sábado, 6 de março de 2021

Lyon goleia na Copa da França com show do jovem Rayan Cherki

Filipe Frossard Papini
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O meia de somente 17 anos marcou dois gols e deu duas assistências na vitória por 5 a 2 diante do Sochaux, garantindo vaga nas oitavas




O Lyon dava uma pausa no Campeonato Francês nesse final de semana. Suas atenções agora voltavam-se para a Copa da França, onde a vaga para as oitavas de final da competição estava em disputa. O OL vem de um empate no fim de semana passado contra o Marseille ainda em crise, mas depois conseguiu superar o Rennes. Isso ajudou bastante a dar uma confiança maior para o grupo e fazer o jogo contra o Sochaux, neste sábado, com a cabeça um pouco mais leve e desprendida de preocupações.

Para o confronto, Rudi Garcia mudou bastante o time em relação ao jogo anterior. Pollersbeck, Diomandé, Benlamri, Bard, Bruno Guimarães, Cornet (no ataque), Cherki e Slimiani ganhavam chances no time titular, além de Paquetá, que não jogou o último jogo da Ligue 1 por suspensão. Ponto de atenção para a estreia do goleiro alemão com a camisa do OL. Ele que chegou na última janela de verão e ainda não tinha tido chances. Veja na imagem abaixo como ficou escalado os Gones:


Pelo lado do Sochaux, também várias surpresas. Omar Daf, o técnico do time visitante, tem mania de mexer sempre no time. E para esse jogo, ele mexeu bastante também. Jeannin, Martial, Diédhiou, Soumaré e Ourega foram surpresas na escalação. Nomes como Pogba, que inclusive participou da entrevista pré-jogo, acabou ficando no banco. O time do Sochaux já não tinha o ex-Lyon Kitala, por lesão óssea, também estava sem Lasme e Niane, dois de seus principais homens de frente. A escalação foi essa:


Era sabido que o Lyon iria dominar as ações do jogo, até mesmo pela diferença colossal técnica entre os dois times. E com o Sochaux ainda mesclando nomes e sem algumas de suas principais peças. Mas ninguém esperava um começo fulminante do OL na partida. O primeiro gol saiu bem rápido, ainda com sete minutos de bola rolando. E veio com uma jogada de Aouar, que bateu colocado e a bola foi desviada para escanteio. Na cobrança, Benlamri se antecipou aos zagueiros e marcou de cabeça. Um tiro! 1 a 0!

O gol assustou o time visitante que ficou praticamente inerte ao Lyon embalado e feliz com o gol marcado bem rápido. Esse foi um pedido, inclusive, de Rudi Garcia, para que o time não levasse o jogo para além do tempo regulamentar. Mas somente dois minutos depois, outro gol saiu. E de novo com cruzamento pelo lado direito. Paquetá acionou De Sciglio que foi aé o fundo e cruzou para Cornet aparecer fechando com um golpe de karatê: 2 a 0!


Claro que com os dois gols na gaveta, o Lyon ficou com uma postura bem mais tranquila na partida. Já não corria mais desnecessariamente e deixava a bola fazer o trabalho. Girava o jogo sem correr riscos e não dava qualquer chance para o Sochaux querer esboçar alguma reação. E o time visitante nem tinha capacidade pra isso. Weissbeck era o único nome lúcido no setor ofensivo, mas não conseguia jogar sozinho.

Na primeira oportunidade que o Sochaux tinha para tentar fazer um lance de perigo, Benlamri apareceu fazendo falta, logo na ponta da grande área. Ambri apareceu com muita velocidade e ia entrar na área, mas o zagueiro argelino chegou com tudo e derrubou o atacante do FCSM que não conseguiu continuar no jogo e sentiu uma lesão que precisou sair de maca. O Sochaux, então, fazia a sua primeira alteração, com Bédia no lugar do lesionado Ambri.


A entrada de Bédia mudou um pouco o cenário do jogo. O atleta, que estava nas prévias, conseguiu dar mais volume para o ataque do Sochaux e participou como autor do gol, ainda no primeiro tempo. Jogada linda de Soumaré pelo centro do campo. Carregou a bola e fatiou, com um passe lindo e rasteiro. Bédia apareceu entre os zagueiros e tocou na saída de Pollersbeck, no cantinho do gol. 2 a 1!

Mas não demorou muito para o OL responder de novo. E de novo com um gol. Dessa vez, tudo começou com um lindo passe de calcanhar de Slimani. Ele achou Aouar passando pelo meio. A deixadinha do hoje capitão, fez com a que a bola sobrasse para Cherki na esquerda. O jovem talento da base do OL só teve trabalho de carregar um pouco a bola e finalizar no cantinho do goleiro Jeannin. 3 a 1! E antes ainda do intervalo, o OL teve mais duas chances de aumentar mais o placar, mas a defesa do Sochaux foi mais competente.


Para a etapa final, o OL quase chegou com a mesma intensidade do comecinho da partida. Claro que não saíram dos gois rapidamente, mas ainda com quatro minutos do segundo tempo, Cornet quase marcou um golaço. Ele, sem ângulo e perto da linha de fundo, tentou dar uma fatiada para fazer um cruzamento bonito a bola acabou pegando a direção do gol e tocou no bico da trave de Jannin. Seria um gol antológico.

Mas foi o Sochaux quem marcou primeiro na etapa final. Uma jogada sensacional de Soumaré. Ele recuperou bola no campo de defesa e saiu em disparada. Não com muita velocidade, mas um excelente controle de bola. Na hora de fazer o passe, de novo, cortou toda a defesa do OL com um passe sensacional, deixando Bédia novamente sem qualquer marcação e de frente para o gol. Obviamente não teve trabalho de tirar Pollersbeck do lance e diminuir de novo: 3 a 2!


Depois disso, mexidas de lado a lado. Rapidamente, o Sochaux queimou suas outras quatro mexidas. Virginius, Lopy, Daham e M’Bakata entraram nos lugares de Ourega, Martial, Thioune e Ndour. O OL tinha mexido só uma vez, com Denayer no lugar do amarelado Benlamri. Mas o momento do jogo era do Sochaux. O time da Ligue 2 parecia mais inteiro e determinado a buscar o empate do que o OL aumentar o marcador.

Só que é aquela coisa, né? O futebol é imponderável. Uma bola parada pode mudar tudo. E foi isso que aconteceu aos 32’ do segundo tempo. Em duas sequências de escanteios, o OL conseguiu fazer mais um gol na segunda cobrança. A primeira foi uma jogada de saída curta que gerou um segundo canto que o OL, dessa vez, cobrou direto. Cherki colocou na cabeça de Denayer, que havia acabado de entrar: 4 a 2!


Antes mesmo do quarto gol, o OL já tinha feito mais duas mexidas. Toko Ekambi e Thiago Mendes entraram nos lugares de Bard e Bruno Guimarães. Cornet então iria para a lateral. Naquele momento, todo o ímpeto que o Sochaux tinha para querer buscar o empate havia morrido. O time realmente perdeu o gás a partir do quarto gol dos Gones e isso facilitou o desenrolar do resto da partida.

No finzinho, ainda entraram Dubois e Caqueret nos lugares de De Sciglio e Aouar e mais um gol aconteceu na partida. O Lyon conseguiu marcar o seu quinto com jogada de Slimani na esquerda. Ele avançou com velocidade e entrou na área. Quando a marcação chegou, ele tocou no centro da área e ali estava Cherki. O jovem talento brilhou de novo. Ele só dominou e bateu no cantinho: 5 a 2, placar final!




Agora as atenções voltam para a Ligue 1, onde o Lyon disputa não só a liderança como também já pode sonhar até mesmo com o título na intensa briga na parte de cima. Vai visitar o Reims, na próxima sexta-feira (12), às 17h, abrindo os trabalhos da 29ª rodada do Campeonato Francês. Até lá!

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Copa da França 20/21 | 16 avos de final - Lyon x Sochaux

Filipe Frossard Papini
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O Lyon parece que voltou ao seu prumo. Depois do empate contra o Marseille em crise, o time atuou novamente pela Ligue 1 no fim de semana e recebeu o Rennes, outra pedreira. Mas dessa vez o jogo foi melhor e o OL, mesmo apertado, conseguiu contornar os problemas e venceu pelo placar mínimo. Isso foi o suficiente para colocar o time na embolada briga pelo topo da tabela do Francês, onde tudo ainda está aberto entre os quatro primeiros. Mas nesse fim de semana, o duelo é por outra competição: a Copa da França. Pelos 16 avos de final da competição, em jogo único de mata-mata, o OL encara o Sochaux, atual 7º colocado na Ligue 2, a segundona francesa.

Para este jogo, o Lyon deve poupar algumas peças. Já é tradicional na França que os times grandes sempre deem mais rodagem para atletas que não tem tido muitas oportunidades e não será diferente desta vez. Já se sabe que o goleiro reserva Pollersbeck fará sua estreia. Cherki também é um nome confirmado entre os 11. Com a fadiga muscular de Kadewere, que sequer foi relacionado, e também alguns desconfortos de De Sciglio e Memphis Depay, é bem capaz de Rudi Garcia mexer bastante no time. Lucas Paquetá, suspenso do último jogo pela Ligue 1, pode atuar normalmente agora.

Oumar Daf geralmente joga no 4-2-3-1 com o Sochaux e tem um sistema de rotação do elenco muito grande. É praticamente impossível prever quem ele vai escalar. Para esse jogo, por exemplo, ele optou por não levar Lasme e Niane, dois de seus principais homens do setor ofensivo. Além disso, Yann Kitala, ex-Lyon B, também fica de fora por uma lesão na tíbia. Por causa das ausências, nomes como do zagueiro Moltenis, do lateral Sans e do atacante Ntolla apareceram na relação. Mas o craque do time é o meia Gaëtan Weissbeck. Este está mais do que confirmado.

O confronto entre Lyon e Sochaux acontece neste sábado (06/03), às 14h45 do horário de Brasília. No Brasil, a Fox Sports e a Fox Play transmitem o jogo, ao vivo. Abaixo, confira os relacionados e as prováveis escalações dos dois times.



LYON

GOLEIROS: Anthony LOPES e Julian POLLERSBECK;
LATERAIS: Léo DUBOIS, Melvin BARD e Mattia DE SCIGLIO;
ZAGUEIROS: Sinaly DIOMANDÉ, Djamel BENLAMRI, Jason DENAYER e MARCELO;
VOLANTES: Maxence CAQUERET, BRUNO GUIMARÃES e THIAGO MENDES;
MEIAS: Houssem AOUAR, Florent DA SILVA e Lucas PAQUETÁ;
ATACANTES: Memphis DEPAY, Rayan CHERKI, Karl TOKO EKAMBI, Islam SLIMANI e Maxwel CORNET;
TÉCNICO: Rudi GARCIA;
DESFALQUES: Tino KADEWERE

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Pollerbeck | Dubois, Benlamri, Marcelo e Bard | Bruno Guimarães, Caqueret e Paquetá | Cherki, Toko Ekambi e Slimani



SOCHAUX

GOLEIROS: Maxence PRÉVOT e Mehdi JEANNIN;
LATERAIS: Abdallah NDOUR, Salem M'BAKATA, Pape PAYE e Romain SANS;
ZAGUEIROS: Boris MOLTENIS, Florentin POGBA, Christophe DIEDHIOU e Johan MARTIAL;
VOLANTES: Joseph LOPY, Younès KAABOUNI, Sofiane DAHAM e Ousseynou THIOUNE;
MEIAS: Fabien OUREGA, Steve AMBRI, Bryan SOUMARÉ e Gaëtan WEISSBECK;
ATACANTES: Alan VIRGINIUS, Natanael NTOLLA Thio e Chris BEDIA;
TÉCNICO: Omar DAF;
DESFALQUES: Yann KITALA, Bryan LASME e Adama NIANE

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Prévot | M'Bakata, Lopy, Pogba e Paye | Kaabouni e Thioume | Virginius, Weissbeck e Ambri | Bedia


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quarta-feira, 3 de março de 2021

Em jogo sem brilho, Lyon faz o dever de casa, vence o Rennes e volta na briga pelo topo

Filipe Frossard Papini
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O gol de Aouar foi um dos poucos momentos de brilho durante a partida, que teve todos os elementos para ser um 0 a 0 sem graça. Mas o resultado importante ajuda não só na tabela, como também na confiança do elenco para a continuidade do campeonato.




É fato que o Lyon caiu de produção de alguns jogos pra cá, principalmente em relação ao ano de 2021 para 2020. Essa queda de produção ainda não o tirou da briga pelo título e pela liderança, uma implacável treta que envolve também Lille, PSG e Monaco. A missão não é nada fácil e o empate diante do Marseille em crise na semana anterior colocou mais tempero na situação que pode acender alerta amarelo em breve. Na 28ª rodada, que teve todos os seus jogos nessa quarta-feira, o OL entrou em campo diante do Rennes, no Groupama Stadium. O Rennes, um time que teve uma temporada anterior brilhante e que nessa já não apresenta tanto brilho.

Para tentar bater o adversário, Rudi Garcia fez alterações na estrutura do time apresentado em campo. Ele só tinha o desfalque de Lucas Paquetá, expulso na partida contra o OM. Mas, mesmo assim, ele decidiu mexer em mais três posições. Além de naturalmente começar com Bruno Guimarães no meio, ele também entrou com De Sciglio, Caqueret e Slimani. Acabaram indo pro banco Cornet, Aouar e Kadewere. No entanto, a estrutura do esqueleto do time seguia no 4-3-3. Assim ficou:


Já o Rennes também tinha só um desfalque e também vinha no 4-3-3. Mas quem ficava de fora era o goleiro reserva Salin, que sequer viajou para Lyon. A boa notícia era a volta de Maouassa, o lateral esquerdo que mesmo assim começava no banco. O time vinha pra campo sob o comando do interino Philippe Bizeul, já que Julian Stephan pediu demissão na segunda-feira. E já logo de cara ele cortou do time Léa-Siliki, Gboho e Soppy, que também não foram para o jogo. Assim ficou escalado:


Com os dois times jogando no 4-3-3 um espalhamento tático acontecia no Groupama Stadium, mas o Rennes levava a melhor nessa situação. O time visitante conseguia ser bem mais organizado em todos os três setores. Na defesa, não deixava o Lyon sequer finalizar. No meio, ganhava o setor. E no ataque, apesar de conseguir manter a bola por ali, tinha dificuldades na hora da finalização, mas parecia questão de tempo.

A síndrome da falta de Aouar também era evidente no time do OL. Por mais que ele não vinha produzindo em alto nível nas últimas partidas, quando os Gones jogam sem ele, o time perde muito na parte cerebral em campo. Era bem mais complicado fazer as triangulações e até a ligação do meio para o ataque. Por mais que Caqueret, Bruno Guimarães e Thiago Mendes façam um bom trabalho, não são meias de ligação e isso complicava a ofensiva.


Justamente por sentir falta desse elo entre o meio e ataque, Memphis Depay precisava se mexer de forma mais dinâmica e um pouco diferente do que vinha fazendo nos jogos anteriores. O time quase virou um 4-3-1-2 sem querer, já que o holandês precisava buscar o jogo várias vezes na intermediária para tentar algo por conta própria. E foi assim que saiu a primeira finalização do jogo, aos 30’, quando ele achou um espaço e tentou bater, mas mandou longe.

A resposta do Rennes veio praticamente no momento seguinte. A jogada surgiu do lado direito do ataque, sempre acionando a tabelinha entre Grenier e Doku. Mas foi Doku, em jogada individual, quem criou a primeira chance real de perigo no jogo. Ele, mesmo apertado pela marcação, achou um espaço na entrada da área e bateu com força. A bola pegou altura e acabou passando por cima do gol, mas levando real perigo para Anthony Lopes.


Com os dois times percebendo que havia muita dificuldade na parte criativa, duas alternativas começavam a ser acionadas. Primeiro, essa situação de abrir um espaço e bater em direção ao gol. Mesmo com uma distância considerável. Praticamente rifadas de bola. A outra situação, que começou a ficar bem mais evidente na parte final do primeiro tempo, foram as bolas cruzadas na área, principalmente pelo Rennes, que chegava muito pelo lado direito.

E assim foi a primeira metade: com os dois times tocando muito a bola para o lado e criando poucas ações verticais. Pelo Lyon, Depay era muito acionado, mas sempre bem marcado, não tinha nem quem fazer uma triangulação para tentar algo. No Rennes, a válvula de escape era Doku, que explorava demais sua velocidade e sua finta, mas que também parecia um pouco isolado dos companheiros que deveriam tabelar.


Na volta do intervalo, parecia outro jogo. O Lyon voltou totalmente diferente e bem mais disposto a fazer valer sua vantagem pelo fator técnico e obviamente a sua melhor situação no campeonato. Em menos de dez minutos, colocou duas ou três bolas com perigo na meta do Rennes. Memphis Depay, por exemplo, participou de todas elas. Faltou capricho na tentativa do primeiro gol.

Mas não demorou muito para Rudi Garcia mexer. E foram logo duas trocas antes dos 15’ da etapa final. Tirou Slimani e Bruno Guimarães, que ganhavam chances hoje, para entrar os titulares Kadewere e Aouar. Pouco tempo depois, o Rennes também fez sua primeira alteração, com a joia Camavinga aparecendo no lugar do amarelado Jonas Martin. As mexidas ajudaram a ainda mais a dar volume no jogo.


Perto dos 20’ do segundo tempo, o Lyon conseguiu balançar as redes, mas em impedimento. Jogada boa de Aouar no meio que achou a incursão de Dubois pela direita. O lateral achou Kadewere com um passe rasteiro. Mas o zimbabuano estava à frente e a marcação foi correta. Após o susto, o Rennes veio com mais duas alterações. Colocou em campo Bourigeaud e Tait para as saídas de Grenier e Guirassy, respectivamente.

A mexida surtiu efeito, mas contrário. Se o Lyon havia balançado a rede sem valer no lance anterior, dessa vez, valeu. E foi com jogada errada de Tait. O meia errou na saída de bola e entregou de bandeja para Memphis Depay sair em disparada. Em disputa de bola, ele acabou sofrendo a falta, se levantou e preferiu a assistência para Aouar que aparecia sozinho na área. O meia recebeu e finalizou para o gol: 1 a 0!


Depois do gol, mais um vacilo do Rennes que quase culminou num outro gol do OL. Só não ocorreu graças a uma belíssima defesa de Gomis em chute de Aouar. Em seguida, mais mexidas. O OL usava sua terceira mexida com Cornet no lugar de Memphis Depay e o Rennes queimava todas as suas trocas, com Del Castillo e Hunou nos lugares de Doku e Terrier. Definitivamente, o time visitante iria atrás do empate.

No final, o Rennes até tentou. Realmente chegou com alguma força, mas já naquele modo desespero, com muitos erros de passes, tentativas impossíveis de jogadas individuais e principalmente muita bola alçada na área. Nzonzi já havia se tornado centroavante por causa da estatura. Mas tudo isso foi em vão. O OL correu certos riscos nos minutos finais, mas conseguiu controlar a vantagem até o fim.


O Lyon agora dá uma pausa no Campeonato Francês e volta suas atenções para a única outra competição que disputa na essa temporada: a Copa da França. Em jogo único, no próximo sábado (6), às 14h45, vai enfrentar o Sochaux, time que atualmente está na segunda divisão nacional. É válido pelos 16 avos de final e o OL joga em casa. Até lá!

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terça-feira, 2 de março de 2021

Ligue 1 20/21 | 28ª Rodada - Lyon x Rennes

Filipe Frossard Papini
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Depois de tropeçar no clássico contra o combalido Marseille no fim de semana, o OL volta aos gramados em rodada cheia do Campeonato Francês nesta quarta-feira. Vai encarar outra pedreira e também outro time que surpreendeu bastante na temporada anterior: o Rennes. Mas as coincidências não param por aí. O time que vai visitar o Lyon também está em crise. O técnico Julien Stephan pediu demissão antes de comandar o treino na segunda-feira e o interino Philippe Bizeul, ex-Lyon B, estará no comando desta 28ª rodada.

Para tentar recuperar os pontos perdidos que vem acontecendo nos tropeços de recentemente, o Lyon terá um problema: Lucas Paquetá é ausência certa por causa da expulsão na partida anterior. Ele, portanto, é o único desfalque de Rudi Garcia. A não participação do ex-flamenguista abre passagem para um outro brasileiro. Bruno Guimarães certamente será o titular nesse jogo e inclusive participou da coletiva. Na ausência de Paquetá, Florent da Silva foi chamado do Lyon B para integrar o elenco.

Para este jogo, o Rennes também só tem um desfalque, só que de forma mais branda. Quem não viajou para o jogo foi Romain Salin, o goleiro reserva, com dores abdominais. Por outro lado, o interino Philippe Bizeul, terá o retorno importante do bom lateral Faitout Maouassa. E como primeiro mandato, o técnico afastou James Léa-Siliki, Yann Gboho e Brandon Soppy, que frenquentemente integravam não só o elenco principal, como também o time titular.

O confronto entre Lyon e Rennes acontece nesta quarta (03/03), às 15h do horário de Brasília. No Brasil, agora o app e o site OneFootball transmitem os jogos do Campeonato Francês ao vivo e de graça. Basta acessar o site na hora do jogo e conferir. Abaixo, confira os relacionados e as prováveis escalações dos dois times.



LYON

GOLEIROS: Anthony LOPES e Julian POLLERSBECK;
LATERAIS: Léo DUBOIS, Melvin BARD e Mattia DE SCIGLIO;
ZAGUEIROS: Sinaly DIOMANDÉ, Djamel BENLAMRI, Jason DENAYER e MARCELO;
VOLANTES: Maxence CAQUERET, BRUNO GUIMARÃES e THIAGO MENDES;
MEIAS: Houssem AOUAR e Florent DA SILVA;
ATACANTES: Memphis DEPAY, Tino KADEWERE, Rayan CHERKI, Karl TOKO EKAMBI, Islam SLIMANI e Maxwel CORNET;
TÉCNICO: Rudi GARCIA;
DESFALQUES: Lucas PAQUETÁ

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Lopes | Dubois, Marcelo, Denayer e De Sciglio | Thiago Mendes, Bruno Guimarães e Aouar | Kadewere, Toko Ekambi e Memphis Depay



RENNES

GOLEIROS: Alfred GOMIS e Pépé BONET;
LATERAIS: Hamari TRAORÉ, Faitout MAOUASSA, Adrien TRUFFERT e DALBERT;
ZAGUEIROS: Nayef AGUERD, Gerzino NYAMSI e Damien DA SILVA;
VOLANTES: Eduardo CAMAVINGA, Steven NZONZI, Benjamin BOURIGEAUD e Jonas MARTIN;
MEIAS: Clément GRENIER, Romain DEL CASTILLO, Flavien TAIT e Jérémy DOKU;
ATACANTES: Martin TERRIER, Serhou GUIRASSY e Adrien HUNOU;
TÉCNICO: Philippe BIZEUL;
DESFALQUES: Romain SALIN

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Gomis | Traoré, Da Silva, Aguerd e Truffert | Nzonzi, Camavinga e Grenier | Doku, Terrier e Guirassy


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domingo, 28 de fevereiro de 2021

Paquetá é expulso injustamente e Lyon fica só no empate contra o Marseille em crise

Filipe Frossard Papini
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Brasileiro recebeu um amarelo por um pênalti não existente e depois recebeu o vermelho em lance faltoso na etapa final. OM cresceu no jogo, mas faltou muito para ser superior, mesmo com um a mais desde os 25 do segundo tempo




Domingão de clássico encerrando a 27ª rodada do Campeonato Francês. Chamado de Choc des Olympiques, ou somente Olympico, o confronto entre Olympique de Marseille e Olympique de Lyon é sempre um duelo à parte quando a gente fala de futebol francês. O jogo sempre é encarado com doses cavalares de rivalidade e dessa vez não poderia ser diferente. Apesar das situações distintas dos dois times, o jogo prometia uma grande disputa dentro de campo. De um lado um OL lutando pelo título e pela liderança, visitava um Marseille tentando fugir da crise, com trocas no comando técnico e no alto escalão mandatório.

Para tentar bater de frente com o Lyon, o interino Nasser Larguet não se abdicou do que tinha de melhor no seu elenco. Mesmo com os desfalques dos suspensos Sakai, Rongier e Benedetto, além da lesão de Amavi, o OM tem um elenco dos melhores do Campeonato Francês e entrou num 4-2-3-1 recheado de bons jogadores de todos os lados. Destaque para a manutenção de Khaoui na beirada de ataque e dos retornos de Thauvin e Milik, além de Rocchia, que ficava no banco. Assim ficou escalado o Marseille para o clássico:


Visitando o OM e com a missão de vencer o jogo, ainda mais depois do empate do Lille na rodada, podendo diminuir a distância para somente um ponto em caso de vitória, o OL tinha todo o seu elenco disponível para o técnico Rudi Garcia. Era mais uma vez que o comandante dos Gones tinha carta branca e todo mundo disponível para ele escalar quem quisesse. Destaque para o retorno do zagueiro Marcelo, que vinha com uma lesão na panturrilha esquerda, ausente dos últimos jogos e já iniciando o clássico como titular. Veja como ficou a formação do OL:


No comecinho do jogo, o Marseille encontrava enormes problemas para fazer o seu jogo. Via o Lyon esmagando no campo de ataque, mas a defesa bem postada conseguia segurar eventuais lances de perigo. Mas se Larguet tinha a intenção de jogar de igual pra igual, ele se enganou. O domínio de jogo era todo dos Gones e parecia o confronto de um time muito superior contra outro que só se defendia.

A primeira chegada do OM no jogo foi aos 19’ de bola rolando, com Thauvin pela direita. Em jogada de velocidade, ele foi até o fundo e fez o cruzamento pra área. Um bom cruzamento. Mas ninguém apareceu para completar. Milik, que era o mais próximo do lance, estava bem atrás dos dois zagueiros do OL que não tiveram problemas na marcação. E isso parecia o melhor que o Marseille tinha pro jogo.


Mas não demorou mesmo para que o Lyon demonstrasse a sua superioridade de forma fatal. As redes de Mandanda foram balançadas aos 21’, em jogada lindíssima do ataque do Lyon. Paquetá recebeu na direita sozinho. Ele seguiu avançando e fez um passe em direção ao centro da área. Aouar estava ali e fez o corta-luz para que Toko Ekambi recebesse com liberdade na esquerda. O camaronês só colocou para as redes, abrindo o placar: 1 a 0! 

Depois do gol, o Marseille parece ter se assustado e começou a esboçar uma reação. Mas era uma reação, digamos, estabanada. Sem qualquer organização. Era praticamente lançar a bola para Thauvin para que ele resolvesse sozinho e quase sempre no lado direito do ataque. E ele até conseguia algumas bolas ou outras que terminavam quase sempre em bolas alçadas na área ou mesmo bolas paradas, como um escanteio, por exemplo. Mas faltava mais.


Enquanto isso, o Lyon praticamente teve a segunda oportunidade mais clara de gol do jogo, quando Cornet achou um belíssimo cruzamento da esquerda, com nojo no passe e descobriu Memphis Depay na área. O holandês conseguiu subir sem que ninguém da marcação o acompanhasse e conseguiu cabecear a bola com muito efeito, saindo pela linha de fundo, mas levando bastante perigo.

Já no finzinho do primeiro tempo, após lance de escanteio gerou o gol do OM. Na cobrança da bola parada, o rebote ficou com Gueye, que finalizou em direção ao gol e acertou o corpo e depois a mão de Paquetá dentro da área. A arbitragem marcou pênalti. Na cobrança, o polonês Milik, aniversariante do dia, cobrou de um lado, deslocando Lopes, marcando o 1 a 1 no placar!


Na volta do intervalo, os times retornaram com muito mais tranquilidade em relação ao primeiro tempo. Já não parecia aquela coisa de outrora, onde somente um lado atacava. O Marseille conseguia equilibrar as ações do jogo e definitivamente colocava equilíbrio na partida. Mas a válvula de escape era sempre pelo lado direito mesmo com Thauvin. Ele sempre era acionado, vez sim e outra também.

Logo no comecinho da etapa final, duas chances, com uma de cada lado. Primeiro, aos 11’, Memphis Depay recebeu bola na entrada da área e tinha um clarão a frente. Decidiu bater dali mesmo e quase pôs o OL na frente de novo. Tirou raspa da trave. Na resposta do OM, o ataque foi no minuto seguinte, com jogada pelo lado direito do ataque que, ao atravessar o campo, chegou a Khaoui pela esquerda, que bateu com efeito, mas na rede pelo lado de fora.


A primeira mexida do OL foi com Cherki no lugar de Toko Ekambi, autor do gol. Mas Rudi Garcia logo precisou fazer mais duas trocas, já que Lucas Paquetá acabou vendo o segundo amarelo (o primeiro pelo pênalti e o segundo por falta em Payet). A partir dali, entraram Bruno Guimarães e De Sciglio, nos lugares de Aouar e Cornet. O Marseille fez sua primeira troca logo depois do cartão vermelho do brasileiro, colocando Cuisance para a saída de Khaoui.

Após a expulsão, o jogo virava completamente. O Marseille, agora, além de fazer valer sua posição de mandante do jogo, também fazia valer sua superioridade numérica. Mas ainda assim tinha bastante dificuldade de converter isso em chances reais de gol. Parecia, inclusive, até meio conformado com o empate, mesmo com as circunstâncias do jogo, apesar de parecer ter tudo sob controle.


Mas só parecia mesmo. Afinal de contas, o OL chegou a balançar a rede mais uma vez, em lance milimétrico de impedimento de Memphis Depay, que recebeu em posição de impedimento antes de marcar o segundo, bem anulado pela arbitragem. Já no finalzinho, Rudi Garcia colocou mais dois em campo, queimando suas duas últimas mexidas. Entraram Diomandé e Slimani para as saídas de Dubois e Kadewere, respectivamente.

Por fim, nem mesmo os quatro minutos de acréscimos foram o suficiente para alterar mais nada no jogo. Nem para o OM apertar e conseguir mais um gol e virar o jogo. E nem o OL conseguiu criar alguma coisa de forma surpreendente. Memphis Depay até tentou, mas o máximo que ele conseguiu foi arranjar alguma treta com Álvaro González. Um empate com gosto amargo, mas “ok” pelo contexto da partida.


O próximo encontro do Lyon com os gramados será já nessa próxima quarta-feira (03/03), em rodada cheia da Ligue 1 com todos os jogos no mesmo dia. Jogo bem importante dos Gones contra o Rennes, time perigoso e que foi um dos melhores da Ligue 1 na temporada passada. O confronto é válido pela 28ª rodada do Francês e também será às 17h. Até lá!

FOTOS: ol.fr | om.fr
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sábado, 27 de fevereiro de 2021

Ligue 1 20/21 | 27ª Rodada - Marseille x Lyon

Filipe Frossard Papini
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Olympico ou Choc des Olympiques, chame como quiser, mas o fato é que o clássico entre Olympique de Marseille e Olympique de Lyon é um dos embates com mais popularidade na França, principalmente nesse século, onde as duas equipes protagonizaram diversos momentos dos mais interessantes, o que dá um contorno ainda maior ao jogo. Por um lado, o Lyon ainda na luta pela liderança e pelo título visita o Marseille num momento conturbadíssimo, trocando o presidente e o treinador. Se vai ser um momento de redenção do OM, ainda não sabemos, mas o OL não pode pagar o pato, pela sua situação na tabela.

Ainda nem Jorge Sampaoli no comando, o Marseille vai a campo com seu técnico interino por enquanto. Nasser Larguet, que conseguiu dar uma sobrevida ao combalido OM, não deve apresentar nenhuma grande novidade em relação ao que vinha jogando. O time tem três desfalques por suspensão: o lateral direito Sakai, o volante Rongier e o atacante Benedetto. Além disso, o lateral esquerdo Amavi segue lesionado. De boa notícias, retornam o atacante Milik, o lateral Rocchia e o meia Thauvin.

Do lado do Lyon, também sem muitas novidades. O retorno do zagueiro Marcelo, retornando de uma lesão na panturrilha esquerda, está confirmado, mas ainda não se sabe se ele terá condições de jogo, apesar de aparecer nas prévias. Se isso acontecer, Diomandé deve retornar para o banco de reservas após uma boa sequência, pegando a lesão de Denayer e de Marcelo e jogando durente todo esse período. Fora isso, o Lyon vai sem qualquer desfalque para o jogo: carta branca para Rudi Garcia.

O confronto entre Marseille e Lyon acontece neste domingo (28/02), às 17h do horário de Brasília. No Brasil, agora o app e o site OneFootball transmitem os jogos do Campeonato Francês ao vivo e de graça. Basta acessar o site na hora do jogo e conferir. Abaixo, confira os relacionados e as prováveis escalações dos dois times.



LYON

GOLEIROS: Anthony LOPES e Julian POLLERSBECK;
LATERAIS: Léo DUBOIS, Melvin BARD e Mattia DE SCIGLIO;
ZAGUEIROS: Sinaly DIOMANDÉ, Djamel BENLAMRI, Jason DENAYER e MARCELO;
VOLANTES: Maxence CAQUERET, BRUNO GUIMARÃES e THIAGO MENDES;
MEIAS: Houssem AOUAR e Lucas PAQUETÁ;
ATACANTES: Memphis DEPAY, Tino KADEWERE, Rayan CHERKI, Karl TOKO EKAMBI, Islam SLIMANI e Maxwel CORNET;
TÉCNICO: Rudi GARCIA;
DESFALQUES: Nenhum

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Lopes | Dubois, Marcelo, Denayer e De Sciglio | Thiago Mendes, Paquetá e Aouar | Kadewere, Toko Ekambi e Memphis Depay



MARSEILLE

GOLEIROS: Steve MANDANDA, Simon NGAPANDOUETNBU e Yohann PELÉ;
LATERAIS: Pol LIROLA, Yuto NAGATOMO e Christopher ROCCHIA;
ZAGUEIROS: Leonardo BALERDI, ÁLVARO González, Duje CALETA-CAR e Lucas PERRIN;
VOLANTES: Olivier NTCHAM, Boubacar KAMARA, Michaël CUISANCE e Pape GUEYE;
MEIAS: Saïf-Eddine KHAOUI e Dimitri PAYET e Florian THAUVIN;
ATACANTES: LUIS HENRIQUE, Arkadiusz MILIK e Valère GERMAIN;
TÉCNICO: Nasser LARGUET;
DESFALQUES: Hiroki SAKAI, Jordan AMAVI, Valentin RONGIER e Dario BENEDETTO

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Mandanda | Lirola, Álvaro, Caleta-Car e Nagatomo | Gueye e Kamara | Khaoui, Payet e Thauvin | Milik


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