quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lyon joga mal e permite vantagem bávara

Filipe Frossard Papini
@BrasiLyonnais / @FilipeDidi

Com a expulsão de Ribéry, o Lyon não soube aproveitar a vantagem, e quando também perdeu um jogador, deu espaço para o Bayern marcar o único gol da partida




Depois de viajar dois dias de ônibus pelas belas estradas da Europa, devido aos transtornos causados pelo vulcão Eyjafjallajoekull, enfim chegou o dia tão esperado pelo Lyon. Claro que para o Bayern também, mas esse seria o recorde tão esperado pelo OL. Pela primeira vez o time francês entra nos gramados europeus, disputando uma partida das semifinais da Champions League.

Recepcionado por sua torcida fazendo um mosaico maravilhoso, o Bayern entrou em campo sem Badstuber e Van Bommel, mas mantendo seus principais jogadores. Veja a formação dos alemães:




Por outro lado, dentre os titulares do Lyon, apenas Boumsong estava ausente, mas tinha sete pendurados: Cris, Kallstrom, Pjanic, Delgado, Cissokho, Toulalan e Gonalons. Veja como foi a escalação inicial do time de Puel:




Ao apitar do árbitro o Bayern mostrou que estava em campo para conseguir fazer sua vantagem. Nos primeiros 15’ o jogo foi de domínio total dos bávaros. Sua estratégia eram as bolas alçadas na área, aproveitando os grandalhões do seu time.

Explorando seus pontas – Ribéry e Robben – o time alemão conseguiu assustar os lyoneses depois de uma série de escanteios. Em um deles, precisamente aos 12’ de partida, Lloris saiu mal e quase decretou a abertura do placar.

Com o passar do tempo, o Lyon foi se adaptado ao estilo de jogo adversário e começou a mostrar um pouco de seu poder. Durante cerca de cinco minutos conseguiu colocar a defesa do Bayern para trabalhar. O brasileiro Ederson quase marcou e o bom goleiro Butt enfim apareceu na partida.




Aos 36’ de jogo, o agora polêmico Ribéry cometeu uma entrada duríssima no atacante Lisandro e sem titubear foi expulso pelo juiz. Protestos e gritos ecoaram no Allianz Arena. Os torcedores viam, ainda no primeiro tempo, a saída precoce de seu principal jogador, além é claro, de ter que jogar o restante do jogo com um a menos.






Enganou-se aquele que pensou que seria o momento do Lyon. Puel preferiu não arriscar a manteve a postura, como se nada tivesse ocorrido. Obviamente a posse bola passou a ser do time francês, mas ainda assim encontrava dificuldades para penetrar na zaga bávara. Esse talvez possa ter sido o erro crucial no planejamento do Lyon.

Prevendo que seu time não suportaria a pressão do adversário, já no segundo tempo Van Gaal optou por retirar seu atacante Olic e colocar o volante Tymoshchuk. Substituição cirúrgica. Com esse volante a mais, o Lyon, com a apenas um atacante, acabava que não arrumava espaço para subidas de seus meias.

Com os dois times apenas mantendo esse ritmo e cadenciando um pouco o jogo, o Bayern tirou a sorte grande. Aos 13’ do segundo tempo, o volante lyonês Toulalan, que já tinha recebido cartão amarelo poucos minutos antes, viu o segundo e também foi para o chuveiro mais cedo, assim como seu compatriota do primeiro tempo. Agora ambos os times tinham 10 em campo. Entrada infantil do bom Toulalan, mas não era para receber cartão. O juiz, nesse lance, resolveu compensar a expulsão precoce de Ribéry.





Para suprir a ausência de seu zagueiro, Puel retirou o apagado e bem marcado Pjanic e colocou Makoun, recuando Gonalons para fazer dupla com Cris na defesa do OL.

Após igualar novamente o número de jogadores, obviamente o Bayern voltou a pressionar. Mario Gómez entrou no lugar de Pranjic (amarelado e suspenso para a partida de volta). Com isso o time ganhou ainda mais ofensividade e massacrava o Lyon com sua pressão fortíssima.

Aos 68’, quando Puel enfim colocava Michel Bastos – que para muitos deveria ser titular – o Bayern abriu o placar. Robben, subindo em diagonal, chutou a meia altura, a bola ainda desviou em Müller antes de confundir Lloris. Bayern 1 a 0.




Dez minutos depois, Puel queimou sua última alteração. Govou entrou no lugar de Delgado, e nada mudou. A postura do Lyon era a mesma. Lisandro, o jogador mais avançado do time, marcava a saída de bola dos alemães atrás do meio-campo. Não havia recursos

Faltando cinco minutos para alcançar os 90, a torcida apreensiva, querendo mais um gol, se revoltou depois que Van Gaal tirou o melhor jogador da partida, e autor do gol, Arjen Robben e colocou Altintop. O jogador holandês saiu chateado, e ali mesmo, na beira do campo recebeu uma explicação de seu treinador. Uma imagem rara de se ver.




Não se via nenhuma reação do OL. O time parecia agradar do resultado. Não esboçavam sequer um contragolpe. Era tudo na base do chutão. Só não tomou mais gols pois a sorte estava do lado francês e Lloris, juntamente com Cris e Cissokho, fizeram uma boa partida defensivamente.

A partida terminou assim. O Lyon, de fato, não encarou o encontro com deveria. Parecia não ser o jogo da vida do clube de Jean Michel-Aulas. Mas agora o Bayern detém a vantagem do empate. Não é um bicho de sete cabeças para o Lyon, mas querendo ou não, é uma vantagem. Se o Bayern fizer um gol no Gerland, o OL terá que fazer três. Em suma, o trabalho será redobrado.

O Lyon não terá jogos durante uma semana. A LFP aceitou o adiamento da partida do fim de semana, que seria contra o Mônaco. Terça-feira (27/04), o Gerland receberá o decisivo jogo dessa semifinal.

FOTOS: L'Equipe / olweb.fr / pt.uefa.com

Robben - 1-o

4 comentários:

  1. Luís de Doménich21 de abril de 2010 23:00

    Admita, estamos fodidos!

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  2. Luís de Doménich22 de abril de 2010 19:24

    Quando estou nos meus momentos menos pessimistas eu me lembro do nosso resultado no Gerland contra o Bordeux. 3x1! Conseguimos isso só na raça, imagina com o time entrando em campo mentalizando esse resultado...

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  3. Lyon pagou caro por jogar 'a la Fossati' quando tinha um a mais. Uma pressão maior poderia ter dado resultado (claro que isso não significa que o time teria que ir para o ataque desordenadamente).
    O segundo tempo foi mais difícil ainda, principalmente por causa da expulsão do Toulalan e pela bela mexida feita pelo Van Gaal no intervalo, que foi a entrada do Tymoschuk (um mix de Guti e Fabi do volei).

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