quinta-feira, 14 de abril de 2016

[LIGUE1 15/16] 34ª rodada - Lyon x Nice

Filipe Frossard Papini
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FOTO: olweb.fr

A 34ª rodada do Campeonato Francês será aberta nesta sexta-feira com o confronto entre Lyon e Nice, no OL Parc, em Lyon. As duas equipes brigam por uma vaga na próxima Liga dos Campeões da Europa.

Os anfitriões somam 55 pontos e dividem a segunda colocação do campeonato com o Monaco, que tem a mesma pontuação, porém, duas vitórias a menos. Os dois times, hoje, estariam classificados para o torneio continental.

O Nice, entretanto, pretende estragar os planos do Lyon. Com 53 pontos, hoje na zona de classificação para a Liga Europa, a equipe persegue bem de perto o adversário. Caso vençam a partida, os visitantes assumem a segunda colocação e complicam a vida do Lyon.

“Faltando tão pouco para terminar o Campeonato Francês posso garantir que estamos diante de um jogo decisivo e que precisamos do resultado positivo. Vamos jogar em casa, diante de nossa torcida, e tenho certeza de que ela entende como isso é importante para o clube. O Nice montou uma equipe de qualidade e não está nesta disputa por obra do acaso, mas temos que pensar que podemos atingir os nossos objetivos”, disse Bruno Génésio, técnico do Lyon.

ADAPTADO DE: Gazeta Esportiva

A partida acontece nesta sexta-feira (15/04), às 15h30 do horário de Brasília. No Brasil, o SporTV2 e a ESPN irão transmitir o jogo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Christophe JALLET, Jérémy MOREL, Henri BEDIMO e RAFAEL;
ZAGUEIROS: Samuel UMTITI, Mapou YANGA-M'BIWA e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Corentin TOLISSO, Maxime GONALONS, Jordan FERRI e Sergi DARDER;
MEIAS: Clément GRENIER, Nabil FEKIR e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Mathieu VALBUENA e Maxwell CORNET;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Steed MALBRANQUE e Aldo KALULU



NICE:

GOLEIROS: Yoan CARDINALE e Mouez HASSEN;
LATERAIS: Jérémy PIED e RICARDO PEREIRA;
ZAGUEIROS: Romain GENEVOIS, Maxime LE MARCHAND, Gautier LLORIS e Paul BAYSSE;
VOLANTES: Jean Michaël SERI, Niklas HULT, Rémi WALTER, Vincent KOZIELLO, Nampalys MENDY e WALLYSON Mallmann;
MEIAS: Hatem BEN ARFA;
ATACANTES: Alassane PLÉA, Paulin PUEL, Alexandre MENDY, Dorian CADDY e Valère GERMAIN;
TÉCNICO: Claude PUEL;
DESFALQUESSimon POUPLIN, Mathieu BODMER, Mahamane TRAORÉ e Mickaël LE BIHAN


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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cornet faz dois e Lyon assume a vice-liderança provisória

Filipe Frossard Papini
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Jogo também marcou a volta de Nabil Fekir ao time depois de sete meses tratando de uma lesão no joelho. Lyon, agora, aguarda o jogo do Monaco no próximo domingo para saber se termina a rodada na segunda colocação



Para dar o start na 33ª rodada do Campeonato Francês, o Stade de La Mosson recebia, na tarde desta sexta-feira, o duelo entre Montpellier x Lyon. Os dois times em situações bem diferentes. Os donos da casa, lutam contra o  rebaixamento em uma campanha muito irregular. Vencer em casa um dos principais times da competição, além de dar os três pontos, também poderia ser o fôlego de moral que o elenco precisa para respirar até o fim do torneio sem ter pesadelos com rebaixamento. Por outro lado, o Lyon, em caso de vitória, dormiria na vice-liderança que só poderia ser destronada no domingo, caso o Monaco vença o Lille fora de casa.

Entre as semelhanças das duas equipes, duas voltas de lesões que duraram muito em seu tratamento. O Montpellier tinha de volta um dos seus principais personagens desde o título de 2012: o goleiro Geoffrey Jourdren, que entrou em campo pela última vez só na segunda rodada desta Ligue1. Uma lesão de oito meses o deixou afastado, hoje ele voltava e como titular. Além dele Congré, Ninga e Marveaux são outros jogadores que retornam ao time de Frédéric Hantz, com só o último começando no banco. Abaixo, é possível ver como ficou montado o MHSC:




Pelo Lyon, quem voltava de lesão era o craque Nabil Fekir. Ele havia ficado afastado por 7 meses e retornou na semana passada, em jogo pelo Lyon B. Agora, ele reintegrava o elenco principal, mas começava a partida no banco, muito em função da boa fase de Maxwell Cornet e Rachid Ghezzal, que conquistaram a vaga de titular, destronando não só Fekir, como Valbuena também. Outra mudança no time era a ausência de Morel, com uma lesão que o tirará dos campos por tempo indeterminado ainda. Bedimo, naturalmente, herdou a vaga. Veja como ficou o OL:




Mesmo jogando em casa, a postura do Montpellier era de time visitante. Dava o campo para o Lyon jogar, impor uma posse de bola e acionar seus homens de frente em contra-ataque. Com três homens na segunda linha de marcação e praticamente outros três para sair jogando em velocidade, o MHSC esperava o erro do OL para tentar abrir o placar. Mas pecava demais na falta de técnica justamente dos homens de frente. Boudebouz era o respiro, mas jogava um pouco mais recuado que Yatabaré e Ninga.

Por outro lado, apesar de ter mais posse de bola, o Lyon começava mais apagado. Precisava usar mais os lados de campo pelo grande movimento da parte central do campo. Os laterais apoiavam muito, mas tinham dificuldades para chegar até a linha de fundo. Essa movimentação, inclusive, era complicada até mesmo para os dois atacantes abertos (Cornet e Ghezzal) que, apertados pela marcação, tiveram aparições escassas na primeira parte do primeiro tempo.

A primeira boa participação do Lyon só aconteceu com 19’ de jogo. Foi o único momento em que o time conseguiu aprofundar suas jogadas. Cornet, pela direita, conseguiu chegar ao fundo, entrou na área e cruzou pra trás. Por lá, na entrada da área, já aparecia Ghezzal, que dominou, prendeu, carregou e bateu cruzado. Jourdren tava nela, mas a bola passou pelo lado esquerdo, com ligeiro perigo.

Com um jogo truncado e com um nível baixíssimo, o Montpellier brincava de perder oportunidades na frente. Ninga e Yatabaré tinham atuações risíveis e como já diria o ditado: “quem não faz, leva”. Aos 34’, Lacazette ganhou uma bola no meio, no pé de ferro, conseguiu superar a cobertura de Saihi e passou para Ferri dar sequência ao lance. Rapidamente, o volante achou Cornet passando pela direita. Ele só teve o trabalho de prosseguir, entrar na área e marcar. 1 a 0!

Com uma distância de somente seis minutos do primeiro gol, o Lyon conseguiu dobrar sua vantagem na partida. Em uma outra jogada criada por Lacazette, ele começou lá de trás, passou pelo meio, tabelou com Ferri, entrou na área, limpou tudo e deixou praticamente nos pés de Cornet, que aparecia do outro lado da área, livre e com o gol aberto para completar e colocar o 2 a 0 no placar.

A atuação horrível do Montpellier assustava a todos. Era um time sem qualquer recurso e tinha como o “chutão” sua maior arma para conseguir assustar na frente. Ainda assim, seus homens de área faziam uma atuação completamente abaixo da média, o que forçou o técnico Frédéric Hantz a mexer antes mesmo do intervalo. Trocou Jamel Saihi por Bryan Dabo aos 41’ da etapa inicial.

No segundo tempo, o panorama não mudou. Hantz voltou sem trocas, assim como Génésio. O cenário era bom para Fekir. Entrar com vantagem no placar, poderia jogar no tempo dele, sem pressão e voltar com toda calma do mundo, mas não foi isso que ocorreu. Ainda assim, o Lyon seguia melhor. Lacazette perdeu um gol sem marcação, após cruzamento de escanteio e poderia ter aumentado ainda mais a vantagem aos 9’ do segundo tempo.

Só aos 16’ da etapa final que Frédéric Hantz mexeu no seu ataque. Tirou o atrapalhado Yatabaré e colocou o experiente Camara – aquele mesmo que era titular na campanha de 2012. Com total certeza, era uma opção melhor no ataque e poderia fazer melhor do que aquilo que fora apresentado no primeiro tempo. Faltava Boudebouz, Martin e Sanson aparecerem mais para o jogo.

O Lyon só foi mexer aos 24’ do segundo tempo. E nada de Valbuena ou Fekir. Quem entrou foi Corentin Tolisso para substituir Sergi Darder, que apesar do placar favorável, não teve uma exibição tão destacada igual vinha fazendo em jogos anteriores. Taticamente, a montagem do time mantinha-se a mesma, mas o Montpellier tentava gostar um pouco mais do jogo e arriscava alguns lances de perigos. Valbuena só apareceu em campo aos 30’ do segundo tempo, substituído Ghezzal.

Mesmo com Valbuena e Tolisso, o Lyon não melhorou muito. Claro que já havia uma vantagem no placar e o ideal era só controlar o jogo. Mas o Montpellier dava espaços para o OL ampliar. Fazer dois, três ou até quatro gols no segundo tempo. Lacazette pecava em errar chances muito claras. O Lyon já conseguia explorar os lados do campo, mas o erro concentrava-se, agora, na finalização das jogadas.

Já faltando um pouco menos de 5’ para o término de jogo, Bruno Génésio lançou Nabil Fekir ao jogo. Entrou no lugar de Maxwell Cornet, o autor dos dois gols da partida. Naquele momento, o Lyon tinha uma formação tática bem próxima daquela que muitos torcedores do clube sonham em ver na prática. Teoricamente, é quase o time ideal, em termos de qualidade, que o treinador teria em mãos.

Mesmo com os cinco minutos finais, mais os acréscimos de mais quatro, o Lyon não ampliou. Chances aconteceram. Uma delas, inclusive, com Fekir. Ele recebeu de Lacazette e saiu de frente com Jourdren. Com um toque sutil, encobriu o goleiro adversário, mas a bola saiu por cima e tocou o teto da rede. Mas com o tempo de bola, deu pra ver que Fekir não perdeu a técnica. Será muito útil a partir de hoje, como já era de se esperar.

Agora, o Lyon só volta aos campos no dia 15 de abril, na próxima sexta-feira. O horário é o mesmo, às 15h30. O jogo será válido pela 34ª rodada do Campeonato Francês e será no Parc OL. Até lá!

FOTOS: FranceFootbal / L'Equipe / olweb.fr


MELHORES MOMENTOS:



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quinta-feira, 7 de abril de 2016

[LIGUE1 15/16] 33ª rodada - Montpellier x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: mhscfoot.com

Nessa sexta-feira terá a abertura da 33ª rodada da Ligue1 com o duelo entre Montpellier x Lyon. E a grande novidade do jogo é o retorno de Nabil Fekir, que sofreu uma lesão no joelho e estava afastado dos gramados nos últimos sete meses. "O retorno de Nabil na reta final do campeonato representa muito para nós, mas não podemos exigir muito dele logo em seguida. Ele precisa reencontrar o ritmo para voltar a 100%, mas pode nos dar um pouco de magia ao nosso jogo", explicou o goleiro Anthony Lopes.

A partida pode significar um passo importante para o Lyon na busca pela segunda colocação no Campeonato Francês. Uma simples vitória o colocaria na posição, forçando o Monaco, que só joga no domingo a também vencer para reconquistar o posto. Do outro lado, o Montpellier luta para não ser rebaixado. Na 16ª colocação, o MHSC está somente a quatro pontos de distância da zona maldita e espera se livrar dela e, para isso, precisaria de uma vitória na rodada para somar mais pontos.

Para o jogo, o Montpellier também tem retornos interessantes. O goleiro Geoffrey Jourdren, que também passou muito tempo fora dos gramados por lesão, está de volta entre os relacionados. Sua última aparição foi no dia 15 de agosto, em jogo contra o Rennes, pela 2ª rodada da Ligue1. Congré, Ninga e Marveaux são outros jogadores que retornam ao time de Frédéric Hantz.

A partida acontece nesta sexta-feira (08/04), às 15h30 do horário de Brasília. No Brasil, o SporTV2 e a ESPN+ irão transmitir o jogo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Christophe JALLET, Henri BEDIMO e RAFAEL;
ZAGUEIROS: Samuel UMTITI, Mapou YANGA-M'BIWA e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Corentin TOLISSO, Maxime GONALONS, Jordan FERRI, Olivier KEMEN e Sergi DARDER;
MEIAS: Clément GRENIER, Nabil FEKIR e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Mathieu VALBUENA e Maxwell CORNET;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: Jérémy MOREL e Aldo KALULU



MONTPELLIER:

GOLEIROS: Geoffrey JOURDREN e Laurent PIONNIER;
LATERAIS: Jérôme ROUSSILLON, Mamadou N'DIAYE e Bryan DABO;
ZAGUEIROS: Daniel CONGRÉ, William RÉMY e Vitorino HILTON;
VOLANTES: Ellyes SKHIRI, Joris MARVEAUX e Jamel SAIHI;
MEIAS: Jonas MARTIN, Morgan SANSON e Ryad BOUDEBOUX;
ATACANTES: Mustapha YATABARÉ, Casimir NINGA, Soyleymane CAMARA e Djamel BAKAR;
TÉCNICO: Frédéric HANTZ;
DESFALQUESMathieu DEPLAGNE, Ramy BENSABAINI e Kévin BÉRIGAUD


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domingo, 3 de abril de 2016

Lyon vira para cima do Lorient e encosta no Monaco

Filipe Frossard Papini
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Resultado importante coloca o Lyon de vez na briga pela segunda colocação da na Ligue1, que dá vaga direta para a fase de grupos da próxima Champions League




Com uma pausa de uma semana em função das datas Fifa, o Lyon -  assim como todos os clubes europeus – voltavam a campo neste final de semana. Na partida que encerrava a 32ª rodada do Campeonato Francês, o adversário do OL era um clube aniversariante. O Lorient completou no último sábado 90 anos de sua fundação e a partida do domingo também serviu como trampolim para as comemorações no Stade Le Moustoir. Diferentemente dos donos da casa, o Lyon não estava em clima de festa, mas, sim, de guerra. Uma vitória poderia o colocar entre os três primeiros e com uma diferença de três pontos do vice Monaco. Era a oportunidade certa para fazer seu dever.

Comemorando seu aniversário, o time dos Merlus poderia ter seu principal atacante de volta aos 11 iniciais, mas o técnico Sylvain Ripoll preferiu começar com Moukandjo, recém lesionado, no banco de reservas. Ainda assim, o ataque do Lorient era formado por dois homens de muita qualidade Majeed Waris, com nove gols na Ligue1 e Benjamin Jeannot, que já anotou seis. Ripoll tinha como desfalques o zagueiro Lindsay Rose, emprestado pelo Lyon e ausente por força de contrato, além do lateral Le Goff e dos volantes N’Dong e Mulumba. Confira como ficou escalado o FCL:




Para o jogo, Bruno Génésio contava com a volta de dois de seus principais jogadores do elenco: Clément Grenier, voltando de suspensão, e Mathieu Valbuena, retornando de lesão, porém, ambos começavam a partida no banco de reservas. De ausências, o treinador lamentava a falta do capitão Maxime Gonalons e Rafael, suspensos. Nabil Fekir, uma das estrelas do time, já recuperado de uma lesão que o tirou dos gramados por sete meses, retornou ontem aos gramados pelo Lyon B e jogou durante 45 minutos. Abaixo, é possível ver a escalação do OL para o jogo:




Estádio em festa e uma fina camada de gelo cobrindo o gramado sintético do Le Moustoir, como não poderia ser diferente em função do tipo de solo, a partida começava bem agitada e muito corrida. Nos primeiros segundos de jogo, o time da casa assustou por duas vezes o goleiro do Lyon e, nos dois lances, a arbitragem poderia ter marcado falta e optou por dar sequência ao lance, mostrando que as comemorações não estavam atrapalhando a concentração do time da casa.

O Lyon tentava se adaptar ao gramado também agitando-se no se ataque e tentando criar brechas para que os meias descobrissem espaços que pudessem ser abertos. Foi assim que Lacazette perdeu a primeira chance quando recebeu passe de Ghezzal e desperdiçou batendo de primeira. Se tivesse calma, poderia ter aberto o placar. E calma foi o que não faltou para Ghezzal, minutos depois também quase marcar. Ele disparou da direita, levou pro meio e forçou ótima defesa do goleiro Lecomte. Com menos de 15’, o OL já era melhor em campo.

O Lorient conseguiu equilibrar as ações quando descobriu o lado esquerdo como válvula de escape, principalmente com Raphael Guerreiro e Barthelmé. Boas oportunidades acabaram sendo criadas por ali e acionando o centroavante Majeed Waris na frente, que só não conseguiu finalizar em gol por falta de qualidade técnica ou por ótimas intervenções do goleiro Anthony Lopes, que estava bem ligado no jogo.

Aos 35’ de jogo, não teve como Lopes interferir, quando Mesloub dominou no centro de campo e achou a passagem de Barthelmé pela esquerda. Mesmo impedido, o meia passou sozinho e avançou. Acompanhando com ele pelo centro, passava Majeed Waris que, já sem marcação, só teve o trabalho de receber e com o goleiro deslocado abrir o placar no Stade de Moustoir. 1 a 0!

No momento em que o Lorient melhorou no jogo que o OL encontrava-se todo confuso no seu meio de campo, sem muitas alternativas, Yanga-M’Biwa construiu jogada pela direita e achou uma ultrapassagem de Ferri. O volante puxou até a linha de fundo e fez o cruzamento. Teoricamente, a bola era de fácil corte da zaga e quem estava na bola era Lamine Gassama. O lateral deu uma pexotada e entregou nos pés de Lacazette. Que só teve o trabalho de colocar no ângulo. 1 a 1!

Com o empate no placar, não havia mais tempo na primeira parte para nenhuma das duas equipes. O árbitro Fredy Fautrel encerrou por ali e carimbou um primeiro tempo bastante equilibrado e, mesmo com uma posse de bola bem maior do Lyon, dentro de campo a vantagem não era impressa, de fato, pelos seus homens em campo. O segundo tempo prometia mais movimentação e poderia ser um bom momento para o retorno de Valbuena ao time.

No segundo tempo, mais uma vez o ganês Majeed Waris poderia ter colocado o Lorient na frente. Isso só não ocorreu por falta de atenção. Ele havia saído de frente com o goleiro da mesma forma como ocorreu no primeiro gol mas, desta vez, ao invés de bater pro gol, ele preferiu devolver o passe para Jeannot. Ele não contava justamente com a recuperação de Morel, que apareceu de forma providencial mandou para escanteio.

A diferença do OL do primeiro para o segundo tempo foi a diferença na troca de passes. Para a etapa final, o time parou de trocar passes curtos e forçava demais as jogadas esticadas, principalmente aquelas começando pelos homens de trás, geralmente Umtiti, Yanga-M’Biwa e Tolisso. Ghezzal e Lacazette eram muito exigidos na frente por causa disso, mas oportunidades não eram criadas e a tática mostrava-se falha.

A primeira boa oportunidade do OL na etapa final só veio a acontecer perto dos 20’, quando Ghezzal recebeu no meio, perto da meia lua. Ele só visualizou o gol de Lecomte, viu o goleiro um pouco deslocado e tentou bater dali mesmo. A bola tinha destino certo, mas Lecomte se recuperou e conseguiu evitar aquele que seria o gol da virada do Lyon. Após o lance, Morel precisou deixar o campo com uma lesão na perna e deu lugar a Henri Bedimo. Depois, no Lorient, entrou Cabot e saiu Barthelmé. Eram as primeiras trocas do jogo.

Já faltando cerca de 15’ para o fim do jogo, os treinadores mexiam novamente. Enquanto Bruno Génésio colocava Mathieu Valbuena no lugar de Maxwell Cornet, Sylvain Ripoll trocava os Benjamins. Saia Benjamin Jeannot e entrava o artilheiro Benjamin Moukandjo. Time da casa com três homens de frente (Waris, Moukandjo e Cabot) querendo o resultado e parecia não muito satisfeito com o justo empate no placar. O Lyon, obviamente, também queria o resultado positivo.

Diferentemente de Ripoll, a troca feita por Génésio mudou o ritmo de jogo. No primeiro momento em que Valbuena pegou na bola, ele já partiu no meio abriu jogada pela direita e Ferri fez o corta-luz para Ghezzal dominar sozinho. Já na área, ele dominou, segurou, ajeitou e bateu no ângulo, fazendo o gol da virada. 2 a 1! Ripoll rapidamente mexeu depois do gol, colocando Philippoteaux no lugar de Jouffre. Sentido dores, Darder também deixava o campo dando lugar para Grenier na última troca do jogo.

Antes do fim, o Lyon ainda conseguiu ampliar. Mais uma vez, Ghezzal construiu a jogada do gol na entrada da área achando Lacazette se deslocando. O artilheiro recebeu, passou por Lecomte em um drible desconcertante e ainda finalizou no ângulo. Caixão fechado! 3 a 1. Os Merlus até tentaram fazer mais alguma coisa nos minutos restantes, mas a água no chope da festa do aniversário do time já estava consolidada.

O Lyon retorna aos gramados na próxima sexta-feira, dia 08 de abril, às 16h30, em jogo válido pela 33ª rodada da Ligue1. O confronto será contra o Montpellier no Stade de La Mosson. Expectativa grande para o retorno de Nabil Fekir ao time principal do Lyon. Será? Aguardemos. Até lá!


FOTOS: FranceFootbal / L'Equipe / olweb.fr / sport.fr / football.fr


OS GOLS DA PARTIDA:



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sábado, 2 de abril de 2016

[LIGUE1 15/16] 32ª rodada - Lorient x Lyon

Filipe Frossard Papini
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FOTO: olweb.fr

O Lyon entra em campo na tarde deste domingo na atual 5ª colocação do Campeonato Francês. Contudo, com vários jogos já terem acontecido na rodada, o time está em uma situação favorável, já que Monaco e Nice, que disputam vaga e estão em posições superiores na tabela, perderam e estão a ponto de facilitar a vida do OL. Em caso de vitória contra o Lorient, o Lyon assume a 3ª colocação, com 52 pontos e fica somente a três de distância do vice, o Monaco. E ainda haverá um confronto direto entre ambos os times na última rodada. Promessa de grandes emoções.

Como novidade para o jogo, o Lyon conta com a volta de Mathieu Valbuena, que estava lesionado e agora retorna com o desejo de reintegrar à Seleção Francesa na esperança de um lugar na próxima Eurocopa. Grenier é outro que, após cumprir suspensão, fica disponível para o técnico Génésio. Em contrapartida, Rafael e Gonalons, suspensos, ficam de fora. Outra novidade interessante para o final de semana do OL foi o retorno de Nabil Fekir, depois de sete meses de lesão ter retornado ao Lyon B neste sábado e atuado 45 minutos. Provavelmente estará na equipe que enfrentará o Montpellier na semana que vem.

Pelo lado dos Merlus, a grande empolgação para o domingo não se encontra na tabela. O time completou neste sábado 90 anos de sua fundação e usará o jogo deste domingo como forma de comemoração junto aos seus torcedores. Para o jogo, N'Dong e Mulumba, suspensos, não jogam. Rose, em um acordo de empréstimo com o OL, também é ausência, assim como Le Goff, machucado. Mas o artilheiro do time, Benjamin Moukandjo volta ao time e deverá começar jogando.

A partida acontece neste domingo (03/04), às 16h do horário de Brasília. No Brasil, o SporTV e a ESPN irão transmitir o jogo. Abaixo, confira os relacionados pelos dois times.



LYON:

GOLEIROS: Mathieu GORGELIN e Anthony LOPES;
LATERAIS: Christophe JALLET, Henri BEDIMO e Jérémy MOREL;
ZAGUEIROS: Samuel UMTITI, Mapou YANGA-M'BIWA e Bakary KONÉ;
VOLANTES: Corentin TOLISSO, Jordan FERRI, Arnold MVUEMBA, Olivier KEMEN e Sergi DARDER;
MEIAS: Clément GRENIER e Rachid GHEZZAL;
ATACANTES: Alexandre LACAZETTE, Mathieu VALBUENA, Gaëtan PERRIN e Maxwell CORNET;
TÉCNICO: Bruno GÉNÉSIO;
DESFALQUES: RAFAEL, Maxime GONALONS e Aldo KALULU


LORIENT:

GOLEIROS: Florent CHAIGNEAU e Benjamin LECOMTE;
LATERAIS: Lamine GASSAMA, Papa PAYE e Raphaël GUERREIRO;
ZAGUEIROS: Hamadou KARAMOKO, Zargo TOURÉ, François BELLUGOU e Y'Rondu MUSAVU-KING;
VOLANTES: Rafidine ABDULLAH e Walid MESLOUB;
MEIAS: Jimmy CABOT, Romain PHILIPPOTEAUX, Maxime BARTHELMÉ e Yann JOUFFRE;
ATACANTES: Benjamin MOUKANDJO, Benjamin JEANNOT e Waris MAJEED;
TÉCNICO: Sylvain RIPOLL;
DESFALQUES: Lindsay ROSE, Vincent LE GOFF, Didier Ibrahim N'DONG e Rémi MULUMBA


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segunda-feira, 28 de março de 2016

Le Podcast du Foot #55 – A temporada do Marseille

Filipe Frossard Papini
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... O goleiro e capitão, Steve Mandanda, já não aguenta mais
(FOTO: EuropaFootball.wordpress.com / IconSport)

Tradicional equipe do futebol francês, o Olympique de Marseille vem tendo temporada para ser esquecida. Distante de qualquer luta por vagas em ligas europeias e afundado em uma crise interna sem precedentes, o OM não sabe até onde pode parar.

Este tema foi pauta da edição #55 de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira, Renato Gomes e Vinícius Ramos se reuniram e debateram o tema nos microfones do podcast.

OUÇA O MATERIAL NO DISPLAY ABAIXO:


Ouça a TODAS AS OUTRAS EDIÇÕES do podcast.

Comente também nos blogs do Eduardo Junior, do Vinícius Ramos e na minha coluna do SporTV! Ahh... passe lá na fan page da Ligue1Brasil no Facebook também!

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sábado, 19 de março de 2016

Prata da casa entra, brilha e muda o jogo para o OL em 15 segundos

Filipe Frossard Papini
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Gaëtan Perrin, de 19 anos, muda o cenário da partida que já estava fadado a terminar em um modorrento 0 a 0. No apagar das luzes, Lacazette ainda marcou o segundo de pênalti. Lyon continua na cola do Monaco na tabela




O Lyon vinha de duas ótimas sequências de vitórias, batendo o PSG e o Guingamp, ambos jogando em casa. Na semana passada, contudo, tinha a faca e o queijo na mão para continuar vencendo, mas mesmo após abrir 2 a 0 no Rennes, sofreu e acabou levando um empate fora de casa. Isso tumultuou um pouco a tabela da competição e o Lyon estava de novo no meio da confusão. Porém, a 31ª rodada chegava e, mais uma vez, o Parc OL era palco de um jogo. O adversário era o Nantes, mais um postulante a parte de cima da tabela. O confronto direto, em casa, tornava o jogo de hoje bem importante para o time de Bruno Génésio.

Bruno que, por sua vez, não trouxe nenhuma grande novidade para o jogo de hoje. Sem Grenier, Fekir e Valbuena, e excluindo Bedimo e Fofana da relação, o treinador do Lyon voltou com Yanga-M’Biwa aos titulares (estava suspenso) e Ferri acabou sendo preterido por Tolisso. Mesmo com a convocação de Jallet para a Seleção Francesa, o brasileiro Rafael, que vem em ótima sequência, mais uma vez ganhava a confiança do treinador e começava jogando. Fora isso, o time era o padrão que já vem atuando nos últimos jogos. Você pode conferir a escalação completa logo abaixo:




Para tentar bater o Lyon, o técnico Michel Der Zakarian armou seu time no 4-4-2. Entre os desfalques, dois nomes importantes e considerados titulares no time visitante:  o zagueiro Koffi Djidji e o meia brasileiro Adryan, ex-Flamengo. Além deles, o volante Valentin Rongier também era peça fora do tabuleiro.  Na zaga, como peça de substituição, o treinador optou pelo franco-albanês Lorik Cana, que coincidentemente voltava ao time após ausência. Em comparação com o jogo anterior, no meio Thomasson herdou a vaga de Adryan e jogava do lado oposto de Bedoya, ambos caindo pelas pontas. Confira como ficou o time armado pelo Nantes:




Com a bola rolando a partida começava bastante estudada e poucas chances foram criadas nos primeiros minutos. O Lyon assustou por duas vezes. Na primeira, Ghezzal limpou o lance na entrada da área, bateu com categoria – a bola sofreu um desvio – e depois do toque do goleiro Riou, a bola tocou no travessão. No lance seguinte, o mesmo Ghezzal cobrou uma falta na cabeça de Umtiti que, sozinho, desperdiçou e mandou pra fora.

O domínio do jogo era do OL, que detinha a maioria da posse de bola e ditava também o ritmo de jogo. O Nantes, acuado e bem fechado, parecia se satisfazer com o empate no placar e, por isso, projetava-se com uma postura de contra-ataque mesmo sem ter qualidade para jogar com tal formação, já que seus homens de frente eram pesados e com pouca habilidade técnica para chegar com precisão.

Aos poucos, o Nantes tentava se soltar um pouco e, certamente, o técnico Michel Der Zakarian deve ter pedido para o time subiu um pouco as linhas de marcação. Isso voltava o equilíbrio do jogo, mas não melhorava a qualidade do mesmo. A única lufada de esperança dos Canários era com Bedoya, pelo lado direito e só. Sigþórsson e Sala eram inócuos e Thomasson ainda mais. O time dependia das chegadas dos volantes para tentar agredir.

Aos 32’, o Lyon voltava a assustar e, por detalhe, quase não abriu o placar. Cornet, que era até então o melhor jogador em campo, partiu em disparada pelo lado esquerdo, foi até a linha de fundo, fez graça para a marcação e esperou o deslocamento de Tolisso. Com um passe milimetricamente perfeito, o volante foi acionado e, bem perto da marca do pênalti, bateu errado e acabou finalizando torto e mandando pra fora. Ele estava livre de marcação.

Interessante a se constatar é que durante todo o primeiro tempo, o Nantes não conseguiu fazer qualquer chuta ao gol de Anthony Lopes e, de acordo com as estatísticas oficiais da Ligue1, foi uma finalização ao longo da primeira parte. O OL, por sua vez, fora a bola no travessão de Ghezzal, também criou muito pouco e teve somente outras duas oportunidades de gol e isso foi muito abaixo da média do que o time vinha produzindo nos últimos jogos.

A estratégia mais interessante para o Lyon melhorar sua qualidade no segundo tempo era voltar num 4-4-2, com Tolisso sendo substituído por Kalulu e o OL ter mais velocidade e gente na frente, pois com a primeira linha de quatro do Nantes, Lacazette era engolido pela dupla de zaga e Ghezzal e Cornet sofriam com a marcação dobrada dos laterais e volantes. Génésio podia cobrar mais movimentação e muito mais toque de bola.

No segundo tempo, o treinador do OL não mudou a formação tática e também não apareceu com alterações. Mas, com certeza, alguma bronca rolou no vestiário. Os jogadores voltaram com mais atenção na troca de passes e o treinador estava com uma feição bem nervosa na beirada do gramado – algo que comumente não se vê. Ele só foi realizar a primeira substituição aos 16’ do segundo tempo, quando colocou Ferri no lugar de Tolisso, mantendo a formação original.

Enquanto o Lyon tentava mudar – ainda sem sucesso – durante a partida, o Nantes tinha uma postura bastante similar a do primeiro tempo: sofrendo demais para sair jogando e sem qualquer habilidade para emplacar um contra-ataque. Um time absolutamente abatido para o jogo e sem qualidade. A primeira finalização no segundo tempo só apareceu aos 22’ do segundo tempo, em um chute de Bedoya que foi parar na torcida.

Aos 26’ do segundo tempo, os dois times mexiam. Bruno Génésio usava sua segunda alteração para colocar o jovem Aldo Kalulu em campo para tirar Cornet. Mantinha a alteração no 4-3-3 e reoxigenava o lado esquerdo. Pelo Nantes, Michel Der Zakarian trocava seis por meia dúzida, colocando Johan Audel no lugar de Emiliano Sala.  O Lyon tentava melhorar em campo... o Nantes buscava um chute ao gol, pelo menos.

Com 30’ de bola rolando na etapa final, Der Zakarian precisava mexer de novo, colocando Birama Touré em campo para saída do bom Rémi Gomis. A troca de um volante por outro se justificava apenas por uma provável lesão, pois Gomis era um dos poucos a fazer um bom jogo pelo time visitante na partida de hoje. Três minutos depois, o Nantes fazia sua primeira boa finalização na segunda etapa, em um chute de Thomasson cruzado que passou perto da trave.

Já nos últimos dez minutos de jogo, o Nantes queimava sua última alteração tirando Sigþórsson e entrando Bammou. Outra troca de mesma posição. Diferentemente do Lyon, que colocava o jovem atacante Gaëtan Perrin para tirar o volante Sergi Darder. E com 15’’ do atacante em campo, ele mudou a história do jogo. Aproveitou boa jogada de Ghezzal que levou a zaga toda, prendeu, finalizou e no rebote da zaga, Perrin marcou o gol da partida. 1 a 0!

Com o gol de Perrin aos 38’ do segundo tempo, a torcida no Parc OL se inflamou e empurrou o jogo no mesmo placar até o apito final. No finalzinho, o Lyon ainda fez o segundo, em lance que Bammou derrubou Ferri na área e Lacazette fez de pênalti. No jogo, a diferença foi a postura e ousadia de cada time, pois demonstraram pouquíssima qualidade, mas o OL, trocando um volante por um atacante, provou que queria mais o resultado. O OL volta para a terceira colocação na tabela do Campeonato Francês.

Em função das datas Fifa, o OL só retorna aos gramados em abril, mais especificamente no dia 03. O adversário será o Lorient no Stade Le Moustoir, em jogo válido pela 32ª rodada da Ligue1. Até lá!

FOTOS: FranceFootbal / L'Equipe / olweb.fr / sport.fr / sports.fr


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