade com Di María, o argentino ligou o turbo e só parou quando Lucas recebeu a área e só teve o trabalho de empurrar. 2 a 1!


Faltando um pouco mais do que 15’ para o fim do jogo, e com o OL em desvantagem no placar e em qualidade dentro de campo, Génésio fez sua segunda troca, colocando Clément Grenier no lugar de Arnold Mvuemba – que não aproveitou muito bem a sua chance. O resultado quase gerou resultados imediatos, se não fosse a ineficiência de Cornet em perder uma bola dentro da pequena área minutos após a troca.

Aos 36’ do segundo tempo, ambos os técnicos queimavam suas últimas alterações. Blanc acabou deixando Ibrahimovic no banco e, ganhando o jogo, acabou colocando Thiago Motta para dar mais poder de marcação ao seu time. Quem saiu de jogo foi Javier Pastore, que fez grande partida. Pelo Lyon, uma troca de ouro. Entrava o melhor jogador do time, Alexandre Lacazette, para a saída do pior, Claudio Beauvue.


No final do jogo, aquele típico aperto, Lyon jogando na base do abafa, com inúmeras oportunidades de finalização. Mas todos os lances acabavam indo parar na linha de fundo. Teve falta de Grenier na intermediária e até escanteio no último segundo em que Gorgelin foi pra área tentar o cabeceio. Por fim, não deu. O PSG venceu, mas venceu apertado. Ótima exibição dos Gones que se despedem da Copa da Liga de forma absolutamente digna.

O Lyon agora se foca totalmente no clássico do próximo domingo, dia 17/01. O adversário é o Saint-Étienne em jogo válido pela 21ª rodada da Ligue1. O OL é o 6º colocado e os Verts são o 7º. Além de uma briga de egos, será também uma disputa por posições. O jogo será às 18h de Brasília. Até lá!

FOTOS: psg.fr /L'Equipe


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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

[COPA DA LIGA 15/16] Quartas de Final - PSG x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: olweb.fr

A Copa da Liga Francesa retorna com as disputas das quartas de final após quase um mês de intervalo. O Paris Saint-Germain, líder disparado do Campeonato Francês, receberá o Lyon no estádio Parque dos Príncipes, em Paris, para definir quem irá para a semifinal.

Apesar da Copa da Liga não ser uma prioridade do PSG, o técnico Laurent Blanc afirmou em que o clube irá com tudo para cima do Lyon. Mesmo com as recentes declarações do presidente do Lyon, Jean-Michel Aulas, afirmando que o calendário francês é muito apertado e o seu time deverá entrar em campo com uma equipe alternativa, Blanc não acredita que o cenário seja esse.

“Isso foi o presidente [Jean-Michel Aulas] que disse, vamos esperar até amanhã [quarta-feira] para ver. Normalmente, eu digo que as copas nacionais são a melhores maneiras de chegar às competições europeias. Mas quando se trata de poupar o elenco, muitos clubes privilegiam o Campeonato Francês”, constatou Blanc.

O PSG deixará de lado o Campeonato Francês, o qual já é virtual campeão com 20 pontos de vantagem para o vice, para se focar no objetivo secundário: ser campeão da Copa da Liga. O clube de Paris deixou para trás o Saint-Éttiene nas oitavas de final, enquanto o Lyon desbancou o Tours.

ADAPTADO DE: Gazeta Esportiva

A partida acontece neste sábado (13/01), às 18h do horário de verão de Brasília. No Brasil, nenhuma emissora de TV irá transmitir o jogo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Christophe JALLET e Jérémy MOREL;
ZAGUEIROS: Samuel UMTITI, Lindsay ROSE e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Arnold MVUEMBA, Corentin TOLISSO, Sergi DARDER e Jordan FERRI;
MEIAS: Clément GRENIER, Steed MALBRANQUE e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Aldo KALULU, Maxwell CORNET e Claudio BEAUVUE;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: RAFAEL, Henri BEDIMO, Mapou YANGA-M'BIWA, Maxime GONALONS, Gueïda FOFANA, Mathieu VALBUENA e Nabil FEKIR


PSG:

GOLEIROS: Nicolas DOUCHEZ e Salvatore SIRIGU;
LATERAIS: Serge AURIER, Grégory VAN DER WIEL, MAXWELL e Layvin KURZAWA;
ZAGUEIROS: DAVID LUIZ, Presnel KIMPEMBE e MARQUINHOS;
VOLANTES: Blaise MATUIDI, Adrien RABIOT, Marco VERRATTI, Benjamin STAMBOULI e THIAGO MOTTA;
MEIAS: Ángel Di MARÍA e Javier PASTORE;
ATACANTES: Edinson CAVANI, Zlatan IBRAHIMOVIC, Ezequiel LAVEZZI e LUCAS;
TÉCNICO: Laurent BLANC;
DESFALQUES: Kevin TRAPP, THIAGO SILVA, Hervin ONGENDA e Jean-Kévin AUGUSTÍN


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sábado, 9 de janeiro de 2016

Lyon goleia na estreia do seu novo estádio

Filipe Frossard Papini
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O Parc OL assistiu aos quatro gols dos Gones no lanterna Troyes. Lacazette marcou o primeiro gol em Décines.




Dia histórico para o Olympique Lyonnais. Dia de bola rolando para o Parc OL, o novo estádio do clube construído com recursos próprios. Com lotação completa e muita tecnologia aplicada, a construção, que também será aproveitada para a Eurocopa deste ano, recebia o duelo entre o Lyon e o lanterna da Ligue1, o Troyes. Além de toda a pressão e festividade em função da grande novidade do dia, o OL ainda tinha uma ótima novidade: o retorno de Alexandre Lacazette, voltando de lesão. Depois de uma vitória por 7 a 0 pela Copa da França, novo estádio e volta do melhor jogador do time, não havia nada para trazer confiança e novos ares ao elenco.

Elenco este que praticamente teve sua formação tática repetida diante do Limoges. De diferente, Grenier jogando um pouco mais a frente, pelo lado esquerdo do 4-3-3, Lacazette no lugar de Beauvue e Cornet de fora, sendo substituído por Tolisso, que entrou no meio de campo. A concepção de jogo era a mesma e Bruno Génésio ainda podia contar com Kalulu no banco de reservas, agora com 100% de condições de jogo. Jordan Ferri, que muitas vezes começa jogando, mais uma vez foi escolhido para começar entre os suplentes. Confira a formação tática:




O Troyes, no duelo de hoje, era franco atirador. A única função do time comandado por Claude Robin era colocar água no chope do OL. E para ajudar nessa missão, três atletas que estavam de fora, retornaram ao jogo de hoje: Coretin Jean, o capitão Benjamin Nivet e o ex-Lyon Mouhamadou Dabo. E foram reforços importantes, uma vez que todos começaram jogando e atuando como peças fundamentais para a engrenagem do time lanterna. Atuando num esquema tático defensivo, o Troyes entrava em campo formando um 4-1-4-1 e disposto a bater o OL nos contra-ataques. Confira os 11 iniciais:




Sob névoa dos fogos de artifícios que tomaram conta do gramado antes da bola rolar, o jogo começou com muita empolgação, tanto por parte da torcida, como também por parte do Lyon, que correspondia bem dentro de campo. Nos primeiros 5’ de jogo, o Troyes praticamente não havia encostado na bola e os Gones já haviam criado duas ou três oportunidades que poderiam ser convertidas em gol se o time tivesse um pouco mais de paciência com a bola aos pés.

E não demorou muito para o placar do Parc OL fosse inaugurado de forma oficial. E não poderia ser de outra pessoa. Alexandre Lacazette inaugurou as redes do novo estádio do Lyon aos 18’ de jogo. Grenier carregou pelo meio, viu o atacante se deslocando, ele passou, recebeu, gingou pra cima de N’Gcongca que ficou no chão e, na hora de finalizar, a bola ainda bateu na trave antes de balançar as redes. 1 a 0!

Faltou muito pouco para o Lyon ampliar o placar logo em seguida. O mesmo Lacazette dominou a bola na entrada da área, em mais um passe de Grenier. Dessa vez, ele foi afoito e só colocou potência no chute, que passou um pouco longe da meta de Bernardoni. Em seguida, foi a vez de Umtiti receber um cruzamento e acertar uma bicicleta que passou a centímetros do gol.

Vendo uma certa supremacia do Lyon no jogo, o Troyes se viu obrigado a mudar um pouco sua postura dentro de campo. Já não dava mais tantos espaços de campo para o Lyon e marcava mais em cima, pressionando a saída de bola dos zagueiros, laterais e de Gonalons. Isso dificultou muito as jogadas do OL na segunda metade do primeiro tempo. Dessa maneira, apesar do Lyon ter muito mais posse de bola, quase não conseguiu converter nada em jogadas perigosas.

Ainda assim, mesmo mudando sua postura com um ímpeto ligeiramente mais ofensivo, o Troyes praticamente não incomodou o goleiro Anthony Lopes no primeiro tempo. Os homens de frente de Claude Robin praticamente tiveram a função de marcação na etapa inicial e, não à toa, o ESTAC não marcou um chute ao gol nas estatísticas oficiais do jogo nessa primeira parte do jogo, algo que, certamente, explica a posição do clube no campeonato.

Na volta do intervalo, Claude Rubin já retornou com uma primeira alteração feita. O capitão Benjamin Nivet deixou o campo – provavelmente ainda não em 100% das suas condições físicas – e deu lugar a Lossemy Karaboué. A faixa foi para o zagueiro Saunier. Taticamente, o time não se alterava. Mas o grupo ganhava mais vigor físico, velocidade e força na marcação nas saídas de bola, que acabou melhorando o desempenho do time no primeiro tempo.

O OL poderia ter dobrado o placar aos 9’ da etapa final quando em uma ótima troca de passes do setor ofensivo conseguiu achar Tolisso sozinho. Na entrada da área, ele poderia até bater direto, mas preferiu fazer o passe para Lacazette, que em posição legal, saiu dentro da área e sem qualquer marcação. Um pouco sem ângulo, ele bateu rasteiro e quase repetiu a mesma finalização do primeiro gol mas, desta vez, acabou mandando pra fora. Na sequência, Rubin fez sua segunda troca e tirou Court para colocar Cabot.

Definitivamente, o OL já não jogava mais como apresentava-se no começo do jogo. Isso acabava dando um pouco mais de vontade aos jogadores do Troyes que, repito, estavam ali pra colocar água no chope do OL. O primeiro chute ao gol do Lyon apareceu aos 20’ da etapa final, quando Camus venceu Umtiti e Morel pra finalizar e forçar defesa de Lopes. Dois minutos depois, o mesmo Camus arriscou do meio da rua e marcou o gol de empate. Um golaço, no ângulo! 1 a 1!

Após sofrer o empate, o Lyon perdeu dois jogadores na sequência. Génésio tirou Lacazette imediatamente. Também não devia estar 100%. Colocou Beauvue em seu lugar. Depois, foi a vez de Gonalons sentir algo e dar lugar a Ferri. Precisando dar uma resposta aos torcedores, o OL se colocou na frente do placar mais uma vez. Troca de passes na área adversária até que Jallet encontra Ghezzal. Ele, mesmo de costas, girou sobre a marcação e bateu pro gol. A bola entrou no trinco. 2 a 1!

As trocas forçadas pareciam ter feito bem ao Lyon. O time voltava a ter todo aquele ímpeto do inicinho do jogo e assombrava o Troyes novamente. Rubin queimava sua última alteração, colocando Gueye no lugar de Thiago Xavier e isso só complicou ainda mais a vida dele, pois pouco depois da troca, o Lyon faria o terceiro. Após jogada de escanteio curto, Jordan Ferri recebeu perto da meia lua e, dali mesmo, colocou no mesmo ângulo que Ghezzal havia acertado há pouco. 3 a 1!

Já perto do fim, Génésio queimava sua última alteração colocando Aldo Kalulu no lugar do já cansado Clément Grenier. O OL ganhava muito mais mobilidade e velocidade no finalzinho do jogo pelo lado esquerdo do campo. Mas o último gol acabou não saindo dos pés dele. Tudo surgiu em cobrança de falta de fora da área. Beauvue bateu e o goleiro mandou pra escanteio. Na cobrança, a bola foi jogada na área, Jallet desviou e o mesmo Beauvue apareceu no segundo pau completando. 4 a 1!

Beauvue comemorou fazendo gestos com a orelha para a torcida que o vaiava e apontando para o seu nome na camisa. Uma atitude lamentável para um dia de festa para o Lyon. De todo modo, isso não foi o suficiente para estragar o dia incrível para os torcedores do Olympique Lyonnais que, após o jogo ainda foram agraciados com o show de hip-hop do grupo Pockemon Crew e também com o festejo do ex-Black Eyed Peas, Will.i.am.

Agora, o próximo duelo é pesado. O adversário é o poderoso PSG, que ainda está invicto no território francês nessa temporada. O jogo é válido pela Copa da Liga Francesa, quartas de final em partida única. Duelo no Parc des Princes, na próxima quarta-feira (13/01), às 18h do horário de Brasília. Até lá!


FOTOS: olweb.fr /FFF


GOLS DA PARTIDA:


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[LIGUE1 15/16] 20ª rodada - Lyon x Troyes (Estreia do novo estádio: Parc OL)

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FOTO: olweb.fr

Dia 09 de janeiro de 2016. Esta data já entra para a história do Lyon como o dia da inauguração do Parc OL (ou Stade des Lumières / OL Land / Grand Stade). Com capacidade para 59.186 pessoas, a edificação, construída com recursos próprios - via OL Groupe - já pode ser considerada o terceiro maior estádio do país, ficando atrás somente do Stade de France e do Vélodrome.

O complexo, além do próprio estádio, também contará com hotéis, restaurantes, um centro empresarial, médico e fitness, além de um museu do clube, área de lazer e o CT, que em breve passará a funcionar também na região.

Tudo isso será inaugurado hoje, diante do Troyes, atual lanterna do Campeonato Francês. E para embalar a festa, antes do jogo haverá um show do músico/produtor Will.I.Am, ex-vocalista do The Black Eyed Peas e também do grupo de dança Pockemon Crew.

Atualmente na 9ª colocação, o Lyon tenta subir na tabela, agora de técnico novo: Bruno Génésio, antigo assistente técnico desde 2005 no clube. Para o duelo, o OL terá o aguardado retorno de Alexandre Lacazette. Pelo lado do Troyes, o técnico Claude Robin poderá contar com a volta de Nivet, Jean e do ex-lionês Mouhamadou Dabo.

A partida acontece neste sábado (09/01), às 14h do horário de verão de Brasília. No Brasil, (por incrível que possa parecer) nenhuma emissora de TV irá transmitir o jogo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Christophe JALLET, Jérémy MOREL e Henri BEDIMO;
ZAGUEIROS: Mapou YANGA-M'BIWA, Samuel UMTITI e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Maxime GONALONS, Arnold MVUEMBA, Corentin TOLISSO, Sergi DARDER e Jordan FERRI;
MEIAS: Clément GRENIER, Steed MALBRANQUE e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Aldo KALULU e Claudio BEAUVUE;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: RAFAEL, Gueïda FOFANA, Mathieu VALBUENA, Nabil FEKIR e Maxwell CORNET.



TROYES:

GOLEIROS: Paul BERNARDONI e Matthieu DREYER;
LATERAIS: Mouhamadou DABO, Lossémy KARABOUÉ, Anele N'GCONGCA e Chris MAVINGA;
ZAGUEIROS: Alois CONFAIS e Matthieu SAUNIER;
VOLANTES: Jessy PI, THIAGO XAVIER e Benjamin NIVET;
MEIAS: Karim AZAMOUM, Chaouki BEN SAADA, Fabien CAMUS e Yoann COURT;
ATACANTES: Jimmy CABOT, Corentin JEAN e Babacar GUEYE;
TÉCNICO: Claude ROBIN;
DESFALQUES: (?)


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